"Se pensas que és pequeno para fazer a diferença... tenta dormir num quarto fechado com um mosquito."
Provérbio africano, no editorial da revista "Recicla"

17.10.05

Equipa de Futsal de Trancoso inicia Trabalhos...

Realizou-se no passado sabado o 1º treino de captação de jogadores de Futsal, que contou com a presença de cerca de duas dezenas de "candidatos" a integrarem a equipa de Futsal, que irá entre outros participar no campeonato distrital da Guarda de Futsal. Aqueles que não poderam comparecer neste dia, terão ainda oportunidade de o fazer na proxima quinta-feira(20/10) pelas 19h45 e/ou no sábado(22/10) pelas 18h no pavilhão Multiusos de Trancoso, contribuindo assim para a formação de uma equipa vencedora. Não deixe de aparecer.
Enviado por Nuno Fidalgo

Está de volta à acção ACRT BASKET

Já com dois jogos realizados no escalão de Juniores "B" Masculinos com uma vitória na primeira jornada frente a Celorico (ACRT 67 - 49 Celorico) e uma derrota na Guarda frente ao Núcleo Sportinguista este fim de semana(N.S. Guarda 69 - 32 ACRT) , onde a ACRT fez-se representar apenas por 6 atletas devido a lesões e compromissos. Por tudo isto, Trancoso não pode mostrar o basquetebol que é normal praticar, mas é o mais forte candidato á vitoria do campeonato distrital de basquetebol da Guarda.
É de destacar o sucesso que foi a realização da 1ª Reciclagem de Treinadores ACRT, que contou com a presença de um Técnico da Liga Profissional, Mário Silva como prelector e de 12 formandos do distrito da Guarda.
No próximo fim de semana a ACRT Basket vai realizar mais três jogos, no Sábado os Juniores "B" Masculinos recebem o Guarda Basket e os Cadetes Masculinos vão jogar a Gouveia contra o Clube Camões. No Domingo a equipa Juniores Feminina desloca-se também a Gouveia defrontando o mesmo clube.

