"Se pensas que és pequeno para fazer a diferença... tenta dormir num quarto fechado com um mosquito."
Provérbio africano, no editorial da revista "Recicla"

26.4.06

Semana Aberta” decorre entre 26 e 28 de Abril na Escola Profissional de Trancoso

A Escola Profissional de Trancoso (EPT) vai abrir as suas portas à comunidade numa iniciativa denominada "Semana Aberta", a decorrer de 26 a 28 de Abril. Esta acção pretende possibilitar um contacto prático com os cursos leccionados naquela escola, de forma a estimular o interesse e o conhecimento da população para as áreas tecnológicas. Nesta iniciativa, a comunidade poderá conhecer o trabalho desenvolvido pela EPT, a sua dinâmica e potencialidades, visto que o programa engloba uma sessão de esclarecimento, visita e experimentação nos laboratórios, uma mostra de trabalhos dos alunos e visitas às instalações da escola e à cidade. Estão ainda incluídas actividades lúdicas, como jogos interactivos e animação de espaços. Esta é a primeira vez que a Escola Profissional de Trancoso organiza este tipo de iniciativa, esperando apenas uma boa adesão da população para continuar.
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Fonte: Jornal o Interior

25.4.06

Revolução do 25 de Abril

Também denominada por Revolução dos Cravos, a revolução do 25 de Abril decretou o fim da ditadura do Estado Novo.
A revolução foi pensada, programada e levada a cabo por um grupo de militares descontentes com o regime e a situação militar resultante da guerra colonial.
Estes militares, na sua maioria capitães, uniram-se no chamado "Movimento das Forças Armadas" (MFA), e na madrugada do dia 25 tomaram os principais pontos estratégicos da capital. "Na tarde desse mesmo dia, o presidente do Conselho, Marcelo Caetano, rende-se no Quartel do Carmo, cercado pelos carros de combate do capitão Salgueiro Maia".
A população apoiou desde o primeiro minuto o MFA, facto que se tornou decisivo para a vitória do movimento. O povo percebeu que os capitães tinham a vontade de restaurar liberdades há muito perdidas e enterrar um regime podre e caduco.
Com a revolução dos cravos regressam as liberdades de opinião, de expressão e de imprensa. Fala-se sem medo de ser punido por aquilo que se diz e pensa.

24.4.06

Rio Távora poluído

O Serviço Especial de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR está a investigar a origem de uma descarga que poluiu o Rio Távora e matou centenas de peixes nos concelhos de Trancoso, Aguiar da Beira a Sernancelhe. De acordo com populares e associações ambientais não é a primeira vez que acontece tamanho “atentado ambiental” e culpabilizam uma empresa de lacticínios com sede em Trancoso.O alerta foi dado por agricultores na noite de sexta-feira depois de se aperceberem do cheiro nauseabundo que invadiu as aldeias que estão mais próximas do rio. Quando se deslocaram às margens, os populares encontraram um cenário “arrasador”. “A água do rio mais parecia leite e nas margens estavam centenas de peixes mortos”, contou ao CM Manuel Pereira, habitante em Sernancelhe.Jorge Proença, presidente da Associação de Protecção da Natureza de Trancoso, afirma que o Rio Távora “é maltratado desde a década da 80”, altura em que “se instalou em Trancoso a empresa de lacticínios”. “Além de matar os peixes, estas descargas estragam os solos agrícolas e põem em perigo dezenas de cabeças de gado que diariamente pastam em terrenos próximos do rio”, referiu Jorge Proença, exigindo “mão pesada da Justiça para os infractores”.A GNR recolheu peixes mortos e água para análise. Os bombeiros fizeram a limpeza do rio.
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Fonte: Correio da Manhã

23.4.06

Desportivo de Trancoso empata com Gouveia

O grupo Desportivo de Trancoso empatou nesta tarde no seu reduto a três bolas com a formação de Gouveia. Apesar de dominar praticamente todo o encontro a equipa de Trancoso chegou a estar a perder por três bolas a uma. Ainda assim conseguiu empatar a 10 minutos do fim. Insolito do jogo foi o arbitro acabar precisamente no minuto quarenta e cinco sem proceder a qualquer desconto pois nem a placa de compensação foi levantada. De salientar a eficácia do Gouveia que nas três ocasioes de golo que teve durante o jogo conseguiu concretizar em golo. Fica assim o resultado final da igualdade a três golos. Na Próxima e penultima jornada o Desportivo de Trancoso desloca-se ao terreno da Mêda.

