"Se pensas que és pequeno para fazer a diferença... tenta dormir num quarto fechado com um mosquito."
Provérbio africano, no editorial da revista "Recicla"

26.1.07

Estudo no concelho de Pinhel sobre desenvolvimento Sustentável

Está a ser feito um Estudo no concelho de Pinhel sobre desenvolvimento Sustentável, que assenta em quatro áreas prioritárias, ambiente, economia, sociedade, conhecimento e inovação. O estudo foi encomendado pelo Município de Pinhel e vai ser feito até ao final do mês de Janeiro através de um contacto directo com entidades públicas e privadas, como adianta Mário Barroqueiro consultor da Empresa Inovação, Projecto e Iniciativas.
Com base no diagnóstico feito pela consultora vai ser definido um conjunto de linhas de acção, que ao ser implementado pela Autarquia pode contribuir para o desenvolvimento sustentável do concelho de Pinhel. Mário Barroqueiro sublinha que o que se pretende é criar um desenvolvimento a longo prazo e não a curto prazo.
Mário Barroqueiro exemplifica com o caso da Fábrica de Calçado Rhode.

in Rádio Elmo

24.1.07

Interrupçao Voluntaria da Gravidez




Já tinha decidido não comentar no blogue o referendo sobre a "Lei do Aborto".
No entanto, com o decorrer da pré campanha para o referendo, deixei de perceber se sou pelo "sim" ou pelo "não": Não me revejo no papel de assassino que o "não" tanto denuncia nem encontro na sociedade portuguesa medidas de apoio e suporte a familias carênciadas (seja a carência económica ou psicológica).

Mas há algo que sei! Para os meus filhos, quero que o estado corresponda com as suas futuras necessidades. Se existir uma gravidez indesejada, espero que o estado apoie economicamente/psicologicamente ou in extremis, na interrupção dessa gravidez. E que deixe de perseguir aquelEs que tiveram que escolher a pior via para não condenar ainda mais a sua existência.

...E se desejo isto para os meus filhos, também o desejo para os filhos dos outros.

Por isso, sem entusiasmo, digo: Assim, Assim!

PORQUE AMAR É NATURAL.

22.1.07

I - TORNEIO SETAS

Porque Não: Associativismo ou Cooperação?




Porque como ja me chamam "cota", pois ja passei das cinco dezenas de anos, ainda me recordo de ver todos os pedacitos de terra aravel (ou cavavel) cultivados, também me lembro dos tempos, em que toda a terra que nao era cultivavel, era florestada, pelo que a minha região era das mais verdes do Distrito da Guarda, tanto de inverno como de verão.

Felizmente ou infelizmente, depende do ponto de vista de cada um, nestes últimos trinta anos tudo mudou. Ja não e rentavel, devido a escassez e elevado custo da mão de obra, cultivarem-se todas essas terras, coisa que compreendo muito bem.

Também entendo que em moldes rentaveis e modernos, muitas das terras outrora cultivadas, nunca mais o serão e a essas, estar-lhes-a reservada a floresta.

Mas o que eu nao entendo nem aceito de bom grado, é ver vales fertilíssimos e cheios de água, ao abandono e sem produzirem absolutamente nada.

Tenho conversado ultimamente bastante com espanhois e principalmente com "galegos" e sei a razão do sucesso da sua agricultura.

Como saberão a Galiza, tal como Portugal e uma região montanhosa e onde a terra esta repartida por muitos minifundios, ora qual foi a acção que eles tomaram para rentabilizar a terra?

Foi a associação e o cooperativismo. Juntaram-se as pessoas de várias aldeias, mediram a terra que cada um possuia, formaram associações e cooperativas que cultivam as terras com produtos rentaveis para cada área, com os mais modernos meios e equipamento. Semeiam, colhem, embalam, transformam e vendem directamente, aos grandes armazéns ou superficies comerciais sem haver intermediários.

Ora uma agricultura nestes moldes é rentavel a toda a gente, pois depois de se contabilizarem as despesas, o lucro e repartido de acordo com a terra que cada um possuiu.

