"Se pensas que és pequeno para fazer a diferença... tenta dormir num quarto fechado com um mosquito."
Provérbio africano, no editorial da revista "Recicla"

23.1.06

A Cegonha de Trancoso

As cegonhas são pássaros grandes com um pescoço médio, um bico comprido, um corpo forte e umas patas compridas. A cegonha mais comum em Portugal é branca e tem a ponta das asas pretas. Elas gostam de fazer o seu ninho em locais altos: árvores, chaminés, monumentos altos ou postes eléctricos. Escolhem para viver zonas planas com muita água e pântanos onde podem encontrar a sua comida favorita: rãs e pequenos peixes. Assim há cerca de quatro anos que um casal de cegonhas brancas decidiram vir morar para a cidade de Trancoso num velho castanheiro bem perto da nova urbanização do Rio velho quase no coração da novel cidade. Animal muito fiel à sua terra e ao ninho, todos os anos por meados de Janeiro faz a longa travessia até Trancoso. Em vesperas de São João as suas crias ensaiam os primeiros voos tal como diz o ditado " Dia de São João, cegonha no chão ". Em Finais de Julho, princípios de Agosto regressa para terras mais quentes deixando a promessa de uma volta anunciada no próximo ano. Desde tempos remotos a cegonha branca foi um animal com estreitas relações com o ser humano, a cegonha sente o calor e a protecção da presença humana daí que existem uma grande quantidade de ninhos em plenas vilas e cidades.

Assaltos continuam em Trancoso

Este fim de semana lamentávelmente ocorreram mais uns assaltos em pleno centro da cidade. Duas montras de duas lojas foram vandalizadas e roubadas. Uma de uma loja de Fotografia que já tinha sido assaltada anteriormente e uma loja de electrodomésticos em plena rua da corredora. As autoridades já estão a investigar estes crimes.