21.4.06

Tunas Universitárias em Trancoso

Os alunos do segundo ano do Curso Técnico de Electrónica e Telecomunicações da Escola Profissional de Trancoso organizam, na noite de segunda-feira, um Encontro de Tunas Universitárias. A iniciativa vai contar com a participação da Tuna Académica Meninas e Senhoras da Beira (Viseu), Tuna Académica Carpetuna (Idanha-a-Nova), The Unforgiven, Tuna Académica Adufotuna (Idanha-a-Nova) e a Real Tuna Universitária de Bragança. No final da noite, quando faltar um quarto para a uma da manhã, tem início uma rave para animar a madrugada trancosense.
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Fonte: O Interior

Assaltos em Vila Franca das Naves

Na noite da passada terça-feira foram assaltadas duas empresas em Vila Franca das Naves, no concelho de Trancoso. Nos "Alumínios Ramos" roubaram quase tudo, mas ao lado, na fábrica de confecções "Ana e Raquel", levaram 60 calças para os bombeiros e muitas camisas. Os prejuízos ainda não estão contabilizados. Dois dias depois, também à noite, os ladrões regressaram à vila e tentaram assaltar a fábrica de caixilharia de Alumínios "Paulos", mas desta vez o seu trabalho terá sido interrompido e acabaram por fugir. Os sucessivos assaltos deixaram os populares preocupados e com trancas à porta. A primeira "visita" tão indesejada aconteceu na noite de 11 para 12 de Abril, na fábrica de caixilharia "Alumínios Ramos", que fica um pouco à saída para a Póvoa do Concelho. Os assaltantes devem ter entrado graças ao arrombamento da porta exterior, mas ninguém deu conta da ocorrência. João Ramos, o proprietário, ainda está incrédulo com o sucedido: «Levaram quase tudo», refere, nomeadamente as barras de alumínio. O empresário não faz ideia de como é que os ladrões conseguiram, mas desconfia que «tinham que ser muitos e deviam ter um camião, ou mais». Para João Ramos, «aquilo não se carrega em meia hora», garante, dizendo que o prejuízo ainda não está totalmente apurado. «Eles andaram por todo o lado, inclusive nos gabinetes», acrescenta, perspectivando uma recuperação financeira «muito lenta». Agora, como diz o velho ditado, « "casa roubada, trancas à porta"». Mas os assaltantes não se ficaram por aqui e, na mesma noite, foram à fábrica do lado. Nas confecções "Ana e Raquel" «devem ter aproveitado para se vestirem», ironiza João Ramos. Quem não está para piadas são os proprietários da fábrica, também eles surpreendidos com as portas e janelas abertas quando chegaram na manhã da passada quarta-feira. «Devem ter arrombado as portas», refere uma representante da gerência. Foi a primeira vez que a empresa foi assaltada, «mas isto começa a ser normal, acontece em todo o lado», considera, resignada. Neste momento os responsáveis ainda estão a contabilizar os prejuízos, mas admitem que poderão ultrapassar os 5 mil euros. «Ainda é prematuro avançar com valores concretos», esclarece a mesma fonte, que adianta terem sido furtadas 60 calças pertencentes às fardas dos bombeiros e camisas de homem. «Só que há muita coisa que não sabemos se levaram ou não», insiste. A fábrica, com mais de 10 anos, emprega cerca de 55 funcionários, faz prestação de serviços a nível nacional, transforma os tecidos dos clientes, mas também tem a sua marca própria para venda. De resto, todo o produto furtado «foi da nossa marca», constata. Já as calças dos bombeiros não pertencem à corporação de Vila Franca das Naves, pois confeccionam fardas para todo o país. «É uma calça universal, sem qualquer dístico, só o cinto é ligeiramente diferente», explica a responsável. Os ladrões regressaram à vila na Sexta-Feira Santa e dirigiram-se à fábrica "Paulos", situada na saída para o Porto da Carne. Mas, como devem ter sido surpreendidos por alguém ou algo, acabaram por fugir sem levar nada. De acordo com alguns populares, com a pressa até terão deixado para trás um telemóvel, o que vai facilitar as investigações policiais. As queixas foram apresentadas na GNR e estão agora «em fase de inquérito», refere José Ribeiro, comandante do posto de Vila Franca das Naves, que, apesar de se desconhecer ainda o valor dos danos, adianta que devem ter sido «bastante avultados».
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Fonte: Jornal O Interior

