"Se pensas que és pequeno para fazer a diferença... tenta dormir num quarto fechado com um mosquito."
Provérbio africano, no editorial da revista "Recicla"

13.1.07

Modernizaçao de Espaços Multifuncionais em Viseu

Aprovado pelo Conselho de Ministros

Este projecto de investimento visa a ampliação e modernização dos espaços multifuncionais (Palácios do Gelo, de Desportos e de Congressos) da Movida, Empreendimentos Turísticos, S. A., localizados no Concelho de Viseu, com a reorganização do lay-out especificamente melhorado para cada uma das actividades desenvolvidas, a aquisição de novos equipamentos e o reforço da componente higiene e segurança no trabalho.

O investimento em causa ascende a um montante total de cerca de 37,7 milhões de euros, prevendo-se a criação de 40 postos de trabalho e manutenção dos actuais 21, bem como o alcance de um volume de negócios acumulado de cerca de 99 milhões de euros e de um valor acrescentado acumulado de 42,5 milhões de euros em 2014, ano do termo da vigência do contrato.

in Portal do Governo

12.1.07

João Mourato critica traçado do IP2

O presidente da Câmara Municipal da Mêda, João Mourato, contesta o traçado do futuro IP2 – Itinerário Principal 2 no seu concelho pelo facto de destruir “os melhores terrenos agrícolas” de produção de vinho do Porto.
O autarca adiantou ao Jornal A Guarda que o ante-projecto que está em estudo apresenta um traçado que a ser concretizado, constituirá “um crime de lesa economia”. “Por onde pretendem que o IP-2 passe, o projecto irá ocupar e destruir grande parte das vinhas do Douro do nosso concelho, nomeadamente na zona da Veiga, freguesia de Longroiva”, afirmou.
João Mourato discorda da proposta apresentada pela empresa Estradas de Portugal (EP) argumentando que “a 300 metros a Nascente desta zona, existe um traçado alternativo que não comprometeria a economia do nosso concelho, uma vez que se trata de um espaço rural pobre”.
Acrescentou que também não concorda com o ante-projecto “na medida em que se prevê que entre Celorico da Beira e Trancoso haja um traçado de duas vias e de Trancoso para Foz Côa, com passagem pelo concelho da Mêda, haja um Itinerário Principal com três vias, quando se pretende que seja uma via tipo auto-estrada em toda a sua extensão”.
O autarca social-democrata já deu conta do descontentamento aos autores do projecto e à empresa EP esperando que as reclamações sejam tidas em conta. “Vai seguir novamente para a EP uma nova reclamação sobre a matéria, a obstar a concretização do projecto nestes termos”, adiantou.
O traçado do futuro IP-2 ligará a auto-estrada A-25 na zona de Celorico da Beira a Macedo de Cavaleiros (distrito de Bragança), numa extensão total de 112 quilómetros, ligando os concelhos de Trancoso, Meda e Vila Nova de Foz Côa.

in A Guarda

10.1.07

QUERES SER ARBITRO ????


A Associação de Basquetebol e o CAD da Guarda vai promover um curso de árbitros de Basquetebol no mais curto espaço de tempo possível.
Assim sendo encontram-se abertas as inscrições até ao dia 25 de Janeiro de 2007, para jovens com mais de 14 anos de idade ou adultos. As inscrições devem ser enviadas para esta Associação, a fim de procedermos à respectiva regularização.