O castanheiro na Beira Interior

O castanheiro é uma árvore de folha caduca, que pode atingir mais de mil anos de idade. As folhas têm entre 10 e 20 centímetros, são dentadas, mais claras na parte inferior e translúcidas quando trespassadas pela luz solar. Os seus frutos são as conhecidas e apreciadas castanhas. Aos 8/10 anos, o castanheiro já dá fruto, no entanto, só depois dos 20 é que a frutificação passa a ser um fenómeno regular. A sua produção mantém-se elevada mesmo quando já em idade avançada. Até aos 50 a 60 anos de idade, o seu crescimento é bastante rápido, retardando depois até ao fim da vida. Pode atingir os 45 metros de altura e a sua copa pode chegar aos 30 a 40 metros de diâmetro. Existem dois tipos de castanheiro: o bravo e o manso, consoante a forma de regeneração e o tipo de exploração que se pretende.
A um povoamento de castanheiros mansos, vocacionados para produzir castanhas, dá-se o nome de “souto” e a um povoamento vocacionado para produzir madeira dá-se o nome de “castinçal”. Os entendidos dizem que as variedades portuguesas de castanheiro produzem as melhores castanhas que se conhecem, e são muito consideradas no comércio mundial, nomeadamente em núcleos da emigração portuguesa.
Desde o Paleolítico que o castanheiro acompanha o Homem e tem para ele uma importância crucial. As tribos pré-romanas chamavam-lhe a árvore do pão, já que o seu fruto, a castanha, era um alimento rico e um importante meio de subsistência para os exércitos em campanha. Pode-se mesmo afirmar que foi um dos mais importantes farináceos em muitas regiões, antes da chegada da batata e do milho à Europa. Era utilizada na alimentação dos Homens e dos animais, era um complemento importante na agricultura e, em muitos casos, o pão dos mais desfavorecidos. Desde tempos imemoriais que a castanha é um produto de base na alimentação dos homens e dos animais, sendo confeccionada de todas as formas possíveis crua, cozida, assada, em doces, em sopas, e como guarnição de alguns pratos. Antigamente, quando a produção do ano não era totalmente consumida, a que restava era transformada em “castanha pilada”, seca ao fumo, de forma a poder ser consumida mais tarde. Outro processo de conservar as castanhas é colocá-las em panelas vidradas bem tapadas ou em potes de barro cheios de areia. Existem variedades de castanha com maiores qualidades alimentares e maior valor comercial. É o caso das variedades Judia, Longal e Côta
O castanheiro é frequentemente atingido por pragas. Em Portugal, a situação mais grave é causada pela “doença da tinta”. Esta doença é provocada por um minúsculo fungo, que, segundo alguns autores, terá entrado em Portugal no norte do país em 1838, pelos rios Leça e Ave, alastrando depois a várias regiões. Encontrou as condições ideais para o seu desenvolvimento, tendo causado graves danos nos povoamentos do Minho e Beira Litoral. Mas a sua acção não se ficou pelo norte, alastrando-se pelo país fora até à serra de Monchique. Hoje, nestes locais, mais não existem do que pequenos núcleos sem grande significado. Foram muitas e extensas as áreas que sucumbiram ao nefasto poder da “tinta”, cujo nome se deve à cor negra que a árvore adquire por baixo da casca, quando atacada. Uma das formas de evitar esta doença é criar, em viveiro, clones que sejam resistentes à doença. É o que acontece em França e Itália. Os povoamentos conduzidos em talhadia aparentam ser menos afectados por esta praga. O “cancro do castanheiro”, provocado igualmente por um fungo, surgiu em finais do século XIX e provocou graves prejuizos em povoamentos desta espécie. A segunda espécie mais importante Castanea dentata, com uma presença muito significativa nos Estados Unidos da América, foi praticamente aniquilada por esta praga assoladora que, segundo dados de 1987, terá destruído cerca de 3,6 milhões de hectares de castanheiro americano. Segundo alguns autores, alastrou-se à Europa quando se importou material vegetativo infectado durante a Guerra de 1914/18. Os castanheiros são também frequentemente atacados por um insecto desfolhador vulgarmente conhecido por Portésia, provocando danos acentuados em diversos soutos, localizados nas regiões de Bragança e Vila Real.
Como sabem, na Beira Interior são frequentes as terras cujos nomes estão ligados ao castanheiro. No nosso distrito encontram-se localidades com denominação inerente ao castanheiro: Souto (Sabugal), Monte Soito (Guarda), Castanheira (em Trancoso, em Manteigas, na Guarda e em Gouveia), Souto Maior (Trancoso) e Soito do Bispo (Guarda), são alguns dos lugares onde o castanheiro teve um papel importante. Salientam-se os castanheiros notáveis que permanecem de pé no di
strito da Guarda. São autênticos exemplares, com dimensões inacreditáveis, como o de Guilhafonso e o da Arrifana. O primeiro, com idade estimada em 400 anos, tem uma altura de 19 metros, o que lhe permite ser considerado o maior exemplar da Europa que, em 1987, produziu meia tonelada de castanha da variedade Rebordã, conforme refere Sanches Pereira em "O Castanheiro na Beira Interior". Digno de referência é, igualmente, o "Castanheiro Velho", na Arrifana, que possui um tronco considerado o mais grosso de todos os castanheiros existentes no país, com um perímetro de 13 metros e 20 centímetros. Trata-se de uma imponente árvore que deverá ter uma idade de cerca de dois mil anos, atendendo a que o autor Taborda de Morias lhe atribuiu, em 1937, na obra "Árvores Notáveis de Portugal", 1139 anos. Embora diferentes e com dimensões normais, são também únicos os "Castanheiros Gémeos" de Famalicão da Serra, ainda no concelho da Guarda. Trata-se de duas árvores adultas, separadas na base e no cimo do tronco, mas unidas a meio, em consequência de um «processo de enxertia natural de encosto», refere Cameira Serra no seu livro.