Portanto pergunto agora porque razão não fazemos nós o mesmo?
Isto tanto podia e devia ser aplicado na agricultura, como na floresta. Mas não, somos individualistas demais e preferimos ver "terras de milho e batata" cheias de giestas, enquanto culpamos os vários governos pela nossa pobreza.

Aos governos tanto nacionais como locais, compete dar-nos condicões de vida como; vias de comunicação, infraestruturas publicas para uso comum e prover educação e saúde. Todo o resto devia partir da iniciativa individual de cada um, ou da associacao dos vários cidadãos.

Muito gostaria de ainda voltar a ver, as nossas terras ferteis produzir riqueza para todos!

in Aqui D'Algodres

Porque não?!

21.1.07

Futebol: Açores - Trancoso com empate a duas bolas


Estas duas equipas do Distrito empataram a duas bolas no campo do Açores (Celorico da Beira).

Tabela classificativa:


Fonte: Rádio Elmo

20.1.07

ESTÁGIO DE INVERNO DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE SHUKOKAI



Está a decorrer este fim de semana, no Pavilhão Multiusos de Trancoso, o estágio de inverno da Associação Portuguesa de Shukokai (Karaté). Este encontro reuniu 150 karatecas de todo o país.

O dia de hoje será marcado pela exibição técnicas de diversos Katares, sendo o dia de amanhã reservado para as actividades de graduação.

Um bom motivo para visitar Trancoso!

19.1.07

Municípios vão usar biomassa para aquecimento


A Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB) vai lançar uma rede de aproveitamento de biomassa, cuja actividade vai arrancar em Março. Com a designação de "BioRural", a rede vai dispor de viaturas equipadas com máquinas para recolher, desfragmentar e compactar madeira e outros tipos de biomassa.
O resultado final serão blocos prontos a usar pelas autarquias, “por exemplo, para alimentar as caldeiras de aquecimento nas escolas”, refere. “A rede vai permitir limpar as florestas e dar às autarquias uma factura energética mais eficiente”, sublinha José Manuel Biscaia, líder da AMCB - e que preside à Câmara de Manteigas.
As máquinas vão circular pelos municípios de acordo com um calendário a definir e vão parar em pontos específicos para receber os resíduos de produtores florestais, agricultores ou outros residentes. "O equipamento está ajudicado e acredito que no final de Março podemos começar a recolher biomassa e a produzir blocos, até porque, a partir dessa altura, há mais sapadores no terreno", acrescenta.

CALDEIRAS VÃO FUNCIONAR NO PRÓXIMO INVERNO
A rede "Bio Rural" prevê também a entrega de 13 caldeiras a biomassa, uma para cada um dos municípios associados, para que possam efectuar experiências piloto em escolas ou noutros locais, já no próximo Inverno. "Aliás, há municípios que já expressaram o desejo de adquirir caldeiras de maior dimensão, pagando mais por isso, porque pretendem avançar já para o aquecimento de espaços maiores, como é o caso de piscinas municipais", explica José Manuel Biscaia.
A rede “Biorural” está incluída no plano de actividades da AMCB desde o último ano e faz parte também do plano para 2007. Está orçado em cerca de cinco milhões de euros, 75 por cento dos quais comparticipados por verbas comunitárias (Fundo Social Europeu e FEDER).
A AMCB conta ainda no projecto com entidades parceiras em Espanha (Serra de Gata) e Bulgária (Bellovo). Fazem parte da AMCB os concelhos de Fundão, Belmonte, Penamacor, Sabugal, Guarda, Almeida, Pinhel, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Trancoso, Meda, Figueira de Castelo Rodrigo e Manteigas.

in Diário XXI

17.1.07

Agenda Cultural

A partir de quinta-feira, e até domingo, 28, a Casa da Moagem, no Fundão, recebe a exposição “Candeeiros de Emoções”, integrada no Festival Y.

Rosário Bello expõe pintura no Cine-Teatro Avenida, de Castelo Branco, até sábado.

O festival de Teatro Amador, a decorrer em Alpedrinha (Fundão), sábado, às 21h30, no auditório do Teatro Clube, “Jogos na Hora da Sesta”, pelo TAP – Teatro Amador de Pombal.

O Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas (CENTA) promove, até quinta-feira, 25, um workshop de teatro que vai decorrer em Castelo Branco.

