As antigas instalações da fábrica de calçado Rohde, recém-adquiridas por um empresário local, já têm um destino. Os pavilhões e o parque de estacionamento vão acolher, entre 16 e 18 deste mês, a Feira das Tradições e Actividades Económicas. O certame é promovido pelo Município, que, com esta mudança, também quer divulgar o espaço.
"É o nosso contributo para dar a conhecer estas instalações e atrair futuros empresários", adianta o presidente da Câmara. António Ruas revela que António José Baraças disponibilizou o espaço a "custo zero" e com o objectivo de garantir "melhores condições" aos 110 expositores que participam na edição deste ano.
As instalações da Rohde, com 30 mil metros de área descoberta e 850 metros quadrados de área coberta, foram adquiridas pela empresa de construção civil António José Baraças e Irmãos por mais de três milhões de euros. O complexo estava à venda desde Março do ano passado por um valor nunca divulgado pela multinacional alemã, que encerrou a fábrica no mês seguinte, deixando no desemprego 372 funcionários.
De acordo com o empresário, o grupo tenciona alugar espaços a potenciais investidores na 'cidade-falcão' "Queremos evitar que Pinhel fique cada vez mais pobre e sem gente, como está a acontecer desde que a Rohde encerrou", sublinha. O desafio está agora em atrair investimentos para a cidade, uma tarefa que a autarquia também está disposta a assumir. "Com este espaço, podemos afirmar que há em Pinhel melhores condições para instalar empresas e fazer investimentos. O que importa é rentabilizar as áreas disponíveis de forma a criar postos de trabalho", considera António Ruas.
O terreno em causa custou à Câmara de Pinhel mais de 500 mil euros, em 1990, mas foi vendido, devidamente infra-estruturado, à Rohde por 25 cêntimos o metro quadrado, isto é, por 30 a 40 mil euros. Em troca, a multinacional acordou permanecer no município durante 15 anos, findo este prazo as instalações reverteram para o seu património e a fábrica encerrou.
in DN
"Se pensas que és pequeno para fazer a diferença... tenta dormir num quarto fechado com um mosquito."
Provérbio africano, no editorial da revista "Recicla"
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10.2.07
Rohde acolhe feira das tradições
6.2.07
Portugal 2007 – o tempo da "classe criativa"
Quando se percorre o Portugal real e se contacta com os "actores" da sociedade civil, de norte a sul, do interior ao litoral, nos meios rurais, nas áreas urbanas, fica cada vez mais patente a consolidação duma classe operativa capaz de induzir dinâmicas de diferenciação qualitativa positiva que sustentam alguma esperança estratégica em relação ao futuro. Na senda dos trabalhos de Richard Florida e Irene Tinagli, trata-se duma verdadeira "classe criativa", muitas vezes oculta, mas que em diferentes plataformas de participação social vai aos poucos impondo a diferença.
Os conhecidos baixos índices de "capital estratégico" no nosso país e a ausência de mecanismos centrais de "regulação positiva" dificultam o processo de afirmação dos diferentes protagonistas da "classe criativa". Independentemente da riqueza do acto de afirmação individual da criatividade, numa sociedade do conhecimento, importa de forma clara "pôr em rede" os diferentes actores e dimensioná-los à escala duma participação global imperativa nos nossos tempos. Apesar dos resultados de iniciativas como as "Cidades e Regiões Digitais", vocacionadas para posicionar o território no competitivo campeonato da inovação e conhecimento, falta uma estratégia transversal.
A sociedade civil tem nesta matéria um papel central. A "classe criativa", na sua diferença e no seu sucesso, é o resultado dum "tecido social" que se pretende voltado para um futuro permanente. Os índices de absorção positiva por parte da sociedade dos contributos inovadores da "classe criativa" passam muito pela estabilização de condições estruturais essenciais. Entre muitas, destacaríamos as seguintes:
1. Cultura empreendedora – A matriz comportamental da "população socialmente activa" do nosso país é avessa ao risco, à aposta na inovação e à partilha de uma cultura de dinâmica positiva. Ou seja. Dificilmente se conseguirá impor por decreto uma "revolução empreendedora" e mesmo o aumento do desemprego, por força da desindustrialização e emagrecimento dos Serviços Públicos / Privados poderá não ser suficiente para suscitar uma "auto-reacção" das pessoas.
2. Cultura do rigor – A falta de rigor e organização nos processos e nas decisões, sem respeito pelos factores "tempo" e "qualidade" já não é tolerável nos novos tempos globais. Não se poderá a pretexto de uma "lógica secular latina" mais admitir o não cumprimento dos horários, dos cronogramas e dos objectivos. Não cumprir este paradigma é sinónimo de ineficácia e de incapacidade estrutural de poder vir a ser melhor.
3. Cultura de cooperação – A ausência da prática de uma "cultura de cooperação" tem-se revelado mortífera para a sobrevivência das organizações. Na Sociedade do Conhecimento sobrevive quem consegue ter escala e participar, com valor, nas grandes Redes de Decisão. Num país pequeno, as Empresas, as Universidades, os Centros de Competência Políticos têm que protagonizar uma lógica de "cooperação positiva em competição" para evitar o desaparecimento. Querer cultivar a pequenez e aumentá-la numa envolvente já de si pequena é firmar um atestado de incapacidade e de falta de crença no futuro.
4. Cultura de ambição – É doentia a incapacidade em definir, operacionalizar e dinamizar a lógica de "Capital Social" do nosso país. Não é obviamente o paradigma da Inovação dos países da Europa Central, porque os índices rating da Competitividade estão em todas as análises aquém destes casos de sucesso. O diagnóstico está feito há muito tempo sobre esta matéria. Mas também já não pode ser, porque não é, a lógica do "low cost support" como referencial de criação de emprego e de fixação de "capital social básico" no território.
5. Cultura de inovação – Desenvolvimento Sustentável, Aposta nas Cidades, Criatividade dos Diferentes Segmentos da População, Inovação Empresarial Permanente, Inserção permanente nas Redes Globais – claramente que numa lógica de afirmação do país no panorama internacional o papel de alavancagem destes Factores se pode revelar determinante. A diferença está na sua prática operativa permanente, numa lógica de desígnio nacional.A mensagem de Richard Florida é mais do que nunca actual entre nós. A "classe criativa" que se quer legitimar no tecido social português terá que ser capaz de ganhar estatuto de verdadeiro "parceiro estratégico" do desenvolvimento do país. Isso faz-se com "convergência positiva" e não por decreto. Importa por isso, mais do que nunca, estar atento e participar com o sentido da diferença.

Francisco Jaime Quesado
In Jornal de Negócios
Os conhecidos baixos índices de "capital estratégico" no nosso país e a ausência de mecanismos centrais de "regulação positiva" dificultam o processo de afirmação dos diferentes protagonistas da "classe criativa". Independentemente da riqueza do acto de afirmação individual da criatividade, numa sociedade do conhecimento, importa de forma clara "pôr em rede" os diferentes actores e dimensioná-los à escala duma participação global imperativa nos nossos tempos. Apesar dos resultados de iniciativas como as "Cidades e Regiões Digitais", vocacionadas para posicionar o território no competitivo campeonato da inovação e conhecimento, falta uma estratégia transversal.