Figuras históricas relevantes no concelho

São muitas as figuras históricas que merecem destaque nesta lista. No entanto, pela sua importante contribuição para o desenvolvimento social, económico, histórico e cultural do concelho através dos tempos, destaco as seguintes:
D. Afonso Henriques: não poderá deixar de ser a primeira figura histórica ligada a Trancoso já que a este nosso rei se deve a sua conquista aos árabes e no seu reinado se realizaram as importantes obras de reconstrução do castelo, bem como o reforço das muralhas que abrigavam a pequena povoação de então. Por vitória sobre os sarracenos, terá D. Afonso Henriques mandado construir o Mosteiro de São João de Tarouca.
D. Afonso II: é no seu reinado que se assinala a concessão do foral, em Outubro de 1217, confirmando aquele que D. Afonso Henriques lhe outorgara e de que se desconhece a data.
D. Dinis: este monarca será, sem sombra de dúvida, a figura régia a privilegiar no historial de Trancoso visto que lhe dedicou sempre especial carinho, escolhendo-a para local de seu casamento com a princesa D. Isabel de Aragão, aquela que viria a ser conhecida por Rainha Santa. Após esse extraordinário acontecimento, jamais o rei deixou de prestar a Trancoso a maior atenção, quer usando-a como centro da sua actividade política, quer preocupando-se com a sua defesa como posição chave na linha de fronteira com Castela. Em 15 de Abril de 1306, não só confirma a carta de feira dada por D. Afonso III, em 8 de Agosto de 1273, então com carácter anual mas também determina que passe a efectuar-se mensalmente e durante três dias, verificando-se, assim, a sua importância. E era tão forte a influência deste concelho junto de D. Dinis, que na contenda com Sabugal, por causa da duração dos seus certames, o monarca dá razão a Trancoso e por carta de 27 de Janeiro de 1314, são confirmados todos os privilégios da sua feira e a proibição de outra localidade realizar a sua enquanto enquanto durasse a de Trancoso.
Gonçalo Vasques Coutinho: alcaide-mor de Trancoso, figura destacada da vida portuguesa do século XIV, foi o grande vencedor da Batalha de São Marcos, ocorrida a 29 de Maio de 1385, a qual constituiu um sério aviso ao rei de Castela, D. João I, nas suas pretensões ao trono português e confirmado na Batalha de Aljubarrota, onde, de facto, se esfumaram os sonhos castelhanos.
Álvaro Gonçalves Coutinho (O Magriço): filho de Gonçalo Vasques Coutinho, nasceu na Vila de Trancoso, presumidamente nos meados ou terceiro quartel do século XIV. Este cavaleiro fez parte da famosa expedição a Inglaterra, tendo acompanhado outros 11 companheiros naquela que foi imortalizada saga dos Doze de Inglaterra, referida por Camões em “Os Lusíadas”.
D. João I: este monarca não pode ser esquecido já que, em 12 de Janeiro de 1391, por certo em reconhecimento da sua fidelidade na causa da Independência, confirma a Trancoso todos os foros, privilégios e liberdades, acto de grande importância histórica, inequivocamente.
Gil Vicente: O aparecimento, no seu «Auto da Mofia Medes» do nome de Trancoso é, também, motivo para ligar o fundador do Teatro Português a esta terra. A famosa personagem refere-se-lhe, de modo evidente: «Vou-se à feira de Trancoso».
Padre João de Lucena: notável jesuíta, que nasce em Trancoso em1549. Exerceu o mestrado em Évora e Roma e foi um dos maiores pregadores do seu tempo. Escreveu a «História da Vida do Padre Francisco de Xavier, e do que fizeram na Índia os mais religiosos da Companhia de Jesus», obra que foi traduzida em italiano, espanhol e latim, sendo considerada uma das mais clássicas da literatura portuguesa.
Gonçalo Anes Bandarra: este famoso sapateiro-profeta de Trancoso pode ser considerado uma das maiores figuras portuguesas de todos os tempos, quer por as suas «Trovas» serem universalmente conhecidas e investigadas, quer por ser um símbolo de uma época historicamente dramática para Portugal.
Gonçalo Fernandes Trancoso: é, sem sombra de dúvida, o primeiro grande contista português. Nasceu em Trancoso no século XVI e pertenceu à famosa escola de Boccacio. Os seus «Contos de Proveito e Exemplo» são uma obra marcante na literatura portuguesa e, talvez, aquela que mais edições teve.
Padre António de Almeida: outro grande missionário jesuíta nascido em Trancoso, ainda no século XVI, cuja acção foi verdadeiramente notável. As suas cartas sobre as coisas da China, para o Padre Duarte de Sande, foram publicadas em italiano e espanhol e são tidas como brilhantes peças sobre a vida do oriente.
Afonso de Lucena: nascido em Trancoso, licenciou-se em Direito Civil na Universidade de Coimbra e ainda vivia, segundo consta, em 1611. Foi Jurisconsulto de nomeada e secretário e procurador da Duquesa de Bragança, D. Catarina, cujos direitos ao trono defendeu, tenazmente, através de uma famosa alegação, dirigida ao rei-cardeal D.Henrique, em 1579.
Francisco de Lucena: filho de Afonso de Lucena e também natural de Trancoso, foi Secretário de Estado de D. João VI. Por razões políticas, em especial, por haver a suspeita que seu pai havia atraiçoado a Casa de Bragança, revelando segredos de D. Catarina e por ele próprio ter sido secretário de mercês, juntamente com Miguel de Vasconcelos, acabou por cair em desgraça, acusado de cumplicidade na conjura contra o monarca. Depois de um processo duvidoso, é condenado à morte e degolado, em 1643. Julga-se de maior interesse o estudo desta figura, hábil na política e, especialmente, na diplomacia, cujo prestígio terá sido uma das causas da sua morte violenta.