Gratos pela atenção a dispensar, aceitem os nossos melhores cumprimentos,

Contactos:
TLM: 962816228
E-mail: abguarda@iol.pt

8.1.07

100 milhões para turismo da Serra da Estrela

Seleccionados duas dezenas de hotéis, infraestruturas, projectos de Natureza e Ambiente e centros de interpretação da história da região

Autarquias e empresários da Serra da Estrela têm mais de 100 milhões de euros para aplicar até 2008 em projectos considerados relevantes para o desenvolvimento do turismo na zona. A boa nova chegou na semana passada e resulta da aprovação pelo Governo do Programa Integrado Turístico de Natureza Estruturante e Base Regional (PITER) "Serra da Estrela Dinâmica". «É o arranque da região como pólo de turismo estratégico», acredita Jorge Patrão, presidente da Região de Turismo da Serra da Estrela (RTSE).
Abrangidos estão duas dezenas de projectos, nomeadamente o aldeamento de montanha nas Penhas da Saúde, com uma telecabina de ligação à Torre, a ampliação da estância de esqui e a criação ou requalificação de vários hotéis em Almeida, Belmonte, Covilhã, Fornos de Algodres, Gouveia, Guarda, Manteigas, Penamacor, Pinhel e Seia. Os privados assumem a "parte do leão", já que se propõem investir cerca de 96 milhões de euros, cabendo os restantes 14 milhões sobretudo às autarquias. Já o Estado deverá comparticipar com cerca de 30 milhões de euros, mas o valor final continua a ser negociado no âmbito de alguns sistemas de financiamento. «O mais importante deste apoio é que o Estado assume, pela primeira vez, que a Serra da Estrela é uma marca e uma região estratégica para o turismo nacional, para além de ter interesse de Estado, conforme consta do Plano Nacional Estratégico para o sector», sublinha Jorge Patrão. O presidente da RTSE garante que este programa de investimentos vai mudar «radicalmente» a região, estimando que possam ser criados entre 300 a 500 postos de trabalho. Avisa, no entanto, que os projectos seleccionados devem estar concluídos até final de 2008, um prazo que considera «difícil de cumprir, mas exequível», até porque «cerca de 40 por cento já estão prontos».
Na sua opinião, o «grande mérito» da candidatura da RTSE residiu na diversidade de propostas de investimento apresentadas, que vão das unidades hoteleiras, às infraestruturas, passando por projectos de Natureza e Ambiente e centros de interpretação da história da região. «Este é um bom exemplo de que, se conseguirmos trabalhar em conjunto, poderemos ganhar mais apoios para a região», realça aquele responsável. O PITER "Serra da Estrela Dinâmica" destaca sete projectos-âncora, que representam cerca de 60 por cento do investimento total. São eles a recuperação do antigo sanatório dos ferroviários (Covilhã), o aldeamento de montanha das Penhas da Saúde, a construção de uma telecabina entre esta zona e a Torre, a ampliação da estância de esqui, novos hotéis em Penamacor e Gouveia, para além da reconversão da centenária fábrica de lanifícios Campos Melo, na Covilhã, num hotel com 150 quartos, SPA e centro interpretativo da indústria laneira. Serão ainda apoiados o Centro de Interpretação dos Descobrimentos (Belmonte), a requalificação urbana da antiga judiaria da Covilhã e os melhoramentos previstos para o Covão da Ponte e Covão d’Ametade (Manteigas), para além do Complexo Termal de Unhais da Serra, do grupo IMB e os empreendimento Vale da Gaia (Gonçalo) e Vale Glaciar (Unhais da Serra).