A sociedade civil tem nesta matéria um papel central. A "classe criativa", na sua diferença e no seu sucesso, é o resultado dum "tecido social" que se pretende voltado para um futuro permanente. Os índices de absorção positiva por parte da sociedade dos contributos inovadores da "classe criativa" passam muito pela estabilização de condições estruturais essenciais. Entre muitas, destacaríamos as seguintes:
1. Cultura empreendedora – A matriz comportamental da "população socialmente activa" do nosso país é avessa ao risco, à aposta na inovação e à partilha de uma cultura de dinâmica positiva. Ou seja. Dificilmente se conseguirá impor por decreto uma "revolução empreendedora" e mesmo o aumento do desemprego, por força da desindustrialização e emagrecimento dos Serviços Públicos / Privados poderá não ser suficiente para suscitar uma "auto-reacção" das pessoas.
2. Cultura do rigor – A falta de rigor e organização nos processos e nas decisões, sem respeito pelos factores "tempo" e "qualidade" já não é tolerável nos novos tempos globais. Não se poderá a pretexto de uma "lógica secular latina" mais admitir o não cumprimento dos horários, dos cronogramas e dos objectivos. Não cumprir este paradigma é sinónimo de ineficácia e de incapacidade estrutural de poder vir a ser melhor.
3. Cultura de cooperação – A ausência da prática de uma "cultura de cooperação" tem-se revelado mortífera para a sobrevivência das organizações. Na Sociedade do Conhecimento sobrevive quem consegue ter escala e participar, com valor, nas grandes Redes de Decisão. Num país pequeno, as Empresas, as Universidades, os Centros de Competência Políticos têm que protagonizar uma lógica de "cooperação positiva em competição" para evitar o desaparecimento. Querer cultivar a pequenez e aumentá-la numa envolvente já de si pequena é firmar um atestado de incapacidade e de falta de crença no futuro.
4. Cultura de ambição – É doentia a incapacidade em definir, operacionalizar e dinamizar a lógica de "Capital Social" do nosso país. Não é obviamente o paradigma da Inovação dos países da Europa Central, porque os índices rating da Competitividade estão em todas as análises aquém destes casos de sucesso. O diagnóstico está feito há muito tempo sobre esta matéria. Mas também já não pode ser, porque não é, a lógica do "low cost support" como referencial de criação de emprego e de fixação de "capital social básico" no território.
5. Cultura de inovação – Desenvolvimento Sustentável, Aposta nas Cidades, Criatividade dos Diferentes Segmentos da População, Inovação Empresarial Permanente, Inserção permanente nas Redes Globais – claramente que numa lógica de afirmação do país no panorama internacional o papel de alavancagem destes Factores se pode revelar determinante. A diferença está na sua prática operativa permanente, numa lógica de desígnio nacional.A mensagem de Richard Florida é mais do que nunca actual entre nós. A "classe criativa" que se quer legitimar no tecido social português terá que ser capaz de ganhar estatuto de verdadeiro "parceiro estratégico" do desenvolvimento do país. Isso faz-se com "convergência positiva" e não por decreto. Importa por isso, mais do que nunca, estar atento e participar com o sentido da diferença.

Francisco Jaime Quesado
In Jornal de Negócios
Dossier:
Desenvolvimento Local,
Empreendedorismo,
Inclusão
4.2.07
Baraças compra instalações da Rohde por três milhões
A empresa de construção civil António José Baraças e Irmãos adquiriu as instalações da antiga fábrica de calçado Rohde, em Pinhel, por mais de três milhões de euros. A unidade, com 30 mil metros de área descoberta e 850 metros quadrados de área coberta, estava à venda desde Março do ano passado por um valor nunca divulgado pelo fabricante alemão.
De acordo com o empresário, o grupo tenciona alugar espaços a potenciais investidores na "cidade-falcão": «Este é o nosso contributo para evitar que Pinhel fique cada vez mais pobre e sem gente, como está a acontecer desde que a Rohde encerrou», afirmou. António José Baraças acrescentou ainda que só avançou porque não houve interessados no negócio, uma vez que a sua empresa «já tem instalações que cheguem». O desafio está agora em atrair investimentos para a cidade, uma tarefa iniciada no final da semana passada e que já terá cativado o interesse de alguns empresários. Quem está disponível para ajudar é a autarquia local, que também quis adquirir os pavilhões e a área circundante da Rohde. «É bom saber que foi um empresário do concelho que ficou com as instalações, mas o que importa agora é rentabilizar as áreas disponíveis de forma a criar postos de trabalho em Pinhel», sublinhou António Ruas.
Inicialmente, a decisão de colocar a fábrica à venda não agradou ao presidente do município: «Pelo menos, moralmente, deveriam ter a obrigação de nos contactar e saber se estaríamos interessados em comprar a fábrica. Era o mínimo que poderiam ter feito», reclamou na altura. Recorde-se que o terreno onde a Rohde se instalou há quase 16 anos custou à Câmara mais de 500 mil euros em 1990, mas foi vendido, devidamente infraestruturado, à multinacional alemã por 25 cêntimos o metro quadrado, isto é, entre 30 a 40 mil euros. Em contrapartida, a empresa acordou permanecer no município durante 15 anos, revertendo depois para o seu património. Foi o que aconteceu.
in O Interior
1.2.07
Feira das Tradiçoes em Pinhel - 16 a 18 de Fevereiro
A 12ª edição da Feira das Tradições e Actividades Económicas do concelho Pinhel surge este ano com algumas novidades. António Ruas dá conta de que o evento vai decorrer no Pavilhão Multiusos da cidade, no entanto mostra-se preocupado com a mudança.António Ruas garante que a Feira vai decorrer no Pavilhão Multiusos mesmo que as obras não estejam concluídas.
Este ano chegou o Município de Pinhel cerca de 150 candidaturas para os expositores, mas que devido ao espaço tiveram de ser excluídas cerda de 80. Uma situação que o Presidente da Autarquia lamenta, no entanto sublinha que deram prioridade às candidaturas do concelho de Pinhel.
Como novidade António Ruas destaca a Exposição de Arte Contemporânea na entrada principal do Pavilhão Multiusos.
Como todos os anos a marcar o primeiro dia da Feira das Tradições vai decorre o Desfile das Escolas do concelho alusivo ao tema da Feira das tradições este ano dedicado à ruralidade do concelho. António Ruas espera que em próximos anos o desfile possa decorrer ao sábado, uma vez que, considera que seria visto por um maior número de pessoas.