Constantino de Sampaio: monge de Cister notável, chegou a Arcebispo da Baía, no ano de 1675. Nascido em Trancoso, doutorou-se em Coimbra e, devido às suas capacidades, foi nomeado geral da Ordem, em 1669. Em 1676, quando se preparava para assumir as suas funções no Brasil, foi surpreendido pela morte, no Convento do Desterro.
Francisca da Conceição: freira e Madre do Convento de Santa Clara, existente em Trancoso, esta trancosense ilustre viveu nos séculos XVII e XVIII e morreu com cheiro de santidade, como é costume dizer-se. Deixou atrás de si uma aura tão grande que, em meados do século XVIII, se publica a obra «Vida e Milagres da Madre Francisca da Conceição», de autoria do Dr. Manuel Saraiva da Costa. A sua fama era tal, que o Marquês das Minas a visitaria em 1704, quando, com os seus exércitos, passou por Trancoso.
Simão Cardoso Pacheco: também este presbítero e mestre em História sagrada e profana, natural de Trancoso, viria a interessar-se pela figura da Madre Francisca da Conceição e sobre ela escreveria outra obra ainda mais famosa: «Vida e Milagres da Venerável Madre Francisca da Conceição, religiosa exemplaríssima no Mosteiro de Santa Clara da Vila de Trancoso
Francisco Saraiva de Sousa: presbítero secular, natural de Trancoso, que viveu na primeira metade do século XVII e se licenciou em Cânones na Universidade de Coimbra. Deixou uma importante obra de doutrina cristã, que foi publicada várias vezes.
Fernando Mendes: judeu, nascido nesta cidade, provavelmente nos princípios de 1645 e falecido em Londres, em 1724. Frequentou a Universidade de Montpellier (em França), onde se doutorou e ocupou uma cátedra. Foi viver para a capital inglesa, tendo desempenhado as funções de médico da Côrte e, em especial, de D. Catarina de Bragança, casada com o Carlos II. Autor de várias obras, entre elas, «Studium Apollinari», foi, ainda, o preparador da celebrada «Água de Inglaterra», remédio popular contra o sezonismo, contando com a colaboração de outro médico português, judeu com ele, Jacob de Castro Sarmento, residente na mesma cidade. Tornou-se numa das drogas mais receitadas do seu tempo e objecto depois, de muitas falsificações.
Agostinho de Mendonça Falcão: natural de Souto Maior, freguesia do concelho de Trancoso, nasceu a 27 de Agosto de 1783 e faleceu em 24 de Janeiro de 1854. Filho do Morgado de Souro Pires, Sebastião de Mendonça Falcão, formou-se em Cânones e dedicou-se à genealogia. Deixou impressas as obras «Árvore Genealógica da Família Real Portuguesa», «Bibliografia Abreviada da História de Portugal» e «Memória Histórica sobre a Vila de Seia», além de numerosos manuscritos. Serviu no exército português, durante a última invasão francesa, desempenhou as importantes funções de Superintendente Geral interino, junto do Marechal Beresford, comandante das tropas anglo-portuguesas.
Bartolomeu da Costa Macedo Giraldes Barba de Meneses: 2.º Visconde de Trancoso, nasceu em Trancoso em 1842 e morreu em Lisboa, em 1900. Moço-fidalgo da Casa Real, Cavaleiro da Ordem de Cristo, foi membro da Comissão Central do 1.º Dezembro de 1640, Director da Real Associação de Agricultura Portuguesa e abastado proprietário. Possuía, no país vizinho, os senhorios de Carabaña, Orusco e Valdilecha. Devido a questões várias, perdeu quase todos os seus bens, num processo que se arrastou, pelos tribunais, por mais de quarenta anos. Escreveu um opúsculo anti-ibérico, «Apontamentos da dominação castelhana em Portugal». Deixou um importante discurso, pronunciado em 1871, numa sessão comemorativa da Restauração de 1640. Casou em Lisboa, em primeiras núpcias, com D. Bárbara Camila Vicência José de Noronha, filha dos 10.ºs Condes dos Arcos e, depois, em segundas núpcias, com a Princesa Maria Cristina Isabel de Bourbon, Duquesa de Poze, no ano de 1876. Esta senhora era filha do Príncipe Inácio Vesceslaw, Conde de Gurouski, herdeiro do trono da Polónia e da Infanta D. Isabel, cunhada da Rainha D. Isabel II de Espanha. Pelo facto de este 2.º Visconde de Trancoso haver casado com uma Duquesa, o solar condal onde viviam, quando visitavam Trancoso, passou a ser conhecido por Palácio Ducal, o mais importante edifício do Centro Histórico.
Eduarda Lapa: Maria Eduarda Lapa de Sousa Caldeira nasceu em Trancoso em 1895. Estabeleceu em Coimbra os primeiros contactos com a pintura e foi lá que realizou a sua primeira exposição individual. Realizou outras exposições individuais no Porto, Açores, Madeira e no Rio de Janeiro, Brasil. Ficou reconhecida como a “pintora das flores”. Ganhou prémios nas modalidades plásticas do óleo e pastel e foi-lhe atribuída a Medalha de Honra da Cidade de Lisboa (em 1944), na modalidade de pastel (1948) e de óleo (1954), 2 medalhas de Honra da Sociedade Nacional de Belas-Artes, entre muitas outras. Em 1950 foi agraciada como Oficial da Ordem de Santiago. Dedicou-se à pintura de paisagem, quer de Trancoso, quer da Guarda. Foi Eduarda Lapa um dos elementos que estiveram na base da fundação do Museu da Guarda onde, aliás, lhe foi prestada a devida homenagem em parceria com a Câmara Municipal de Trancoso. A sua obra está representada não só em várias câmaras municipais e em inúmeros museus do país, mas também no estrangeiro onde estão representadas várias colecções. Eduarda Lapa veio a falecer, na sua residência, em Lisboa, em 1976. De 24 de Junho a 24 de Agosto, de 1997, na galeria de exposições temporárias do museu da Guarda, esteve patente ao público uma exposição de parte da obra da genial pintora trancosense, sendo então apresentada uma publicação sobre a vida e a obra de Eduarda Lapa, editada pela Câmara Municipal de Trancoso.