Remodelação do Hotel de Turismo da Guarda apoiada

A requalificação do Hotel de Turismo em unidade de quatro estrelas poderá começar a ser uma realidade em 2007 através do PITER "Serra da Estrela Dinâmica". O projecto da Câmara da Guarda, que gere e concessiona o edifício através de uma empresa municipal, vai ser apoiado no âmbito do SIVETUR (Sistema de Incentivos a Produtos Turísticos de Vocação Estratégica) com uma «verba significativa», adianta Jorge Patrão, presidente da Região de Turismo da Serra da Estrela (RTSE), escusando-se a revelar «por enquanto» o montante em causa por estar ainda a ser negociado.
Esta intervenção consiste na remodelação, modernização e adequação do hotel à nova categoria, uma empreitada orçada em 8,6 milhões de euros. O projecto já teve parecer prévio favorável da Direcção-Geral de Turismo e está actualmente em análise no Fundo de Turismo, de onde se aguarda uma decisão até ao final do ano. O novo hotel vai ter um "health club", uma zona de congressos, mais quartos e algumas "suites". Por outro lado, estão previstas obras de "cosmética" no "hall" e nalgumas áreas da unidade, beneficiada há 10 anos, para além do aumento da zona de estacionamento. Para a autarquia, a aprovação da candidatura pelo PITER era essencial para concretizar esta remodelação. «Seria impossível avançar sem esta "almofada" financeira, porque a Câmara não tem recursos para a realizar sozinha", disse Lurdes Saavedra.
A vereadora com o pelouro do Turismo espera agora poder lançar o concurso público para as obras no próximo ano, até porque «é fundamental cumprir prazos neste tipo de candidaturas, sob o risco de se perderem os apoios concedidos". Construído na década de 40, este "ex-libris" da cidade foi desenhado por Vasco Regaleira, decorrendo na delegação regional do IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico) a sua classificação como Imóvel de Interesse Nacional, Público ou Municipal. Menos pacífico é o diferendo, por rendas em atraso, que está a opor a Câmara à Predial das Termas de São Pedro do Sul, concessionária da unidade. Em causa estão mais de 265 mil euros desde Maio, uma dívida está em contencioso.

in O Interior

6.1.07

Espanha S.A.


As empresas portuguesas estão de malas feitas para Espanha. O país vizinho acena com condições fiscais que começam a assemelhar-se às praticadas na Holanda. Uma tendência que se deverá acentuar

O fenómeno ainda mal começou, mas são já muitas as empresas portuguesas que estão de malas aviadas para o país vizinho. De facto, são cada vez mais os bancos, os escritórios de advogados e as firmas de contabilidade que querem passar a sua sede para o país vizinho para evitar a carga fiscal a que estão sujeitas em Portugal.

O movimento é sobretudo sentido no Norte do país e nas zonas fronteiriças, mas não é exclusivo dessas regiões. Faria de Oliveira, presidente do Banco Caixa Geral, do grupo CGD, confirma que “sente-se que Espanha é o mercado prioritário das empresas portuguesas”, e as associações empresariais de diversos sectores não têm dúvidas de que se trata de uma tendência que tem como principal causa a “perseguição” feita aos empresários.

Alguns, os mais pequenos, não querem dar a cara, como se estivessem a cometer uma ilegalidade ao abrir uma empresa noutro país para, legitimamente, fugir à mão demasiado pesada do Fisco. Têm medo de represálias.

Os indicadores do vice-presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), Couto dos Santos, ilustram a situação. “Sentimos muito a evolução da Galiza. É impressionante ver a forma como o poder de compra, o nível de vida dos galegos tem subido. Em 2000, o Eurostat dava conta de que a região Norte era a que tinha o produto interno bruto (PIB) «per capita» mais baixo da Europa, e estávamos a cerca de nove pontos da Galiza. Neste momento estamos a 16 ou 17. Mais preocupante ainda é o facto de a confederação de empresários da Galiza já ter avisado que, se o estado das coisas se mantiver (leia-se, o estrangulamento fiscal e a burocracia), cerca de 80 empresas espanholas poderão vir a sair de Portugal e outras 30 empresas recuaram entretanto na sua decisão de vir para o nosso país”.

“Portugal obriga as empresas a sair do país”. Esta é a conclusão a que chega Filipe de Botton, da Logoplaste. “Na Europa, estamos em oito países e é claro que começamos a fazer arbitragem fiscal”. Mas a Logoplaste, que está em Espanha devido à sua estratégia de internacionalização e não por questões relacionadas com o Fisco, não é a única a olhar para o mapa europeu à procura de benefícios fiscais que, na prática, são vantagens competitivas. Botton critica o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Amaral Tomaz. “A tese de competitividade do secretário de Estado é maximizar a taxação para obter mais receitas, mas como não há receitas vai taxar muito sobre zero. Os espanhóis preferem ser menos agressivos e ter receita fiscal e investimento”. Amaral Tomaz admitiu, na II Conferência da Ordem dos Economistas, que “estamos com um diferencial de IVA demasiado elevado em relação a Espanha e a taxa de 21% em Portugal terá de ser transitória”. Mas muitos empresários não acreditam nesta promessa.