Fonte: vários

Presidenciais - resultados de Trancoso

Decorreram neste domingo as eleições presidencias do nosso País. Nessas eleições simbolo do estado democratico em que vivemos foi escolhido por sufrágio um dos candidatos a Presidente da Républica que vai representar Portugal nestes próximos cinco anos. Foi eleito com 50,59% o Prof. Cavaco Silva.
Em Trancoso o Prof Cavaco Silva também ganhou com grande maioria seguindo-se Manuel Alegre, Mário Soares, Francisco Louçã, Jerónimo de Sousa e por fim António Pereira. Para ver os resultados Provisórios de Trancoso numa tabela clique aqui

21.1.06

G. D. Trancoso empata na Lageosa do Mondego

O grupo Desportivo de Trancoso foi ao reduto do Lageosa do Mondego empatar a uma bolas (1-1). Com este resultado a equipa da "Cidade de Bandarra " encontra-se agora na confortável 9º posição. De salientar que a jornada de hoje se realizou no sábado devido às eleições presidenciais que se vão realizar neste domingo.

Festa de Santo Antão em Courelas - Trancoso

Realiza-se neste fim de semana na povoação contígua à cidade de Trancoso denominada por Courelas a tradicional festa de Santo Antão. A festa que durará dois dias ( 21 e 22 de Janeiro ) promete proporcionar ao visitante momentos de lazer não esquecendo as celebrações religiosas em honra do Santo Padroeiro desse lugar. Terá também lugar a arrematação de ofertas, baile e outras actividades.

Trancoso entre os melhores no exame de Matemática

Numa das recentes edições do jornal Publico foi divulgada a lista das melhores e piores nas médias dos exames de matemática a nível nacional. Guarda está entre os distritos com resultados mais baixos nos exames a Matemática. Nenhum concelho do país conseguiu registar uma média superior a 2,66 ( escala de 1 a 5 ). No distrito da Guarda a média cifra-se nos 2,19. Trancoso foi um dos concelhos a nível nacional com melhor média. ( 9º lugar)

20.1.06

Cinema em Trancoso, de 20 a 23 de Janeiro, " Chicken Little "

Chicken Little, um pequeno pinto, causa o pânico geral quando, por engano, espalha a ideia que o céu vai cair. Desde então, Chicken Little está determinado a recuperar a sua reputação. Mas, quando a sua sorte parece estar a mudar e a vida a seguir o seu rumo, um bocado de céu cai mesmo em cima da cabeça de Chicken Little. O pequeno pinto e o seu grupo de amigos, Abby Patada (a Patinha Feia), Runt (o Vira Caixote) e o Peixe (Peixe Fora d´Água), vão tentar salvar o mundo, sem deixar, desta vez, toda a cidade em pânico.
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Fonte: Publico.pt

18.1.06

Campeonato Distrital de Futsal - Jornada 5

No passado sábado (14/01) realizou-se mais uma jornada, na qual o G.D.Trancoso defrontou no pavilhao Multiusos a equipa do CDC do Pinheiro, tendo averbado a primeira derrota por 1-6, resultado desnivelado, mas que nao reflecte com exactidao o desenrolar do jogo, pois apesar de a equipa local se apresentar desfalcada de algumas unidades, por diversos motivos (apenas estavam disponiveis 7 jogadores), ao intervalo verificava-se uma igualdade no marcador a zero que transmiti-a o equilibrio a que se assistia dentro do campo. A tres minutos do fim e a perder por 1-3 o G.D.Trancoso arriscou, com a utilização de GR avançado, situação que nao correu da melhor forma. Os restantes resultados foram os seguintes:
A classificação está ordenada da seguinte forma:

A proxima jornada realiza-se no dia 21 de Janeiro(sábado), o G.D.Trancoso Futsal defronta a U.D. Os Pinhelenses pelas 19h em Pinhel.