"Se pensas que és pequeno para fazer a diferença... tenta dormir num quarto fechado com um mosquito."
Provérbio africano, no editorial da revista "Recicla"

29.4.07

Interdição à Felicidade!



O filme "Chocolate" é uma crítica social aos pequenos meios habitacionais, onde o "Prazer" está excluído das sensações socialmente toleradas!

Divertimento, Motivação e Iniciativa são adjectivos igualmente interditos naquele vilarejo francês.

"O filme "Chocolate", baseado no romance homónimo de Joanne Harris, é premiado de um tom fabuloso-fantástico.

Hallström conseguiu reunir um elenco de primeira linha: Juliette Binoche, Judi Dench, Johnny Depp, Lena Olin, entre outros.

A história, que mistura romance e comédia, foi um enorme sucesso.(...)

Juliette Binoche é Vianne Rocher, uma forasteira que, acompanhada da filha de seis anos, chega a um conservador vilarejo no interior da França. Lá, tem a "ousadia" de abrir uma loja de chocolates, ao lado da igreja, em plena Quaresma. Com um ar de feiticeira, encanta alguns moradores com suas receitas, algumas bastante exóticas, como a que mistura chocolate e pimenta.

Outros habitantes, principalmente o edil municipal (Alfred Molina), não aceitam sua presença na vila, pois ela estaria subvertendo a ordem e a moral no local. A situação de Vianne fica ainda mais complicada quando se envolve com Roux (Johnny Depp), um músico andarilho que desembarca na aldeia."

28.4.07

25 de Abril de 2007

CERTOS dias olho para Portugal como quem olha para um doente terminal. Com simpatia, pena, solidariedade inútil e a certeza de que não podemos fazer nada. As notícias abrem mais um rasgão na cortina do optimismo com que pretendem, e pretendemos, convencer-nos de que o país «está a mudar» e que não morrerá inexoravelmente à medida que o mundo à sua volta vai mudando.
(...)Um país doente mata os que nele se abrigam, essa massa que dá pelo nome colectivo de portugueses, sempre à procura da culpa e da desculpa, sempre alegando «não fui eu foi ele». As coisas que se vão passando neste país, e que decerto contribuiriam para o rico anedotário se ainda estivéssemos interessados na anedota (não estamos) são sintomas da doença terminal. Um ditador de província sem desígnio e sem visão é eleito num concurso o Maior Português de Sempre e Vasco da Gama fica em último lugar.

texto completo em Expresso, Clara Ferreira Alves

27.4.07

SOCIEDADE

“O que há em comum nos diversos interesses
É que constitui o vínculo social,
Pois se não houvesse um ponto em que todos
estivessem de acordo, nenhuma sociedade
poderia existir.
Mas, unicamente sobre este interesse comum,
A sociedade deve ser governada.”
J.J. Rousseau, Contrato Social

26.4.07

Município de Pinhel comemora 25 de Abril

O dia 25 de Abril foi declarado «DIA DA LIBERDADE» e feriado nacional. Com o 25 de Abril, Portugal acabou com a ditadura e começou a democracia. Em Pinhel as comemorações do 25 de Abril tiveram início às 9 horas com o Hastear da Bandeira.
Na Sessão Solene António Ruas presidente do Município de Pinhel referiu que este dia tem por objectivo festejar e homenagear todos aqueles que na «Revolução dos Cravos» lutaram pela liberdade.
Para o Autarca de Pinhel o 25 de Abril abriu caminho à democracia e ao desenvolvimento que se quer mais uniforme para o País.
No dia em que se assinala o Dia da Liberdade, António Ruas considera que a luta tem de continuar por novas oportunidade.
Sales Gomes, (na foto), presidente da Assembleia Municipal de Pinhel considera que para os jovens de hoje é difícil imaginar como foi viver há 33 anos a trás. Sales Gomes lamenta não haver em Pinhel uma lápide ou um monumento de homenagem aos homens do concelho mortos na Guerra Colonial.

in Rádio Elmo

22.4.07

Empreendedorismo

Este é um vídeo brasileiro de promoção de uma feira do empreendedorismo.



Fará sentido a organização de uma Feira do Empreendedorismo na Beira Interior?

21.4.07

Águas Altas



"Uma Aldeia Portuguesa com 39 habitantes quis ter uma ligação ao Mundo."

Este é o argumento de Luís Galvão Teles no seu filme DOT.COM

20.4.07

A região dos vinhos verdes é uma excepção no País, ao contratar um seguro colectivo para todos os produtores. Mas na Beira Interior, qualquer uma das



As adegas associadas de Pinhel, Vila Franca das Naves e Figueira de Castelo Rodrigo (Guarda) e Fundão e Covilhã (Castelo Branco) têm seguros de colheitas colectivos para os associados. A garantia foi dada à Agência Lusa por Rudolfo Queirós, responsável da Comissão Vitivinícola da Beira Interior (CVRBI), depois da Comissão dos Vinhos Verdes (CVRVV) ter anunciado na terça-feira a contratação de um seguro de colheitas para os 35 mil produtores locais que garante 16 cêntimos por cada quilo de uva perdido em catástrofes naturais. A CVRVV diz que se trata do maior seguro agrícola do País, que cobre mais de 250 mil parcelas de vinha e uma produção de uva valorizada em mais de 16 milhões de euros, sem qualquer custo para os produtores.