Mário Oliveira, um pequeno empresário da área da recolha de resíduos industriais a operar em Viana do Castelo, diz que é porque o IVA a 21% é transitório que está a deslocalizar a sua empresa para Espanha. “O IVA já era transitório quando passou dos 17% para os 19% e viu-se como a transição foi rápida quando subiu mais dois pontos percentuais”, ironiza. A sua empresa não factura mais do que 150 mil euros por ano e, para ele, com uma actividade que vive de “camiões que andam na rua”, o IVA tem um peso fundamental. A nova empresa vai chamar-se Iberlusa e terá a sua sede em Vigo. “No total, incluindo os pagamentos à empresa de contabilidade que me tratou de tudo, despesas com a papelada, registo da nova empresa, gastei 800 euros e foi um processo muito rápido”, conta Mário Oliveira, que acrescenta que, “como eu, está tudo a fugir para Espanha”. Em Portugal já não tem empregados, e os que vai contratar, dez motoristas e quatro administrativos, são espanhóis. “Lá, o salário mínimo é mais elevado, mas inclui Segurança Social, seguros, etc., quando em Portugal é tudo pago à parte”, diz.

A rapidez das decisões, as regras mais claras e a ausência de burocracia constituem outros motivos que levam os empresários a querer trocar Portugal por Espanha.

Carlos Moreira da Silva, presidente da BA Vidros, empresa que vende dois terços do que produz no mercado Ibérico em Espanha, onde tem 600 empregados, diz que não gosta de fazer a comparação directa, “mas este é um excelente exemplo de atracção de investimento estrangeiro. E o melhor é que não há burocratas a complicar licenciamentos ou autorizações”. E lembra que, em Avintes, chegaram a ter uma fábrica já a funcionar e continuavam sem contrato. “Em Espanha, por outro lado, quando precisamos de ajuda, depois de justificada, dão-nos o dinheiro à cabeça e depois nós é que temos que mostrar que o aplicámos bem”.

Silva Rodrigues, presidente da Sotancro e concorrente da BA, é da mesma opinião. “Há uma coisa que sentimos em Espanha, é que do ponto de vista da captação de investimento são extremamente operacionais. Quando precisamos de uma máquina, apresentamos a proposta e, em pouco tempo, temos a resposta. Compramos, apresentamos factura, fazem vistoria e pagam (até 40%). Em Portugal são anos de PRIME e PEDIP e outros programas comunitários de apoio ao investimento que nunca mais chegam ao fim”.

Mas para Moreira da Silva ainda há outra razão para domiciliar em Espanha. “Se a BA vier a comprar uma fábrica em qualquer parte do mundo, fá-lo-ei sempre através de Espanha, e só sendo distraído se compra através de Portugal. Porquê? O «goodwill» em Portugal é um custo fiscal, em Espanha é um investimento”. Por outras palavras, quando a BA comprou a Vileza em Espanha por 47 milhões de euros poupou 7 milhões de euros, valor que em Portugal teria ido direito para os cofres do Estado sob a forma de imposto.

É por isso que o presidente da Associação Nacional de Pequenas e Médias Empresas, Augusto Morais, diz que “o Estado corrói a capacidade de os empresários se modernizarem”. Para este responsável, a solução passa, antes de mais, pela “democratização dos políticos. Enquanto ela não for feita, são o comércio e a indústria quem vai pagar a factura”.