26.1.07
Estudo no concelho de Pinhel sobre desenvolvimento Sustentável
Está a ser feito um Estudo no concelho de Pinhel sobre desenvolvimento Sustentável, que assenta em quatro áreas prioritárias, ambiente, economia, sociedade, conhecimento e inovação. O estudo foi encomendado pelo Município de Pinhel e vai ser feito até ao final do mês de Janeiro através de um contacto directo com entidades públicas e privadas, como adianta Mário Barroqueiro consultor da Empresa Inovação, Projecto e Iniciativas.
Com base no diagnóstico feito pela consultora vai ser definido um conjunto de linhas de acção, que ao ser implementado pela Autarquia pode contribuir para o desenvolvimento sustentável do concelho de Pinhel. Mário Barroqueiro sublinha que o que se pretende é criar um desenvolvimento a longo prazo e não a curto prazo.
Mário Barroqueiro exemplifica com o caso da Fábrica de Calçado Rhode.
in Rádio Elmo
Com base no diagnóstico feito pela consultora vai ser definido um conjunto de linhas de acção, que ao ser implementado pela Autarquia pode contribuir para o desenvolvimento sustentável do concelho de Pinhel. Mário Barroqueiro sublinha que o que se pretende é criar um desenvolvimento a longo prazo e não a curto prazo.
Mário Barroqueiro exemplifica com o caso da Fábrica de Calçado Rhode.
in Rádio Elmo
22.1.07
Porque Não: Associativismo ou Cooperação?

Porque como ja me chamam "cota", pois ja passei das cinco dezenas de anos, ainda me recordo de ver todos os pedacitos de terra aravel (ou cavavel) cultivados, também me lembro dos tempos, em que toda a terra que nao era cultivavel, era florestada, pelo que a minha região era das mais verdes do Distrito da Guarda, tanto de inverno como de verão.
Felizmente ou infelizmente, depende do ponto de vista de cada um, nestes últimos trinta anos tudo mudou. Ja não e rentavel, devido a escassez e elevado custo da mão de obra, cultivarem-se todas essas terras, coisa que compreendo muito bem.
Também entendo que em moldes rentaveis e modernos, muitas das terras outrora cultivadas, nunca mais o serão e a essas, estar-lhes-a reservada a floresta.
Mas o que eu nao entendo nem aceito de bom grado, é ver vales fertilíssimos e cheios de água, ao abandono e sem produzirem absolutamente nada.
Tenho conversado ultimamente bastante com espanhois e principalmente com "galegos" e sei a razão do sucesso da sua agricultura.
Como saberão a Galiza, tal como Portugal e uma região montanhosa e onde a terra esta repartida por muitos minifundios, ora qual foi a acção que eles tomaram para rentabilizar a terra?
Foi a associação e o cooperativismo. Juntaram-se as pessoas de várias aldeias, mediram a terra que cada um possuia, formaram associações e cooperativas que cultivam as terras com produtos rentaveis para cada área, com os mais modernos meios e equipamento. Semeiam, colhem, embalam, transformam e vendem directamente, aos grandes armazéns ou superficies comerciais sem haver intermediários.
Ora uma agricultura nestes moldes é rentavel a toda a gente, pois depois de se contabilizarem as despesas, o lucro e repartido de acordo com a terra que cada um possuiu.
Portanto pergunto agora porque razão não fazemos nós o mesmo?
Isto tanto podia e devia ser aplicado na agricultura, como na floresta. Mas não, somos individualistas demais e preferimos ver "terras de milho e batata" cheias de giestas, enquanto culpamos os vários governos pela nossa pobreza.
Aos governos tanto nacionais como locais, compete dar-nos condicões de vida como; vias de comunicação, infraestruturas publicas para uso comum e prover educação e saúde. Todo o resto devia partir da iniciativa individual de cada um, ou da associacao dos vários cidadãos.
Muito gostaria de ainda voltar a ver, as nossas terras ferteis produzir riqueza para todos!
in Aqui D'Algodres
Porque não?!
16.1.07
EXCLUSIVO: APT ja tem Direcção
Tomou hoje posse a primeira Direcção da APT, cuja presidência da direcção é assumida pela Dra. Conceição (representante da Residêncial D. Dinis). Licenciada em História, esta dirigente tem pautado a sua actividade pelo desempenho de várias funções associativas: Primeira Presidente do Conselho Fiscal da AENE Beira (1988), associação onde desempenha actualmente funções de Direcção.
Compoêm ainda a Direcção o Engº José Carlos Almério (representante da Almério & Filhos Lda.) e Júlio Rente (Restaurante Área Benta).
Recorde-se que a Agência para a Promoção de Trancoso foi constituída na passada sexta feira, 12 de Janeiro, no Cartório Notorial de Celorico da Beira, como resposta legal à constituição da UAC de Trancoso.
Fica assim dado mais um passo no projecto da dinamização do Centro Histórico de Trancoso.
13.1.07
Modernizaçao de Espaços Multifuncionais em Viseu
Aprovado pelo Conselho de Ministros
Este projecto de investimento visa a ampliação e modernização dos espaços multifuncionais (Palácios do Gelo, de Desportos e de Congressos) da Movida, Empreendimentos Turísticos, S. A., localizados no Concelho de Viseu, com a reorganização do lay-out especificamente melhorado para cada uma das actividades desenvolvidas, a aquisição de novos equipamentos e o reforço da componente higiene e segurança no trabalho.
O investimento em causa ascende a um montante total de cerca de 37,7 milhões de euros, prevendo-se a criação de 40 postos de trabalho e manutenção dos actuais 21, bem como o alcance de um volume de negócios acumulado de cerca de 99 milhões de euros e de um valor acrescentado acumulado de 42,5 milhões de euros em 2014, ano do termo da vigência do contrato.
in Portal do Governo
Este projecto de investimento visa a ampliação e modernização dos espaços multifuncionais (Palácios do Gelo, de Desportos e de Congressos) da Movida, Empreendimentos Turísticos, S. A., localizados no Concelho de Viseu, com a reorganização do lay-out especificamente melhorado para cada uma das actividades desenvolvidas, a aquisição de novos equipamentos e o reforço da componente higiene e segurança no trabalho.
O investimento em causa ascende a um montante total de cerca de 37,7 milhões de euros, prevendo-se a criação de 40 postos de trabalho e manutenção dos actuais 21, bem como o alcance de um volume de negócios acumulado de cerca de 99 milhões de euros e de um valor acrescentado acumulado de 42,5 milhões de euros em 2014, ano do termo da vigência do contrato.
in Portal do Governo
8.1.07
100 milhões para turismo da Serra da Estrela
Seleccionados duas dezenas de hotéis, infraestruturas, projectos de Natureza e Ambiente e centros de interpretação da história da região
Autarquias e empresários da Serra da Estrela têm mais de 100 milhões de euros para aplicar até 2008 em projectos considerados relevantes para o desenvolvimento do turismo na zona. A boa nova chegou na semana passada e resulta da aprovação pelo Governo do Programa Integrado Turístico de Natureza Estruturante e Base Regional (PITER) "Serra da Estrela Dinâmica". «É o arranque da região como pólo de turismo estratégico», acredita Jorge Patrão, presidente da Região de Turismo da Serra da Estrela (RTSE).