texto completo em Diário XXI

17.4.07

A VERGONHA NACIONAL

DESPOVOAMENTO

É impossível distribuir uniformemente os recursos do país, diz João Ferrão



O Secretario de Estado do Ordenamento do Território disse não acreditar ser possível distribuir uniformemente os recursos do país pelas várias regiões, numa altura em que o Parlamento se prepara para aprovar um plano de combate ao despovoamento.

in tsf


Não é novidade para ninguém, excepto para o Senhor Secretário de Estado do Ordenamento do Território: A população vive em Lisboa por questões profissionais. Os índices de satisfação da população urbana são negativos, motivo pelo qual Lisboa e Porto já perderam mais de 20% da população nos últimos 10 anos (dados INE).
Cabe ao Governo a tarefa de dinamizar o interior, para que este ofereça oportunidades de investimento aos empresários/empreendedores e consequentemente emprego.
Este processo é vital para o incremento do índice de formação da população rural, uma vez que a ausência de mão de obra qualificada no interior é a maior condenação que se pode dar a mais de 50% do território nacional.

Em suma, espera-se que o Governo Governe.




Índice de Escolaridade nas regiões fronteiriças PORTUGAL/ESPANHA

Excerto da mensagem do Senhor Presidente da Republica no ambito do "Roteiro para a Inclusao"

"(...)Comecei precisamente pelas regiões mais pobres do interior, onde os meios mais escasseiam, onde as dificuldades são mais sentidas e onde as perspectivas de desenvolvimento são mais sombrias. Condicionadas pelo envelhecimento acentuado das suas populações, pela degradação do seu tecido produtivo e pelo risco de desertificação do seu território, estas regiões enfrentam a maior das ameaças: o desaparecimento enquanto comunidades.

São regiões que precisam urgentemente de reorientar a sua base produtiva, valorizar os limitados activos humanos e materiais de que ainda dispõem e acautelar o bem-estar e a dignidade dos que, resistindo, se viram excluídos dos benefícios do progresso.

Encontrei experiências, como as do Centro Social de Montes Altos ou a Sociedade Filarmónica de Fratel, onde a iniciativa dos cidadãos conseguiu contrariar o destino que há muito parecia estar traçado. Foi simples o segredo do sucesso: não se resignaram! E, com o apoio das suas autarquias e do governo, conseguiram transformar cada problema numa nova oportunidade. Empreenderam, criaram riqueza, multiplicaram os postos de trabalho e devolveram a esperança e a confiança às suas comunidades.

Estou convencido de que se conseguirmos replicar estas experiências em outras aldeias e vilas do interior, daremos um passo no desenvolvimento social do nosso País. É preciso trabalhar de forma organizada, reunindo e diversificando contributos, actuando em rede e aprofundando a cooperação entre instituições.

Onde a iniciativa particular escasseia, ganha maior relevo o papel desempenhado pelas autarquias. Tive oportunidade de constatar quanto é árdua a sua tarefa, especialmente nas regiões mais periféricas. Mas também pude comprovar a disponibilidade dos nossos autarcas em assumir novas competências e novas responsabilidades, nomeadamente na área social e da educação, bem como o seu empenho no relançamento da base produtiva dos seus Concelhos.

Passada que foi a fase mais entusiástica da construção de infra-estruturas, é, de facto, tempo de abrirmos uma nova página na história dos municípios portugueses: a do desenvolvimento social, do reforço da actividade económica, da promoção da competitividade, da sustentabilidade do bem-estar e da qualidade de vida das suas populações.

Isso requer, por um lado uma inequívoca vontade descentralizadora e, por outro, um maior sentido de cooperação entre as autarquias. Não podemos continuar a remeter para o Governo Central o que poderia, com maior eficácia e resposta mais pronta, ser uma competência das comunidades locais. Não podemos continuar a multiplicar equipamentos, quando o bom senso nos aconselha a saber partilhá-los.

A descentralização para os Municípios de novas competências, especialmente no domínio social e da educação, tem, no entanto, de ser acompanhada por uma nova cultura de intervenção, em que as Autarquias sejam mobilizadoras de recursos locais, potenciadoras da iniciativa dos cidadãos e das organizações não governamentais e coordenadoras das estratégias de desenvolvimento social.

Pude constatar, nos vários Municípios que visitei, o potencial que representam as redes sociais e os conselhos locais de acção social como espaços de afirmação das suas comunidades, em torno de objectivos estratégicos de desenvolvimento social.

Tenho uma grande confiança no contributo que os cidadãos e as suas associações têm vindo a dar para a causa da inclusão social e uma certeza ainda maior no papel que o futuro lhes reserva.

Desvalorizámos por muito tempo esse papel, confundindo responsabilidade social com caridade, participação cívica com protagonismo, voluntariado com assistencialismo."