Moreira da Silva vai mais longe e diz que este fenómeno era uma inevitabilidade. “A economia portuguesa está doente”, afirma. “Nós somos 10 milhões de tesos e eles são 42 milhões com dinheiro. A economia espanhola está a crescer 4% ao ano, e eles têm um poder de compra pelo menos quatro vezes superior ao português. Na economia ibérica, 20% é português e 80% é espanhol”.


Expresso, Isabel Tavares

5.1.07

Pastores convidados a ver filme onde são as “estrelas”


Documentário "Ainda há Pastores?" passa em Gouveia

Gouveia leva ao cinema os pastores cujo quotidiano foi registado no documentário de Jorge Pelicano. Será a oportunidade para alguns deles entrarem numa sala de cinema pela primeira vez.


Os pastores da Serra da Estrela protagonistas do documentário "Ainda há Pastores?" vão ver o filme que retrata o seu quotidiano, sexta-feira, dia 12, em Gouveia. O filme, realizado por Jorge Pelicano em Casais de Folgosinho, concelho de Gouveia, terá uma "apresentação especial" pelas 21h30, no Cine-Teatro daquela cidade serrana.
Naquele dia, a produção do documentário, em colaboração com a Câmara de Gouveia, pretende juntar os pastores "para eles próprios serem os espectadores da sua realidade", adiantou o realizador. "Mais habituados a uma vida dura e solitária, quase perdida e esquecida entre vales e montanhas da maior serra portuguesa, esta será, para muitos, a primeira vez que entram numa sala de cinema", acrescentou.
Alguns dos protagonistas do filme, Hermínio [na altura com 27 anos e hoje com 32], Maria do Espírito Santo, Albino Grazina e Emília Cagatas estarão presentes no Cine-Teatro de Gouveia no dia da exibição do documentário, referiu Jorge Pelicano.
Este "retrato aos últimos e resistentes pastores da Serra da Estrela", como o autor define o seu trabalho, foi feito durante cinco anos. "É sobretudo um filme sobre a descoberta de estórias simples de gente que resiste", refere. "Estórias vividas mesmo aqui ao lado, paredes-meias com uma sociedade em franco desenvolvimento mas que, todavia, passam despercebidas", acrescenta o realizador.
Os Casais de Folgosinho ficam num vale perdido nas montanhas da Estrela, no concelho de Gouveia, onde se chega por caminhos de terra batida. Ali, cada casal [quinta] é constituído por terras de cultivo, habitações rústicas, com telhados de colmo e de zinco, e currais para albergar os animais.
No dia da exibição do documentário, no Cine-Teatro de Gouveia, estará também patente a exposição de fotografia "Últimos Guardadores de Rebanhos da Serra da Estrela", da autoria de Rosa Teixeira da Silva, que perpetua alguns dos rostos dos pastores que participam na película.


Nove cidades já viram o filme
O filme "Ainda há pastores?", foi premiado no CineEco 2006 – XII Festival de Cinema e Vídeo de Ambiente da Serra da Estrela (realizado em Seia, em Outubro) com o Prémio Especial da Lusofonia (melhor filme entre os países de língua oficial portuguesa) e uma Menção Honrosa atribuída pelo Júri da Juventude do Festival.
O documentário, que constitui a estreia de Jorge Pelicano como realizador de cinema, já foi apresentado em várias cidades como Guarda, Seia, Coimbra, Figueira da Foz, Porto, Castelo Branco, Almada, Faro e Braga e exibido nas televisões SIC e SICNotícias.
Jorge Pelicano é licenciado em Comunicação e Relações Públicas pela Escola Superior de Educação da Guarda e desempenha as funções de repórter de imagem freelancer da SIC, em Coimbra.