Abrangidos estão duas dezenas de projectos, nomeadamente o aldeamento de montanha nas Penhas da Saúde, com uma telecabina de ligação à Torre, a ampliação da estância de esqui e a criação ou requalificação de vários hotéis em Almeida, Belmonte, Covilhã, Fornos de Algodres, Gouveia, Guarda, Manteigas, Penamacor, Pinhel e Seia. Os privados assumem a "parte do leão", já que se propõem investir cerca de 96 milhões de euros, cabendo os restantes 14 milhões sobretudo às autarquias. Já o Estado deverá comparticipar com cerca de 30 milhões de euros, mas o valor final continua a ser negociado no âmbito de alguns sistemas de financiamento. «O mais importante deste apoio é que o Estado assume, pela primeira vez, que a Serra da Estrela é uma marca e uma região estratégica para o turismo nacional, para além de ter interesse de Estado, conforme consta do Plano Nacional Estratégico para o sector», sublinha Jorge Patrão. O presidente da RTSE garante que este programa de investimentos vai mudar «radicalmente» a região, estimando que possam ser criados entre 300 a 500 postos de trabalho. Avisa, no entanto, que os projectos seleccionados devem estar concluídos até final de 2008, um prazo que considera «difícil de cumprir, mas exequível», até porque «cerca de 40 por cento já estão prontos».
Na sua opinião, o «grande mérito» da candidatura da RTSE residiu na diversidade de propostas de investimento apresentadas, que vão das unidades hoteleiras, às infraestruturas, passando por projectos de Natureza e Ambiente e centros de interpretação da história da região. «Este é um bom exemplo de que, se conseguirmos trabalhar em conjunto, poderemos ganhar mais apoios para a região», realça aquele responsável. O PITER "Serra da Estrela Dinâmica" destaca sete projectos-âncora, que representam cerca de 60 por cento do investimento total. São eles a recuperação do antigo sanatório dos ferroviários (Covilhã), o aldeamento de montanha das Penhas da Saúde, a construção de uma telecabina entre esta zona e a Torre, a ampliação da estância de esqui, novos hotéis em Penamacor e Gouveia, para além da reconversão da centenária fábrica de lanifícios Campos Melo, na Covilhã, num hotel com 150 quartos, SPA e centro interpretativo da indústria laneira. Serão ainda apoiados o Centro de Interpretação dos Descobrimentos (Belmonte), a requalificação urbana da antiga judiaria da Covilhã e os melhoramentos previstos para o Covão da Ponte e Covão d’Ametade (Manteigas), para além do Complexo Termal de Unhais da Serra, do grupo IMB e os empreendimento Vale da Gaia (Gonçalo) e Vale Glaciar (Unhais da Serra).
Remodelação do Hotel de Turismo da Guarda apoiada
A requalificação do Hotel de Turismo em unidade de quatro estrelas poderá começar a ser uma realidade em 2007 através do PITER "Serra da Estrela Dinâmica". O projecto da Câmara da Guarda, que gere e concessiona o edifício através de uma empresa municipal, vai ser apoiado no âmbito do SIVETUR (Sistema de Incentivos a Produtos Turísticos de Vocação Estratégica) com uma «verba significativa», adianta Jorge Patrão, presidente da Região de Turismo da Serra da Estrela (RTSE), escusando-se a revelar «por enquanto» o montante em causa por estar ainda a ser negociado.
Esta intervenção consiste na remodelação, modernização e adequação do hotel à nova categoria, uma empreitada orçada em 8,6 milhões de euros. O projecto já teve parecer prévio favorável da Direcção-Geral de Turismo e está actualmente em análise no Fundo de Turismo, de onde se aguarda uma decisão até ao final do ano. O novo hotel vai ter um "health club", uma zona de congressos, mais quartos e algumas "suites". Por outro lado, estão previstas obras de "cosmética" no "hall" e nalgumas áreas da unidade, beneficiada há 10 anos, para além do aumento da zona de estacionamento. Para a autarquia, a aprovação da candidatura pelo PITER era essencial para concretizar esta remodelação. «Seria impossível avançar sem esta "almofada" financeira, porque a Câmara não tem recursos para a realizar sozinha", disse Lurdes Saavedra.
A vereadora com o pelouro do Turismo espera agora poder lançar o concurso público para as obras no próximo ano, até porque «é fundamental cumprir prazos neste tipo de candidaturas, sob o risco de se perderem os apoios concedidos". Construído na década de 40, este "ex-libris" da cidade foi desenhado por Vasco Regaleira, decorrendo na delegação regional do IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico) a sua classificação como Imóvel de Interesse Nacional, Público ou Municipal. Menos pacífico é o diferendo, por rendas em atraso, que está a opor a Câmara à Predial das Termas de São Pedro do Sul, concessionária da unidade. Em causa estão mais de 265 mil euros desde Maio, uma dívida está em contencioso.
in O Interior
Autarquias e empresários da Serra da Estrela têm mais de 100 milhões de euros para aplicar até 2008 em projectos considerados relevantes para o desenvolvimento do turismo na zona. A boa nova chegou na semana passada e resulta da aprovação pelo Governo do Programa Integrado Turístico de Natureza Estruturante e Base Regional (PITER) "Serra da Estrela Dinâmica". «É o arranque da região como pólo de turismo estratégico», acredita Jorge Patrão, presidente da Região de Turismo da Serra da Estrela (RTSE).
Abrangidos estão duas dezenas de projectos, nomeadamente o aldeamento de montanha nas Penhas da Saúde, com uma telecabina de ligação à Torre, a ampliação da estância de esqui e a criação ou requalificação de vários hotéis em Almeida, Belmonte, Covilhã, Fornos de Algodres, Gouveia, Guarda, Manteigas, Penamacor, Pinhel e Seia. Os privados assumem a "parte do leão", já que se propõem investir cerca de 96 milhões de euros, cabendo os restantes 14 milhões sobretudo às autarquias. Já o Estado deverá comparticipar com cerca de 30 milhões de euros, mas o valor final continua a ser negociado no âmbito de alguns sistemas de financiamento. «O mais importante deste apoio é que o Estado assume, pela primeira vez, que a Serra da Estrela é uma marca e uma região estratégica para o turismo nacional, para além de ter interesse de Estado, conforme consta do Plano Nacional Estratégico para o sector», sublinha Jorge Patrão. O presidente da RTSE garante que este programa de investimentos vai mudar «radicalmente» a região, estimando que possam ser criados entre 300 a 500 postos de trabalho. Avisa, no entanto, que os projectos seleccionados devem estar concluídos até final de 2008, um prazo que considera «difícil de cumprir, mas exequível», até porque «cerca de 40 por cento já estão prontos».