Um conjunto de litografias de Gregory Baker, intitulado “Texturas de Portugal”, pode ser visto na Galeria do Posto de Turismo de Seia, até terça-feira, dia 30.

Continua patente, até 31 deste mês, a exposição de pintura de José Baptista, na Biblioteca Municipal de Proença-a-Nova, com o tema “As Igrejas no concelho de Proença-a-Nova”.

A Casa da Cultura de Seia expõe até quarta-feira, 31, pintura de Filomena Costa e Carlos Rodrigues.

A Biblioteca de Nisa tem patente, até final do mês, a mostra de pintura “Leituras da Memória”, de Carlos Godinho.

O Posto de Turismo de Oleiros, acolhe, até, quarta-feira, 31, a exposição de fotografia “600 Milhões de anos em imagens”. A mostra é alusiva ao Geopark Naturtejo.

O Serviço de Educação do Museu de Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco, organiza todas as terças-feiras de manhã, até ao final do mês, um atelier dedicado ao património natural.

A Casa da Cultura de Mêda tem patente pintura de Júlia Bernardo até quarta-feira, 31. Os quadros são inspirados na cidade.

Até 28 de Fevereiro, o Museu do Brinquedo de Seia tem patente a exposição “Chegou o Pai Natal... Oh! Oh! Oh!”.

Até 1 de Abril, a Casa da Moagem (Fundão) expõe “Ponto de Fuga”/“Vanishing Point” da Colecção da Fundação de Serralves.

O festival Gouveia Art Rock está marcado para Gouveia, nos dias 21 e 22 de Abril. Robert Fripp e os Magma são os “cabeças de cartaz”.

in Diário XXI

Mar • SÁB 3 • 21H30 • Grande Auditório TMG
Sara Tavares, Balancê
Ao terceiro álbum, Sara Tavares assume-se como uma das cantoras e compositoras da Lisboa mulata do século xxI. Sara Tavares atingiu em Balancê um grau de sofisticação da sua arte que a transforma numa das mais distintas representantes da miscigenação musical, tal como é praticada em Lisboa.
Afastando-se conscientemente da tradição que alimenta o grande caldeirão da música étnica ou de raíz, Balancê investe na pesquisa de uma sonoridade própria, construída ao longo de uma carreira com mais de uma década. O novo álbum, terceiro da sua discografia, funciona como um retrato de uma cantora e compositora que, residindo em Lisboa, não esquece as suas origens cabo-verdianas ou as paisagens emocionais que percorreu durante as inúmeras viagens que tem levado a cabo um pouco por todo o mundo.

www.saratavares.com

voz, guitarra acústica sara Tavares
bateria Fernando carlos
baixo Fernando embaló
percussão Juca Monteiro
guitarra acústica ricardo alves

16.1.07

EXCLUSIVO: APT ja tem Direcção

A Agência para a Promoção de Trancoso já tem Direcção.

Tomou hoje posse a primeira Direcção da APT, cuja presidência da direcção é assumida pela Dra. Conceição (representante da Residêncial D. Dinis). Licenciada em História, esta dirigente tem pautado a sua actividade pelo desempenho de várias funções associativas: Primeira Presidente do Conselho Fiscal da AENE Beira (1988), associação onde desempenha actualmente funções de Direcção.
Compoêm ainda a Direcção o Engº José Carlos Almério (representante da Almério & Filhos Lda.) e Júlio Rente (Restaurante Área Benta).

Recorde-se que a Agência para a Promoção de Trancoso foi constituída na passada sexta feira, 12 de Janeiro, no Cartório Notorial de Celorico da Beira, como resposta legal à constituição da UAC de Trancoso.

Fica assim dado mais um passo no projecto da dinamização do Centro Histórico de Trancoso.