Muitas outras personalidades podem figurar nesta lista. Sempre que encontrem outras de relevância não hesitem em colocar no blog.

(Estas informações são baseadas no Projecto-Lei da candidatura de Trancoso a cidade.)

G.D. Trancoso vence fora de casa

O G.D. de Trancoso venceu este domingo no terreno do Vilar Formoso a equipa local por um a zero. Depois de uma primeira parte tentando segurar o dominio do Vilar Formoso e após recolher aos balnearios no intervalo, a equipa veio na segunda parte com outra determinação e ao minuto 83 inaugura o marcador. Após o golo e ficando reduzido a nove unidades devido a lesões consegiu segurar a vantagem minima e trazer os três pontos para a "Cidade de Bandarra "

14.10.05

Terra dos esquecidos

Por muitos, muitos anos as nossas terras, estão sempre esquecidas, pelos incautos jornalistas de escarno e maldizer.
Eles só escrevem noticias das nossas aldeias quando o infortúnio bate à porta das nossas casas.
Ou por acidentes mirabolantes, ou por mortes macabras.
Não será tempo das nossas terras e das nossas gentes serem dadas a conhecer pelo seu bom carácter, no seu trato com os visitantes, sempre com uma porta aberta para quem precise de ajuda.
Com as mais cordiais saudações Fianenses.
Um abraço para todos
Paulo Coelho.

Solar dos Brasis e o seu anjo da guarda

Há uns anos, no decorrer de um trabalho de investigação que estava a realizar sobre o património arquitectónico do concelho de Trancoso, deparei-me com o abandono total da recuperação do Solar dos Brasis na Torre do Terrenho.
Soube que a Câmara de Trancoso por diversas vezes tentou avançar com uma proposta de negociação para a aquisição do Solar, de modo a transformá-lo num espaço cultural e, consequentemente, num ponto de atracção turística da região. O edifício, que está classificado pela Direcção Regional de Edifícios e dos Monumentos Nacionais (DREMN), encontrava-se em elevado estado de degradação há vários anos e apenas a capela tinha sido alvo de algumas reparações. Na altura, quem tomava conta do espaço era o Sr. Gastão e a sua esposa, que me fizeram a visita possível entre escombros, imagens religiosas tombadas num canto qualquer, o tecto e o chão completamente deteriorados (até tinhamos de andar sobre as vigas!), entre outros atentados à preservação e integridade deste espécime patrimonial. Notava-se que alguma intervenção tinha sido levada a cabo na capela, mas de resto o abandono era completo.
Soube há pouco tempo que o Sr. Gastão tinha morrido há cerca de um ano e meio. O meu desejo é que, caso o Solar dos Brasis não tenha sido recuperado integralmente, tenha encontrado um guardião tão presente e cuidadoso como o Sr. Gastão.
Este meu depoimento vem com esperança de que alguém me esclareça quanto ao desenrolar do processo de recuperação do Solar e se alguém tiver conhecido o Sr. Gastão lhe faça uma homenagem devida, contando um pouco da sua história para que fique registada.
Obrigado.
Patrícia

