"Se pensas que és pequeno para fazer a diferença... tenta dormir num quarto fechado com um mosquito."
Provérbio africano, no editorial da revista "Recicla"

11.2.07

Votaçao nas sedes de Distritos

Cidade de CASTELO BRANCO

SIM 68.03%
NÃO 31.97%

Cidade da GUARDA

SIM 53,90%
NÃO 46,10%

Casos extremos nos Distritos

Distrito da Guarda

Vitória do NÃO em AGUIAR DA BEIRA com 65.99%

Vitória do SIM em FIGUEIRA DE CASTELO RODRIGO com 53.68%

Distrito de Castelo Branco

Vitória do NÃO em VILA DE REI com 76,66%

Vitória do SIM em VILA VELHA DE RODÃO com 78.15%

Referendo: Curiosidades!

CENTRO E SUL do País dizem SIM; Norte diz NIM

Beja:

SIM 83.90%
NÃO 16.10%


Lisboa:

SIM 71.47%
NÃO 28,53%

Vitoria do SIM (Actualizaçao)

Vitória do SIM entre os 54% e os 61%.

Estão apuradas 2513 freguesias das 4260, estando apurados a favor do SIM, 53% dos votos expressos.

Distrito de Castelo Branco:

SIM 56.29%
NÃO 43.71%

Distrito da Guarda:

SIM 46.22%
NÃO 53.78%

Referendo sobre a Interrupçao Voluntaria da Gravidez

A partir das 20 horas serão publicados aqui os resultados do distrito da Guarda e Castelo Branco, com as respectivas comparações às médias nacionais.

10.2.07

Rohde acolhe feira das tradições

As antigas instalações da fábrica de calçado Rohde, recém-adquiridas por um empresário local, já têm um destino. Os pavilhões e o parque de estacionamento vão acolher, entre 16 e 18 deste mês, a Feira das Tradições e Actividades Económicas. O certame é promovido pelo Município, que, com esta mudança, também quer divulgar o espaço.

"É o nosso contributo para dar a conhecer estas instalações e atrair futuros empresários", adianta o presidente da Câmara. António Ruas revela que António José Baraças disponibilizou o espaço a "custo zero" e com o objectivo de garantir "melhores condições" aos 110 expositores que participam na edição deste ano.

As instalações da Rohde, com 30 mil metros de área descoberta e 850 metros quadrados de área coberta, foram adquiridas pela empresa de construção civil António José Baraças e Irmãos por mais de três milhões de euros. O complexo estava à venda desde Março do ano passado por um valor nunca divulgado pela multinacional alemã, que encerrou a fábrica no mês seguinte, deixando no desemprego 372 funcionários.

De acordo com o empresário, o grupo tenciona alugar espaços a potenciais investidores na 'cidade-falcão' "Queremos evitar que Pinhel fique cada vez mais pobre e sem gente, como está a acontecer desde que a Rohde encerrou", sublinha. O desafio está agora em atrair investimentos para a cidade, uma tarefa que a autarquia também está disposta a assumir. "Com este espaço, podemos afirmar que há em Pinhel melhores condições para instalar empresas e fazer investimentos. O que importa é rentabilizar as áreas disponíveis de forma a criar postos de trabalho", considera António Ruas.

O terreno em causa custou à Câmara de Pinhel mais de 500 mil euros, em 1990, mas foi vendido, devidamente infra-estruturado, à Rohde por 25 cêntimos o metro quadrado, isto é, por 30 a 40 mil euros. Em troca, a multinacional acordou permanecer no município durante 15 anos, findo este prazo as instalações reverteram para o seu património e a fábrica encerrou.

in DN

6.2.07

Portugal 2007 – o tempo da "classe criativa"