Na sua opinião, o «grande mérito» da candidatura da RTSE residiu na diversidade de propostas de investimento apresentadas, que vão das unidades hoteleiras, às infraestruturas, passando por projectos de Natureza e Ambiente e centros de interpretação da história da região. «Este é um bom exemplo de que, se conseguirmos trabalhar em conjunto, poderemos ganhar mais apoios para a região», realça aquele responsável. O PITER "Serra da Estrela Dinâmica" destaca sete projectos-âncora, que representam cerca de 60 por cento do investimento total. São eles a recuperação do antigo sanatório dos ferroviários (Covilhã), o aldeamento de montanha das Penhas da Saúde, a construção de uma telecabina entre esta zona e a Torre, a ampliação da estância de esqui, novos hotéis em Penamacor e Gouveia, para além da reconversão da centenária fábrica de lanifícios Campos Melo, na Covilhã, num hotel com 150 quartos, SPA e centro interpretativo da indústria laneira. Serão ainda apoiados o Centro de Interpretação dos Descobrimentos (Belmonte), a requalificação urbana da antiga judiaria da Covilhã e os melhoramentos previstos para o Covão da Ponte e Covão d’Ametade (Manteigas), para além do Complexo Termal de Unhais da Serra, do grupo IMB e os empreendimento Vale da Gaia (Gonçalo) e Vale Glaciar (Unhais da Serra).
Remodelação do Hotel de Turismo da Guarda apoiada
A requalificação do Hotel de Turismo em unidade de quatro estrelas poderá começar a ser uma realidade em 2007 através do PITER "Serra da Estrela Dinâmica". O projecto da Câmara da Guarda, que gere e concessiona o edifício através de uma empresa municipal, vai ser apoiado no âmbito do SIVETUR (Sistema de Incentivos a Produtos Turísticos de Vocação Estratégica) com uma «verba significativa», adianta Jorge Patrão, presidente da Região de Turismo da Serra da Estrela (RTSE), escusando-se a revelar «por enquanto» o montante em causa por estar ainda a ser negociado.
Esta intervenção consiste na remodelação, modernização e adequação do hotel à nova categoria, uma empreitada orçada em 8,6 milhões de euros. O projecto já teve parecer prévio favorável da Direcção-Geral de Turismo e está actualmente em análise no Fundo de Turismo, de onde se aguarda uma decisão até ao final do ano. O novo hotel vai ter um "health club", uma zona de congressos, mais quartos e algumas "suites". Por outro lado, estão previstas obras de "cosmética" no "hall" e nalgumas áreas da unidade, beneficiada há 10 anos, para além do aumento da zona de estacionamento. Para a autarquia, a aprovação da candidatura pelo PITER era essencial para concretizar esta remodelação. «Seria impossível avançar sem esta "almofada" financeira, porque a Câmara não tem recursos para a realizar sozinha", disse Lurdes Saavedra.
A vereadora com o pelouro do Turismo espera agora poder lançar o concurso público para as obras no próximo ano, até porque «é fundamental cumprir prazos neste tipo de candidaturas, sob o risco de se perderem os apoios concedidos". Construído na década de 40, este "ex-libris" da cidade foi desenhado por Vasco Regaleira, decorrendo na delegação regional do IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico) a sua classificação como Imóvel de Interesse Nacional, Público ou Municipal. Menos pacífico é o diferendo, por rendas em atraso, que está a opor a Câmara à Predial das Termas de São Pedro do Sul, concessionária da unidade. Em causa estão mais de 265 mil euros desde Maio, uma dívida está em contencioso.
in O Interior
13.12.06
Trancoso aprova Plano de Desenvolvimento Social
No dia 24 de Novembro do presente ano, foi aprovado em CLAS (Conselho Local de Acção Social), o primeiro Plano de Desenvolvimento Social (PDS) elaborado para o Município de Trancoso, de acordo com as orientações estabelecidas pelo Programa Rede Social.A ideia subjacente a este Plano centra-se na perspectiva do Planeamento Estratégico Participado, desenvolvido através da colaboração de todos os agentes sociais envolvidos no processo de promoção do desenvolvimento social do Concelho.
O PDS foi elaborado tendo em linha de conta a caracterização do Concelho, apresentada no Pré-Diagnóstico Social, bem como de acordo com a priorização das necessidades evidenciadas no Diagnóstico Social, tendo-se encontrado Eixos de Intervenção prioritários, objectivamente orientados para uma Acção estruturada e consensual.
Site oficial
Informações: rede.social@cm-trancoso.pt
12.12.06
Agência para a Promoção de Trancoso já tem estatutos!
Realizou-se ontem uma reunião promovida pela AENEBeira para a discussão dos estatutos da nova associação.Os comerciantes respoderam ao repto lançado pela associação empresarial e compareceram para discutir e melhorar a proposta de estatutos.
O envolvimento e empenho desses empresários revelou um nova atitude perante a APT, a que não será estranha a decisão dos Sócios Institucionais (CMT e AENEBeira) de se afastarem da direção executiva da mesma.
Recorde-se que a Agência para a Promoção de Trancoso surge como resposta local ao desafio lançado pelo Despacho nº 26181/2005: A constituição de Unidades de Acompanhamento e Coordenação (UAC) ao Sistema de Incentivos a Projectos de Urbanismo Comercial (URBCOM).
7.12.06
Agência para a Promoção de Trancoso
Por iniciativa da AENEBeira, realizou-se ontem uma reunião com vista a apresentação do projecto APT – Agência para a Promoção de Trancoso.Foram revelados nessa reunião os objectivos desta agência. A saber:
a) Requalificar a imagem do comercio de Trancoso
b) Afirmar Trancoso como espaço histórico-cultural e comercial de importância regional (Nordeste da Beira)
c) Posicionar a oferta comercial tradicional de Trancoso
d) Promover Sinergias entre a animação urbana e o comércio tradicional
O valor previsto para este projecto é de € 280.000.
Ficou marcada nova assembleia, para dia 11 de Dezembro no auditório do Pavilhão Multiusos, com o objectivo de definir os sócios fundadores do projecto e os corpos sociais desta nova associação.
30.11.06
SAP de Trancoso e Almeida poupados
A partir de segunda-feira, as urgências vão mesmo fechar à noite, mas só em Aguiar da Beira e Fornos de Algodres. A confirmação foi transmitida, ontem, aos autarcas pelo presidente da Administração Regional de Saúde (ARS), que percorreu os sete municípios do distrito da Guarda cujos Serviços de Atendimento Permanente estão para encerrar das 22 horas às oito da manhã. Fernando Regateiro abriu, contudo, excepções, uma vez que os SAP de Trancoso e Almeida serão poupados este ano. O mesmo poderá acontecer no Sabugal e Pinhel, enquanto Celorico da Beira deverá juntar-se à lista dos que vão fechar a 4 de Dezembro. Informação que o JN não conseguiu confirmar, pois as reuniões ainda prosseguiam à hora do fecho desta edição.
Em Trancoso, onde a possibilidade do fecho se mantém, respira-se de alívio e o buzinão de sábado foi desconvocado.
"O presidente da ARS assumiu o compromisso de que não será tomada qualquer decisão antes de vir falar com o Executivo", revelou o autarca local. Júlio Sarmento até propôs uma "moratória", segundo a qual "não deve encerrar à noite nenhum SAP do distrito até que a nova rede de Urgências seja devidamente testada".