in Diário XXI

4.1.07

“Arca de Talentos” apoia 100 jovens em três anos

Associação de Desenvolvimento Local Beira Serra, na Covilhã, vai apoiar a inclusão social de 100 jovens com problemas familiares e escolares através do projecto "Arca de Talentos". Esta iniciativa é dirigida a jovens entre os 11 e os 18 anos de freguesias da cidade e periferia, que serão identificados pelas escolas e Juntas, em função do insucesso escolar e comportamento.
«Vão ser ensinadas competências para a vida activa e para a cidadania», explicou o presidente da associação, José Pinto. «Neste projecto haverá técnicos que trabalharão em sintonia com cada jovem e a respectiva família», para explicarem como se ajudam os filhos em idade escolar, como gerir a economia doméstica ou até como ajudar a encontrar saídas profissionais. Os técnicos serão chamados a intervir sempre que um dos parceiros (escolas ou Juntas de Freguesia) detectar problemas, estando ainda previsto um programa de actividades regular. O projecto arranca em Janeiro com "ateliers" que vão ocupar os jovens nas áreas das artes plásticas, música, arte corporal e dramática e que vão decorrer nas freguesias, nas escolas ou espaços cedidos por outras instituições. A "Arca dos Talentos" tem a duração de três anos, período em que pretende conseguir a inclusão social dos jovens em causa e respectivas famílias. O projecto tem um orçamento de 186 mil euros e é financiado através do "Programa Escolhas - 2ª Geração", criado pelo Conselho de Ministros há dois anos.

in "O interior"

3.1.07

Autarcas do Distrito fazem balanço de 2006

a recta final do ano de 2006 vamos saber como correu o ano de 2006 para as Município do Distrito da Guarda.

António Ruas Presidente da Autarquia de Pinhel considera que este ano fica marcado pelo esvaziamento de serviços no distrito, nomeadamente no concelho de Pinhel.

Para o concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, o ano de 2006 acabou por ser um ano razoável. António Edmundo sublinha que a Autarquia acabou por conseguir uma execução orçamental acima dos 70%.
António Edmundo garante que se tivesse havido por parte do Governo algum incentivo financeiro e alguma compensação pela deslocalização que a competição fiscal provoca, teria sido um grande ano para o Interior.

Fernando Andrade presidente do Município de Aguiar da Beira considera que com todas as dificuldades financeiras que a Autarquia enfrentou este ano conseguiu dar andamento às obras que estavam programadas.
Sem apoio financeiro por parte do poder central, Fernando Andrade congratula-se pelo facto de o Município ter conseguido dar andamento às obras do novo Campo de Futebol da Barragem da Fumadinha, daí considerar que o ano de 2006 foi positivo para o concelho.

Da mesma opinião é o Autarca de Vila Nova de Foz Côa. Emílio Mesquita faz um balanço positivo do ano que termina, nomeadamente no que se refere à Educação e à Cultura.

No ano em que se assinalaram os 30 anos do poder local, Álvaro Amaro, Presidente do Município de Gouveia lamenta que vá ficar marcado pela nova Lei das Finanças Locais penalizadora para os Municípios.
Álvaro Amaro considera que 2006 foi um ano apenas de expectativas e faz por isso um balanço muito negativo.
De uma maneira geral Álvaro Amaro considera que foi um ano de sacrifícios e sem boas recordações.

Boas recordações também não deixa para José Manuel Biscaia. O presidente do Município de Manteigas considera que o ano de 2006 foi o reflexo de 2005, uma vez que em 2005 o concelho foi assolado por uma onde de desemprego devido ao encerramento de uma das fábricas da Vila.
Manuel Biscaia garante que o ano de 2006 não correspondeu às expectativas, no entanto, o Autarca destaques aspectos positivos, nomeadamente a criação do Cartão do Idoso, o apoio a empresários que se queiram fixar em Manteigas e a criação de Bolsas de Estudo.