Novos Colaboradores deste blog

Na sequência de valorizar este blog e abrir este espaço aos Trancosenses, a partir deste momento conta com mais dois colaboradores que vão escrever artigos e que muito irão contribuir para diversificar os assuntos e os seus conteudos.
São eles:

Patricia Geraldes - ( Porto, com Raizes em Trancoso )
Paulo Coelho - ( Fiães )

Se quiser também colaborar envie-me um mail ( nusantos@gmail.com )

13.10.05

Presidente da Câmara de Trancoso : «Este é um mandato que se prevê ainda mais realizador»

( O Interior) - Vai iniciar o seu sexto mandato. Ainda tem motivos para continuar a ser o presidente da Câmara de Trancoso?
(Dr. Júlio) – Se me apresentei às eleições é porque havia não só bastante motivação, como um projecto ambicioso para Trancoso.
P – Quais as prioridades desse projecto?
R – Têm a ver com a construção do IP2 até Trancoso, em perfil de auto-estrada, e da variante Sul e Norte à cidade. Do ponto de vista dos equipamentos, pretendemos realizar a intervenção no âmbito das Aldeias Históricas, no centro histórico; a construção de três núcleos museológicos - um no castelo, que será um miradouro virtual, outro temático no antigo posto da GNR e mais um no campo da batalha de Trancoso. Iremos fazer a reabilitação dos Paços de Concelho, construir os centros culturais de Vila Franca das Naves e Freches, bem como um fórum comercial no mercado municipal. Teremos novas dinâmicas do ponto de vista social, na atractividade de Trancoso, no fluxo turístico, no reordenamento comercial e na cultura e desporto. Este é um mandato que se prevê ainda mais realizador. O nosso programa de apoio ao investimento vai continuar a permitir fixar pequenas e médias empresas com alguma solidez para que criem postos de trabalho. Tudo para cimentar os indicadores do Instituto Nacional Estatística de 2003, que nos colocam a seguir à Guarda como o concelho com maior número de empresas, de facturação e poder de compra.
P – É um mandato que tenciona levar até ao fim?
R – Sim. Não tinha sentido apresentar uma candidatura que fosse uma farsa.
P – Não acha que é excessivo estar tanto tempo à frente de uma autarquia? R – É preciso separar as partes. Sempre fui favorável há limitação dos prazos para cargos políticos, mas é uma questão que não deve ser imputada aos autarcas, nem às autarquias. A responsabilidade de legislar em Portugal é do Governo e da Assembleia da República, os autarcas limitam-se a cumprir a lei.
P – Esta longevidade na autarquia já lhe garantiu uma reforma, de cerca de 2500 euros. Vai recebê-la por completo ou vai preferir o vencimento de presidente de Câmara?
R – Vou receber o vencimento de presidente de Câmara.
P – Está nos seus planos não voltar a ser candidato?
R – É evidente que não voltarei a ser candidato a Trancoso. O PSD local tem de encontrar alternativas e elas existem. Trancoso é o concelho que tem sido mais fiel ao PSD e isso tem a ver com a nossa convivência democrática, a nossa concepção de cidadania, a forma consensual como implementamos as políticas e um discurso de respeito, civismo e coerência de princípios e valores.
P – Essa decisão é definitiva, ou pode mudar consoante as circunstâncias?
R – Espero que não mude e seja definitiva.
P – Aspira a novos protagonismos na politica distrital?
R – Não, mas tenho toda a disponibilidade para contribuir para a necessária renovação da liderança distrital, que me parece definitivamente posta em causa na pessoa da actual presidente da distrital. Do meu ponto de vista, não pode representar os valores do PSD, nem a postura que o partido quer como referência dos princípios sociais-democráticos em Portugal. A derrota de Ana Manso é pessoal, mais que política, pois esta era uma boa oportunidade para derrotar o PS na Guarda. E afecta sobretudo Ana Manso e não tanto outros elementos da lista. Contudo, entendo que a presidente da distrital deve levar o mandato até ao final, porque os resultados distritais, com excepção da perca das Câmaras de Foz Côa e de Celorico da Beira, foram bons. Neste último caso, considero que seguiu uma estratégia suicida e não representou a melhor maneira de valorizar o potencial social-democrata, cedendo a tentações que em política não se devem registar. Mas acredito que nas próximas eleições irá ser diferente e espero contribuir positivamente, não em protagonismo, mas como militante da distrital para que o PSD se regenere e seja uma alternativa credível, para além de ajudar a encontrar um novo rumo.
P – Qual é o protagonismo que pode vir a ter?
R – Será o de integrar qualquer um dos órgãos candidatos a uma nova liderança da distrital.
......
Fonte: Entrevista do Jornal " O Interior "