Mas Fernando Regateiro levou outras propostas para Coimbra a primeira é a manutenção dos SAP nocturnos em todos os concelhos, "por causa da população idosa, das carências económicas de muitos dos nossos munícipes e das distâncias". Outra é a criação de dois Serviços de Urgência Básica (SUB) em vez do previsto para Vila Nova de Foz Côa.
"Essa nunca será a solução ideal. Justifica-se mais um para servir Figueira, Almeida e Pinhel e outro para Trancoso, onde ficaria instalado, Mêda e Foz Côa", defende Júlio Sarmento.
Já o presidente da Câmara de Almeida considera este volte face "um recuo" da ARS "Só confirma que os dados não estavam devidamente analisados e que o documento final de restruturação da Rede de Urgências deve ser repensado", afirmou Baptista Ribeiro.
Irritado estava o edil de Fornos de Algodres. "Concordávamos com a medida desde que fossem fechados os sete SAP anunciados, mas se assim não vai ser haverá barulho", avisou José Miranda.
in DN, Luís Martins
28.11.06
Plano Nacional da Política de Ordenamento do Território estará pronto ainda este ano
O ministro do Ambiente apontou hoje 2007 como um ano de "virar de página" no ordenamento do território, com a conclusão do plano nacional e a criação de um observatório para avaliar o seu cumprimento.Na abertura do 11º Congresso dos Arquitectos, que decorre até sábado em Almada, o ministro Nunes Correia afirmou que o Plano Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT) deverá estar pronto "até fim de 2006".
Segundo o ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional, o plano será "um instrumento cimeiro" na regulação da construção e da organização do território, influenciando e orientando a elaboração ou revisão de planos directores municipais, entre outras ferramentas de gestão territorial.
Além disso, em 2007 estarão prontos cinco planos regionais de ordenamento do território, que cobrirão "pela primeira vez" todo o país, acrescentou o governante.
O ministro anunciou que será criado um Observatório do Ordenamento do Território e Urbanismo, para avaliar o cumprimento da lei neste sector e produzir relatórios de dois em dois anos.
Nunes Correia afirmou ainda que sairá nova legislação que confia aos arquitectos exclusividade na elaboração de projectos de arquitectura, uma reivindicação antiga da classe e da Ordem.
O Governo vai também apoiar a realização "no segundo semestre de 2007" de um Fórum Europeu de Arquitectura, anunciou o governante.
A presidente da Ordem dos Arquitectos, Helena Roseta, afirmou que se vive um "momento de viragem" na arquitectura, que deve assumir as suas responsabilidades como intervenção no território e não se restringir a ser a criação de uma obra.
in Público
24.11.06
Habitantes de Trancoso protestam contra fecho do SAP
Cerca de 1500 habitantes do concelho de Trancoso manifestaram-se hoje pela continuidade do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) no centro de saúde local, com a câmara municipal a admitir que avançará com uma providência cautelar se o Ministério da Saúde decididir encerrar o serviço.
A concentração, promovida pela autarquia e pelas 29 juntas de freguesia
do concelho, deveria decorrer ao ar livre, em frente às Portas d'El Rei, mas devido ao meu tempo foi realizada no interior do pavilhão multiusos da cidade.O presidente da autarquia foi o único a discursar no protesto, sob o lema "todos contra o encerramento das urgências de Trancoso", embora também tenham participado os restantes eleitos que fazem parte do executivo municipal — três vereadores do PSD e outros tantos do PS.Segundo Júlio Sarmento, os habitantes e os eleitos do concelho não aceitam a intenção do Ministério da Saúde de encerrar as urgências nocturnas partir de 4 de Dezembro, admitindo que aguarda com expectativa o resultado da reunião que terá na próxima segunda-feira com o presidente da Administração Regional de Saúde do Centro (ARS). O autarca disse esperar "sensibilizar o presidente da ARS e que o Estado recue na sua decisão".Se tal não acontecer, Júlio Sarmento advertiu que a autarquia avançará com uma providência cautelar para evitar a concretização da decisão, comunicada à câmara pela sub-região de saúde da Guarda. O edil indicou ainda que "mais tarde entrará a acção principal a contestar a decisão do relatório que define a rede de urgências que está em discussão até 30 de Novembro".O município vai avançar com "uma notificação judicial na pessoa do ministro da Saúde [Correia de Campos], presidente da Administração Regional de Saúde do Centro [Fernando Regateiro], e coordenadora da Sub-região de Saúde da Guarda [Isabel Coelho], no sentido de os responsabilizar politicamente pelo eventual encerramento do SAP de Trancoso", explicou."Se daqui a amanhã sobrevier, por atraso nos meios de socorro, por demora no atendimento, lesões graves em qualquer cidadão do concelho de Trancoso, a câmara patrocinará acções de responsabilidade civil e criminal contra aqueles que agora tomam uma decisão tão lesiva do interesse do cidadão", afirmou Júlio Sarmento.Com o encerramento do serviço de SAP, os casos urgentes passam a ser atendidos nas cidades da Guarda ou em Vila Nova de Foz Côa, situação que desagrada aos autarcas e à população."Trancoso tem onze mil habitantes e Foz Côa tem cerca de oito mil, tem mais médicos e enfermeiros e o Estado é o proprietário do edifício do centro de saúde de Trancoso, enquanto o de Foz Côa é da Misericórdia", justificou Júlio Sarmento, adiantando que o concelho também tem mais alunos nas escolas e regista um movimento rodoviário muito maior que o vizinho.Se a reunião de segunda-feira for inconclusiva, a população voltará a sair à rua no dia 2 de Dezembro, promovendo um buzinão na Guarda, em frente ao Governo Civil.