O desemprego, o encerramento de vários serviços no distrito, a falta de apoio financeiro por parte do poder central e a nova Lei das Finanças Locais marcam o ano de 2006.
in o Interior, Fernanda Martins

1.1.07

Escape Livre promete aventura e conhecimento


Após 20 anos de actividade, o Clube Escape Livre mantém a organização de um conjunto importante e diversificado de provas e passeios que, anualmente, recebem a adesão de milhares de pessoas de todo o País e que contribuem, ainda, para a promoção e divulgação do património histórico e paisagístico da região da Guarda.

E se dúvidas existissem quanto à vitalidade desde clube, o se calendário de actividades para 2007 espelha o dinamismo desta Associação da Guarda que aposta numa nova iniciativa de todo-o-terreno e mantém os seus principais eventos de referência. Assim, a grande novidade na programação do Clube Escape Livre passa pela realização do "Fiat Panda Cross Experience", uma iniciativa que vai permitir o regresso do construtor italiano à tradição no "off-road". As actividades, porém, não se irão limitar a este novo evento como revelou Luís Celínio, o presidente do Clube Escape Livre.

“O êxito que acompanha as iniciativas que organizamos não nos tem inibido de procurar novos desafios, ainda que, tal como 2006, este ano se adivinhe difícil na obtenção de apoios e subsídios”, começou por afirmar Luís Celínio, consciente de uma realidade que, afinal, é decorrente da realidade económica do País. Este cenário mais difícil, porém, não será suficiente para derrubar as forças dos homens da Guarda como frisou aquele dirigente no resumo que fez do que será o próximo ano em termos de actividades agendadas para o próximo ano.

E acrescenta Luís Celínio, “com o Fiat Panda Cross Experience o Clube Escape Livre retoma a tradição Fiat no fora de estrada e pretende proporcionar o prazer do todo terreno turístico e de lazer aos proprietários de um dos mais pequenos e baratos 4 x 4 do mercado”.

Tal como acontece todos os anos, a programação do Escape Livre inicia-se em Janeiro com a Gala Spal já marcada para dia 19 e de que o Lusomotores já aqui fez o devido eco. Será assim a nona edição de homenagem aos pilotos da Guarda e do distrito que rodaram nos diversos campeonatos nacionais de automobilismo, e aos quais se juntarão muitos dos principais nomes do automobilismo nacional.

Posteriormente, a temporada da aventura fora e estrada arrancará em Abril, entre os dias 20 e 22, com o V Off Road ACP. Especialmente destinado aos sócios do maior clube automóvel português a edição 2007 privilegia a zona raiana e os seus castelos. Depois, de 11 a 13 de Maio, a 4ª Aventura Land Rover é centralizada na cidade de Trancoso e reúne os incondicionais da marca inglesa que vão poder percorrer caminhos e trilhos em ambas as margens do Rio Douro. Ainda em Maio, mas de 25 a 27 estreia-se então o "Fiat Panda Cross Experience".

As capacidades de aventureiro do Fiat Panda Cross, o pequeno 4x4 da marca de Turim, irão certamente ficar bem patentes ao longo de um passeio espectacular que se inicia em Trancoso e termina na Régua, após visita às gravuras rupestres do Vale do Côa e às ruínas do Prazo. A visita a quintas emblemáticas do Douro e a subida de barco entre Pinhão e Pocinho são outros aliciantes deste passeio.

Em Julho, a 7 e 8, o IX Slalom de Castelo Rodrigo volta a reunir em Figueira de Castelo Rodrigo os grandes especialistas de provas de perícia para um espectáculo que inclui duas competições, uma nocturna e outra diurna. Finalmente em Outubro, de 12 a 14, o BMW X Experience/Serra da Estrela reúne os proprietários dos modelos X3 e X5 da marca alemã para um encontro ao mais alto nível. Dos 1056 metros de altitude da cidade mais alta de Portugal aos 2000 metros da Torre um passeio espectacular vai pôr à prova a tecnologia e capacidade dos BMW. Com iniciativas tão interessantes quanto distintas, 2007 apresenta-se como mais um ano cheio de actividade para o Clube Escape Livre.

in Lusomotores

2007