Forais de Trancoso

Foral de D. Afonso Henriques (século XII)
O Foral de Trancoso dado por Afonso Henriques é um dos documentos mais importantes da história do concelho. Foi dado no momento em que o Rei julgou dever premiar o concelho e a vila mártir das guerras entre Cristãos e Mouros.
Com data desconhecida por não ter sido lavrada no diploma, porventura depois de 1154 e não depois de 1173, o foral de D. Afonso Henriques a Trancoso teve como finalidade o repovoamento.
Sendo Trancoso uma localidade estratégica no que diz respeito à passagem da Beira para o Vale do Douro. Nascia pois Portugal quando Trancoso já tinha derramado o seu sangue em diversas batalhas, contra os Mouros. Afonso Henriques vendo a necessidade de repovoar, reconstruir e constituir um núcleo de popular nesta vila deu-lhes um foral com amplas regalias e direitos pouco vulgares.
Este foral foi reconfirmado por D. Afonso II sem referir todavia a data do primeiro.
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D. Afonso II (Outubro de 1217)
Confirmação do Foral anterior com muitos e bons privilégios para os moradores.
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D. João I (12 de Janeiro de 1391)
Novos privilégios para os moradores de Trancoso.
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Foral de D. Manuel I (1 de Junho de 1510)
Novo Foral a Trancoso que trata essencialmente da recolha de rendas e direitos.
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Fonte: Proposta de elevação de Trancoso a cidade

20.4.06

Bartolomeu da Costa Macedo Giraldes Barba de Meneses

2.º Visconde de Trancoso, nasceu nesta cidade a 6 de Fevereiro de 1842 e morreu em Lisboa, a 19 de Maio de 1900. Moço-fidalgo da Casa Real, Cavaleiro da Ordem de Cristo, foi membro da Comissão Central do 1.º Dezembro de 1640, Director da Real Associação de Agricultura Portuguesa e abastado proprietário. Possuía, no país vizinho, os senhorios de Carabaña, Orusco e Valdilecha. Devido a questões várias, perdeu quase todos os seus bens, num processo que se arrastou, pelos tribunais, por mais de quarenta anos. Escreveu um opúsculo anti-ibérico, «Apontamentos da dominação castelhana em Portugal». Deixou um importante discurso, pronunciado em 1871, numa sessão comemorativa da Restauração de 1640. Casou em Lisboa, em primeiras núpcias, com D. Bárbara Camila Vicência José de Noronha, filha dos 10.ºs Condes dos Arcos e, depois, em segundas núpcias, com a Princesa Maria Cristina Isabel de Bourbon, Duquesa de Poze, no ano de 1876. Esta senhora era filha do Príncipe Inácio Vesceslaw, Conde de Gurouski, herdeiro do trono da Polónia e da Infanta D. Isabel, cunhada da Rainha D. Isabel II de Espanha.
Pelo facto de este 2.º Visconde de Trancoso haver casado com uma Duquesa, o solar condal onde viviam, quando visitavam a Vila, passou a ser conhecido por Palácio Ducal. É, como temos afirmado, o mais importante edifício do Centro Histórico.
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Fonte: Proposta de Elevação de Trancoso a Cidade