A concentração, promovida pela autarquia e pelas 29 juntas de freguesia
do concelho, deveria decorrer ao ar livre, em frente às Portas d'El Rei, mas devido ao meu tempo foi realizada no interior do pavilhão multiusos da cidade.O presidente da autarquia foi o único a discursar no protesto, sob o lema "todos contra o encerramento das urgências de Trancoso", embora também tenham participado os restantes eleitos que fazem parte do executivo municipal — três vereadores do PSD e outros tantos do PS.Segundo Júlio Sarmento, os habitantes e os eleitos do concelho não aceitam a intenção do Ministério da Saúde de encerrar as urgências nocturnas partir de 4 de Dezembro, admitindo que aguarda com expectativa o resultado da reunião que terá na próxima segunda-feira com o presidente da Administração Regional de Saúde do Centro (ARS). O autarca disse esperar "sensibilizar o presidente da ARS e que o Estado recue na sua decisão".Se tal não acontecer, Júlio Sarmento advertiu que a autarquia avançará com uma providência cautelar para evitar a concretização da decisão, comunicada à câmara pela sub-região de saúde da Guarda. O edil indicou ainda que "mais tarde entrará a acção principal a contestar a decisão do relatório que define a rede de urgências que está em discussão até 30 de Novembro".O município vai avançar com "uma notificação judicial na pessoa do ministro da Saúde [Correia de Campos], presidente da Administração Regional de Saúde do Centro [Fernando Regateiro], e coordenadora da Sub-região de Saúde da Guarda [Isabel Coelho], no sentido de os responsabilizar politicamente pelo eventual encerramento do SAP de Trancoso", explicou."Se daqui a amanhã sobrevier, por atraso nos meios de socorro, por demora no atendimento, lesões graves em qualquer cidadão do concelho de Trancoso, a câmara patrocinará acções de responsabilidade civil e criminal contra aqueles que agora tomam uma decisão tão lesiva do interesse do cidadão", afirmou Júlio Sarmento.Com o encerramento do serviço de SAP, os casos urgentes passam a ser atendidos nas cidades da Guarda ou em Vila Nova de Foz Côa, situação que desagrada aos autarcas e à população."Trancoso tem onze mil habitantes e Foz Côa tem cerca de oito mil, tem mais médicos e enfermeiros e o Estado é o proprietário do edifício do centro de saúde de Trancoso, enquanto o de Foz Côa é da Misericórdia", justificou Júlio Sarmento, adiantando que o concelho também tem mais alunos nas escolas e regista um movimento rodoviário muito maior que o vizinho.Se a reunião de segunda-feira for inconclusiva, a população voltará a sair à rua no dia 2 de Dezembro, promovendo um buzinão na Guarda, em frente ao Governo Civil..
in Publico
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19.11.06
Autarquia endurece luta contra o encerramento do Serviço de Atendimento Permanente
Para além de avançar com uma providência cautelar contra o encerramento, anunciado para 4 de Dezembro, do Serviço de Atendimento Permanente (SAP), a Câmara de Trancoso anunciou ontem ao PÚBLICO que pretende vir a responsabilizar o Ministério da Saúde, pelas eventuais consequências da medida para os doentes do concelho."Cada vez mais,
quem ocupa os lugares políticos tem de ser responsabilizado pelas decisões", sustenta o autarca social-democrata Júlio Sarmento, assegurando, desde já, que a autarquia será "implacável". Nesse sentido, o município vai "notificar judicialmente o ministro da Saúde, Correia de Campos, o presidente do Conselho de Administração Regional de Saúde do Centro, Fernando Regateiro, e a subcoordenadora de Saúde da Guarda, Isabel Coelho", avisando-os de que, se algum cidadão do concelho vier a falecer ou sofrer danos duradouros devido ao encerramento das urgências de Trancoso e à falta de meios de socorro, "a câmara patrocinará processos judiciais do ponto de vista da responsabilização civil e criminal pela decisão tomada" pelo Governo.Júlio Sarmento informou ainda que já convocou para a próxima quarta-feira uma reunião com todos os presidentes de junta de freguesia do concelho. Do encontro poderá sair a decisão de serem promovidas manifestações de protesto contra "uma política economicista que esquece as pessoas". O autarca sublinha que "a câmara irá até às últimas consequências para travar o processo de encerramento das urgências" e mostra-se convicto de que a providência cautelar, redigida pelo advogado Castanheira Neves, terá força suficiente: Júlio Sarmento argumenta que "os serviços do Ministério da Saúde querem fazer mudanças e encerramentos ainda antes de ter acabado a consulta pública do relatório da comissão técnica para a reforma da rede de urgências, sem que ainda haja um parecer final e sem o próprio ministro ter tomado uma decisão política".
quem ocupa os lugares políticos tem de ser responsabilizado pelas decisões", sustenta o autarca social-democrata Júlio Sarmento, assegurando, desde já, que a autarquia será "implacável". Nesse sentido, o município vai "notificar judicialmente o ministro da Saúde, Correia de Campos, o presidente do Conselho de Administração Regional de Saúde do Centro, Fernando Regateiro, e a subcoordenadora de Saúde da Guarda, Isabel Coelho", avisando-os de que, se algum cidadão do concelho vier a falecer ou sofrer danos duradouros devido ao encerramento das urgências de Trancoso e à falta de meios de socorro, "a câmara patrocinará processos judiciais do ponto de vista da responsabilização civil e criminal pela decisão tomada" pelo Governo.Júlio Sarmento informou ainda que já convocou para a próxima quarta-feira uma reunião com todos os presidentes de junta de freguesia do concelho. Do encontro poderá sair a decisão de serem promovidas manifestações de protesto contra "uma política economicista que esquece as pessoas". O autarca sublinha que "a câmara irá até às últimas consequências para travar o processo de encerramento das urgências" e mostra-se convicto de que a providência cautelar, redigida pelo advogado Castanheira Neves, terá força suficiente: Júlio Sarmento argumenta que "os serviços do Ministério da Saúde querem fazer mudanças e encerramentos ainda antes de ter acabado a consulta pública do relatório da comissão técnica para a reforma da rede de urgências, sem que ainda haja um parecer final e sem o próprio ministro ter tomado uma decisão política". .
In Público
16.11.06
Cópia de Comunicado
[Este texto que se segue é uma cópia de um comunicado que circula pela cidade de Trancoso]
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"O Actual Governo propõe-se encerrar Serviço de Urgência em Trancoso já a partir do próximo dia 4 de Dezembro.
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A Câmara Municipal de Trancoso vem tornar a público, o seu veemente protesto, contra a intenção do governo de encerrar o serviço de apoio permanente (SAP) em Trancoso a partir do próximo dia 4 de Dezembro.
O direito à sáude é reconhecido na Constituição e não há razões economicistas que possam justificar um tamanho sacrifício dos cidadãos mais indefesos que vivem no interior do País.
Esta intenção do Ministério da Saúde do actual governo é ilegal e inaceitável, pelo que o Município já entregou, em sede de audiência pública, um documento técnico que contesta esta proposta.
A Câmara Municipal de Trancoso deliberou ainda apresentar uma providência cautelar contra o encerramento das urgências previsto para o próximo dia 4 de Dezembro.
Apela-se à mobilização de todos os Trancosenses contra esta intenção do Governo que a concretizar-se nos fará recuar a tempos anteriores ao 25 de Abril de 74.
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Trancoso, 16 de Novembro de 2006
O Presidente da Câmara Municipal"
( Júlio José Saraiva Sarmento)
Urgências de Trancoso vão fechar à noite
Segundo a edição de alguns jornais regionais desta semana as urgências do Centro de Saúde de Trancoso vão encerrar já a partir do próximo mês
de Dezembro no período noturno ou seja após as 20 horas.
de Dezembro no período noturno ou seja após as 20 horas.Os utentes que precisem de assistência médica após este horário serão direccionados para o SAP da Guarda ou de Foz Côa. As urgências de Trancoso registam uma média de 0,7 utentes por noite o que no estudo realizado não justifica os encargos em manter o serviço.