Quando se percorre o Portugal real e se contacta com os "actores" da sociedade civil, de norte a sul, do interior ao litoral, nos meios rurais, nas áreas urbanas, fica cada vez mais patente a consolidação duma classe operativa capaz de induzir dinâmicas de diferenciação qualitativa positiva que sustentam alguma esperança estratégica em relação ao futuro. Na senda dos trabalhos de Richard Florida e Irene Tinagli, trata-se duma verdadeira "classe criativa", muitas vezes oculta, mas que em diferentes plataformas de participação social vai aos poucos impondo a diferença.
Os conhecidos baixos índices de "capital estratégico" no nosso país e a ausência de mecanismos centrais de "regulação positiva" dificultam o processo de afirmação dos diferentes protagonistas da "classe criativa". Independentemente da riqueza do acto de afirmação individual da criatividade, numa sociedade do conhecimento, importa de forma clara "pôr em rede" os diferentes actores e dimensioná-los à escala duma participação global imperativa nos nossos tempos. Apesar dos resultados de iniciativas como as "Cidades e Regiões Digitais", vocacionadas para posicionar o território no competitivo campeonato da inovação e conhecimento, falta uma estratégia transversal.
A sociedade civil tem nesta matéria um papel central. A "classe criativa", na sua diferença e no seu sucesso, é o resultado dum "tecido social" que se pretende voltado para um futuro permanente. Os índices de absorção positiva por parte da sociedade dos contributos inovadores da "classe criativa" passam muito pela estabilização de condições estruturais essenciais. Entre muitas, destacaríamos as seguintes:
1. Cultura empreendedora – A matriz comportamental da "população socialmente activa" do nosso país é avessa ao risco, à aposta na inovação e à partilha de uma cultura de dinâmica positiva. Ou seja. Dificilmente se conseguirá impor por decreto uma "revolução empreendedora" e mesmo o aumento do desemprego, por força da desindustrialização e emagrecimento dos Serviços Públicos / Privados poderá não ser suficiente para suscitar uma "auto-reacção" das pessoas.
2. Cultura do rigor – A falta de rigor e organização nos processos e nas decisões, sem respeito pelos factores "tempo" e "qualidade" já não é tolerável nos novos tempos globais. Não se poderá a pretexto de uma "lógica secular latina" mais admitir o não cumprimento dos horários, dos cronogramas e dos objectivos. Não cumprir este paradigma é sinónimo de ineficácia e de incapacidade estrutural de poder vir a ser melhor.
3. Cultura de cooperação – A ausência da prática de uma "cultura de cooperação" tem-se revelado mortífera para a sobrevivência das organizações. Na Sociedade do Conhecimento sobrevive quem consegue ter escala e participar, com valor, nas grandes Redes de Decisão. Num país pequeno, as Empresas, as Universidades, os Centros de Competência Políticos têm que protagonizar uma lógica de "cooperação positiva em competição" para evitar o desaparecimento. Querer cultivar a pequenez e aumentá-la numa envolvente já de si pequena é firmar um atestado de incapacidade e de falta de crença no futuro.
4. Cultura de ambição – É doentia a incapacidade em definir, operacionalizar e dinamizar a lógica de "Capital Social" do nosso país. Não é obviamente o paradigma da Inovação dos países da Europa Central, porque os índices rating da Competitividade estão em todas as análises aquém destes casos de sucesso. O diagnóstico está feito há muito tempo sobre esta matéria. Mas também já não pode ser, porque não é, a lógica do "low cost support" como referencial de criação de emprego e de fixação de "capital social básico" no território.
5. Cultura de inovação – Desenvolvimento Sustentável, Aposta nas Cidades, Criatividade dos Diferentes Segmentos da População, Inovação Empresarial Permanente, Inserção permanente nas Redes Globais – claramente que numa lógica de afirmação do país no panorama internacional o papel de alavancagem destes Factores se pode revelar determinante. A diferença está na sua prática operativa permanente, numa lógica de desígnio nacional.A mensagem de Richard Florida é mais do que nunca actual entre nós. A "classe criativa" que se quer legitimar no tecido social português terá que ser capaz de ganhar estatuto de verdadeiro "parceiro estratégico" do desenvolvimento do país. Isso faz-se com "convergência positiva" e não por decreto. Importa por isso, mais do que nunca, estar atento e participar com o sentido da diferença.



Francisco Jaime Quesado

In Jornal de Negócios

4.2.07

Baraças compra instalações da Rohde por três milhões

O Negócio terá custado mais de três milhões ao grupo de Souropires

A empresa de construção civil António José Baraças e Irmãos adquiriu as instalações da antiga fábrica de calçado Rohde, em Pinhel, por mais de três milhões de euros. A unidade, com 30 mil metros de área descoberta e 850 metros quadrados de área coberta, estava à venda desde Março do ano passado por um valor nunca divulgado pelo fabricante alemão.

De acordo com o empresário, o grupo tenciona alugar espaços a potenciais investidores na "cidade-falcão": «Este é o nosso contributo para evitar que Pinhel fique cada vez mais pobre e sem gente, como está a acontecer desde que a Rohde encerrou», afirmou. António José Baraças acrescentou ainda que só avançou porque não houve interessados no negócio, uma vez que a sua empresa «já tem instalações que cheguem». O desafio está agora em atrair investimentos para a cidade, uma tarefa iniciada no final da semana passada e que já terá cativado o interesse de alguns empresários. Quem está disponível para ajudar é a autarquia local, que também quis adquirir os pavilhões e a área circundante da Rohde. «É bom saber que foi um empresário do concelho que ficou com as instalações, mas o que importa agora é rentabilizar as áreas disponíveis de forma a criar postos de trabalho em Pinhel», sublinhou António Ruas.

Inicialmente, a decisão de colocar a fábrica à venda não agradou ao presidente do município: «Pelo menos, moralmente, deveriam ter a obrigação de nos contactar e saber se estaríamos interessados em comprar a fábrica. Era o mínimo que poderiam ter feito», reclamou na altura. Recorde-se que o terreno onde a Rohde se instalou há quase 16 anos custou à Câmara mais de 500 mil euros em 1990, mas foi vendido, devidamente infraestruturado, à multinacional alemã por 25 cêntimos o metro quadrado, isto é, entre 30 a 40 mil euros. Em contrapartida, a empresa acordou permanecer no município durante 15 anos, revertendo depois para o seu património. Foi o que aconteceu.

in O Interior