12.10.05

Vilares - Trancoso

Na rota das aldeias.... conhecer os Vilares...
Com o topónimo a ter origem num vocábulo latino villaris, tudo indica um povoamento antigo pré-nacional, numa zona fértil e abrigada, com uma cota de 500 metros de altitude (à excepção da broca ). Mas foi precisamente na Broca, porventura com intuitos de defesa, que se iniciou uma ocupação castreja, perto da nascente da ribeira do Minhocal e no sítio do Cabeço. No séc XVI, segundo o Cadastro da população do Reino, a Freguesia tinha cerca de 100 moradores e dois séculos cerca de uma vintena mais. (...)No se´c XVIII, em vez de uma única paróquia existiam duas a de Maçal da Ribeira, de que era orago Nossa Senhora da Assunção a de Vilares, com o orago da actual freguesia. Sé em 1886 era definitivamente constituida uma única freguesia, cujo termo ainda hoje se mantém com três povoações.
Nesta freguesia nasceu Frei Domingos de Santa Maria, religioso descalço, professo no Convento de Monsaraz, com fama de santidade, virtude e ilustração. também daqui natural foi Isidoro faria, pintor do séc XVIII, autor de painéis a óleo das igrejas de Santa Maria e de Moreira de Rei, Santa Maria de Guimaráes, entre outras obras que o notabilizaram como o " Pintor da Beira. " A Igreja matriz é um vetusto e bem bonito templo de cantaria arquitectura, bem como a antiga Igreja matriz de Maçal da ribeira, que é anterior à própria paróquia já extinta havendo quem situe a sua fundação em tempo anterior á ocupação muçulmana. capela da senhora da Graça, com sua torre sineira. Na broca há para ver a Fonte românica, a Capela e uma curiosa rocha com uma inscrição. Não é de esquecer uma passagem pelo museu etnográfico uma pelo parque de merendas ou até uma ida ás cabanas de pedra dos pastores.
Fonte: Breve Monografia de Trancoso ( Santos Costa)

11.10.05

Basquetebol em Trancoso

O Basquetebol em Trancoso desde há alguns anos é um desporto de excelência em Trancoso. Pela mão da Associação Cultural e Recreativa de Trancoso e com a vontade e paixão pela modalidade de alguns jovens de Trancoso que muito têm contribuido para que esta modalidade tenha dezenas de jovens a praticar desporto e levarem uma vida mais saudavel. Dada a relevância patente que este desporto tem em Trancoso convidei Luis Taborda para nos informar sobre resultados e escrever comentários ou crónicas sobre o Basquetebol de Trancoso.
Seja Bem-Vindo !!
Cartaz da 1ª Reciclagem de Treinadores