Os serviço de urgências estão numa fase de restruturação a nível nacional, No distrito da Guarda ficarão a funcionar em três zonas entre elas: Guarda Sul situado na cidade da Guarda, Guarda Norte situado em Foz Côa, e o Guarda Oeste situado em Seia.
A nova rede Nacional contará com três tipos de serviços de urgência, Serviço de Urgência Básica (SUB), Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica (SUMC) e Serviço de Urgência Polivalente (SUP) , num total de 83 serviços.
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Constituição da República Portuguesa diz:
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Artigo 64.º(Saúde)
(...)
1. Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover.
2. O direito à protecção da saúde é realizado:
a) Através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito;
1. Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover.
2. O direito à protecção da saúde é realizado:
a) Através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito;
(...)
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.Pergunto eu...
.Pergunto eu...
-Estarão os hospitais preparados para este aumento de fluxo de pessoas?
-Será que pensaram nas pessoas idosas e das suas reduzidas pensões das suas dificuldades em deslocar-se?
-Se me vier uma dor de barriga chamo uma ambulancia e vou para a Guarda? ou automedico-me?
-A população que vive na extremidade norte do concelho demora cerca de uma hora até à Guarda, será que em uma hora nao se podem salvar algumas vidas?
-Porque não encerram antes dos governos civis? serão mais importantes que os serviços de urgências?
9.11.06
GATs do distrito vão fechar
Até ao final do ano, os Gabinetes de Apoio Técnico (GAT) vão ser extintos. No distrito fecham os serviços da Guarda, Seia e Trancoso. No entanto, esta situação não surpreende ninguém, uma vez que estas estruturas já tinham um funcionamento exíguo, dependendo das CCDR´s e dos municípios, que têm vindo gradualmente a prescindir dos seus serviços por terem técnicos suficientes nos seus quadros.
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O "desaparecimento" destas entidades resulta da aplicação do Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE), que aponta para uma redução do número de organismos.
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O GAT de Trancoso engloba os concelhos de Trancoso, Mêda , Aguiar da Beira, Pinhel e Figueira de Castelo Rodrigo.
4.11.06
Obras de remodelação do edifício dos Paços do Concelho devem começar no próximo ano
No próximo ano, a Câmara Municipal de Trancoso espera lançar o concurso público do projecto de remodelação do actual edifício dos Paços do Concelho, um imóvel construído em 1916 no antigo Terreiro de S. João, adiantou ao Jornal A Guarda o presidente da
autarquia, Júlio Sarmento.Segundo o autarca, o projecto da intervenção a realizar no edifício, num investimento que rondará 1,5 milhões de euros, está na recta final de execução, tendo já decorrido “várias reuniões com a Câmara e com os serviços, no sentido de dotar de funcionalidade a remodelação interior da Câmara Municipal”.“Do ponto de vista da arquitectura também já foram tomadas as decisões mais importantes”, garantiu o autarca, adiantando que o edifício vai manter as fachadas mas “haverá mais um piso e ligeiras modificações, não no alçado principal, mas nos alçados laterais e posterior”.Júlio Sarmento afirma ao Jornal A Guarda que as obras são uma necessidade urgente: “O edifício tem traça antiga, já pouco funcional, onde foi necessário fazer várias remodelações eléctricas, não só pelo peso das ligações informáticas mas também por questões ligadas à segurança do edifício. É um edifício que não tem ar condicionado ou aquecimento”.O autarca reconhece que “é um edifício a necessitar de obras há muito tempo mas, a Câmara Municipal de Trancoso tem tido uma estratégia de concentrar investimentos em Trancoso e no concelho e, um pouco, deixar para trás a remodelação do seu edifício”. No entanto, admite que “chegou a hora e estou convencido que até final do ano teremos concluído o projecto de arquitectura e de especialidades deste edifício”.“Estou convencido que as questões fundamentais, do ponto de vista da repartição dos espaços interiores, já foram resolvidas. Dentro de pouco tempo estaremos em condições de enviar para o Instituto do Património Arquitectónico (IPPAR), para parecer, o projecto de arquitectura e uma vez aprovado, no próximo ano, adjudicar e concursar a obra”, adiantou.O presidente da Câmara Municipal de Trancoso espera que o projecto seja comparticipado a cinquenta por cento no âmbito de um programa direccionado para intervenções nos edifícios das sedes dos Municípios, tendo para esse efeito já contactado o Secretário de Estado da Administração Local. “Esperamos realizar essa candidatura até ao final do mês de Novembro, de forma a que no final do próximo semestre seja anunciado o contrato-programa com a Câmara Municipal de Trancoso”, disse Júlio Sarmento.Se tudo correr bem, no próximo ano, o autarca espera pôr a obra de reabilitação dos Paços do Concelho a concurso, para que seja executada “nos próximos dois anos”.
autarquia, Júlio Sarmento.Segundo o autarca, o projecto da intervenção a realizar no edifício, num investimento que rondará 1,5 milhões de euros, está na recta final de execução, tendo já decorrido “várias reuniões com a Câmara e com os serviços, no sentido de dotar de funcionalidade a remodelação interior da Câmara Municipal”.“Do ponto de vista da arquitectura também já foram tomadas as decisões mais importantes”, garantiu o autarca, adiantando que o edifício vai manter as fachadas mas “haverá mais um piso e ligeiras modificações, não no alçado principal, mas nos alçados laterais e posterior”.Júlio Sarmento afirma ao Jornal A Guarda que as obras são uma necessidade urgente: “O edifício tem traça antiga, já pouco funcional, onde foi necessário fazer várias remodelações eléctricas, não só pelo peso das ligações informáticas mas também por questões ligadas à segurança do edifício. É um edifício que não tem ar condicionado ou aquecimento”.O autarca reconhece que “é um edifício a necessitar de obras há muito tempo mas, a Câmara Municipal de Trancoso tem tido uma estratégia de concentrar investimentos em Trancoso e no concelho e, um pouco, deixar para trás a remodelação do seu edifício”. No entanto, admite que “chegou a hora e estou convencido que até final do ano teremos concluído o projecto de arquitectura e de especialidades deste edifício”.“Estou convencido que as questões fundamentais, do ponto de vista da repartição dos espaços interiores, já foram resolvidas. Dentro de pouco tempo estaremos em condições de enviar para o Instituto do Património Arquitectónico (IPPAR), para parecer, o projecto de arquitectura e uma vez aprovado, no próximo ano, adjudicar e concursar a obra”, adiantou.O presidente da Câmara Municipal de Trancoso espera que o projecto seja comparticipado a cinquenta por cento no âmbito de um programa direccionado para intervenções nos edifícios das sedes dos Municípios, tendo para esse efeito já contactado o Secretário de Estado da Administração Local. “Esperamos realizar essa candidatura até ao final do mês de Novembro, de forma a que no final do próximo semestre seja anunciado o contrato-programa com a Câmara Municipal de Trancoso”, disse Júlio Sarmento.Se tudo correr bem, no próximo ano, o autarca espera pôr a obra de reabilitação dos Paços do Concelho a concurso, para que seja executada “nos próximos dois anos”..
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