Covilhã entre as 15 melhores cidades do país

O semanário "Expresso" classificou as melhores cidades portuguesas para viver em 2007. No topo do "ranking" destaca-se Lisboa, seguida de Guimarães e Évora, em igualdade com o Porto. Quanto à Beira Interior, a Covilhã é a primeira e aparece em 14º lugar, Castelo Branco está no 34º, surgindo a Guarda logo depois na 35ª posição. Um lugar pouco honroso, já que a seguir não existe nenhuma capital de distrito.
Durante quase dois meses uma equipa de jornalistas do semanário percorreu 50 cidades e classificou-as de acordo com 20 critérios de avaliação. Incluíram à partida todas as capitais de distrito do continente, além de Lisboa e Porto, Funchal (Madeira), Angra do Heroísmo, Horta e Ponta Delgada (Açores). Acrescentaram ainda um lote alargado de cidades de dimensão média para além destas, como Guimarães, Covilhã ou Caldas da Rainha, sem esquecer, por outro lado, as situadas abaixo da fasquia dos 17 mil habitantes, como Tomar, Lagos ou Chaves. «Não se trata de um trabalho científico, mas apenas jornalístico, o que não significa menos sério», explica Vítor Andrade, um dos autores do estudo. «Vale o que vale, mas é uma opção nossa, resultado da nossa sensibilidade e do nosso entendimento do país», acrescenta. O desempenho das cidades analisadas foram avaliadas através de critérios como as acessibilidades, sinalética, fluidez de tráfego, oferta cultural, espaços verdes, qualidade urbanística, comércio, relação com a água e a paisagem, equipamentos desportivos, estacionamento, segurança, animação nocturna, alojamento turístico, restauração, equipamentos sociais, património, governança e cidadania, capacidade de atracção estudantil, desempenho económico e qualidade dos espaços públicos.
Cada localidade recebeu uma pontuação de 0 a 100 em cada item. No final registaram-se alguns empates, pelo que o "ranking" chega apenas ao 40º lugar. Em primeiro lugar ficou Lisboa, seguida de Guimarães e Évora, em "ex-aequo", com o Porto. Na cauda da tabela encontra-se Amadora, Barreiro e Portimão. Já, as cidades da Beira Interior ficaram longe do pódio, só a Covilhã brilhou. A "cidade neve" alcançou a melhor pontuação das 40 cidades com a "capacidade de atracção estudantil". Apesar de estar no sopé da serra, a cidade ultrapassou «o estigma da interioridade com a criação da Universidade da Beira Interior, que cada vez atrai mais jovens de todo o país, que muitas vezes acabam por ficar quando terminam o curso», destaca o "Expresso". Mas a Covilhã também ficou bem classificada quanto aos equipamentos sociais (70), segurança (65), desempenho económico (65), e ainda em relação à oferta cultural, acessibilidades, espaços verdes, estacionamento e animação nocturna (60). Menos bem pontuado ficou o seu património, bem como a governança e cidadania, ambos com 35 pontos.
Na Guarda, as acessibilidades (70), fluidez de tráfego (65), a segurança, equipamentos sociais e o património (60) foram os critérios mais bem cotados. Em contrapartida, a cidade mais alta do país "chumbou" na animação nocturna (25), restauração (30), oferta cultural, espaços verdes, qualidade urbanística, equipamentos desportivos, e ainda, em governança e cidadania (35). Feitas as contas, a Covilhã alcançou 1.100 pontos, o que lhe valeu o 14º lugar, Castelo Branco obteve 895 pontos, ficando na 34ª posição, e a Guarda apenas 875 (35º), logo seguida do Fundão, que somou 860 pontos. Uma "proximidade" que deixa muito mal a capital do distrito face à "capital" da Cova da Beira.

O "ranking" não agrada a todos

Esta classificação não foi muito bem recebida pela autarquia guardense. Para Virgílio Bento, vereador com o pelouro da Cultura, «o estudo não tem validade científica», disse em declarações à Rádio Altitude, desconfiando dos critérios utilizados, dando como exemplo, «a oferta cultural» que na sua opinião foi pouco valorizada. Por sua vez, a Câmara da Covilhã já se congratulou com o resultado alcançado através de uma nota de imprensa. «A Covilhã supera todas as cidades do interior em termos de qualidade de vida e situa-se entre as 15 melhores do país», sublinha o comunicado. Acrescentando, que «comparativamente a Castelo Branco, Guarda e Fundão, a Covilhã destaca-se em quase todos os parâmetros usados». Por tudo isto, «o estudo constituí o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos diversos sectores ao longo dos últimos anos e de que todos os covilhanenses se podem orgulhar», conclui.

in O Interior, Patrícia Correia