Desculpe dizer-lhe isto assim, mas não estamos em época de salamaleques: você, caro leitor, tem culpa do buraco em que o país se afundou.
Claro que não tem tanta culpa quanto os primeiros-ministros que nos últimos 15 anos passearam por Belém, nem quanto as centenas de ministros e secretários de Estado que aceitaram bovinamente os infindos dislates que nos trouxeram até à banca rota. Esses, os chamados "políticos", pecaram por acção. Mas você, eu, todos nós, pecámos por omissão: porque vivendo em democracia, tendo nas nossas mãos o poder de dizer quem manda em Portugal, fomos aceitando um verdadeiro cortejo de mediocridades até chegarmos ao engenheiro Sócrates.
Nós, todos nós, falhámos enquanto sociedade. Não se trata aqui de diluir as culpas num todo abstracto, até chegarmos àquele ponto em que sendo todos culpados ninguém o é verdadeiramente. Trata--se de assumir o dever urgente de repensar o que significa ser um cidadão no Portugal do século XXI.
Com o avanço da democracia e a melhoria das condições de vida, a política tornou-se uma actividade distante. Mas da mesma forma que não é admissível ser-se "apolítico" durante uma ditadura, também agora, nesta encruzilhada da nossa história, ser-se "apolítico" não é uma opção moralmente aceitável. Neste momento, os portugueses parecem-se com aquelas pessoas que já tiveram tantas relações falhadas na vida que deixaram de acreditar no amor. Só que quem deixa de acreditar no amor tem sempre a hipótese de ficar a viver sozinho – e Portugal não tem hipótese de ficar sem governo. Cruzar os braços e suspirar "eles são todos iguais" pode ter sido uma opção durante duas décadas. Não é mais. A política tem de voltar a ser discutida na rua, nos cafés, ao jantar. Nós chegámos à bancarrota porque cometemos o pior dos erros: deixámos a política nas mãos dos políticos.
in Correio da Manhã, João Miguel Tavares
"Se pensas que és pequeno para fazer a diferença... tenta dormir num quarto fechado com um mosquito."
Provérbio africano, no editorial da revista "Recicla"
5.4.11
Você também tem culpa, caro leitor
1.4.11
13.3.11
12 de Março não pode ser ignorado
Creio que o factor comum a todos os manifestantes é a crise do emprego em Portugal.
Julgo que este é o tema que merece ser debatido: Porque não há contratações? Porque cristalizaram as empresas as suas estruturas de topo?
A actualidade mostra-nos que as grandes ideias nascem nos jovens: Microsoft; Apple; Google; Facebook; Twitter.
Apenas para falar dos exemplos mais mediáticos.
Creio que hoje é o dia certo para começarmos a discutir o que correu mal em Portugal em matéria de aproveitamento de Recursos Humanos.
10.3.11
Celorico da Beira: Antigo presidente de Câmara detido para cumprimento de pena
Celorico da Beira, 10 mar (Lusa) - O antigo presidente da Câmara Municipal de Celorico da Beira Júlio Santos foi hoje detido pela Polícia Judiciária (PJ) para cumprimento de uma pena de prisão de seis anos e seis meses, disse à Lusa fonte policial.
Segundo a fonte, o ex presidente e atual vereador na Câmara Municipal de Celorico da Beira, eleito como independente nas últimas eleições autárquicas, foi levado pela PJ da Guarda para o estabelecimento prisional daquela cidade.
Em 18 de junho de 2007, Júlio Santos foi condenado pelo Tribunal local a uma pena de cinco anos e dez meses de prisão, ficando ainda proibido de exercer cargos públicos num período de cinco anos, mas a pena foi, entretanto, agravada em seis anos e seis meses.
Segundo a fonte, o ex presidente e atual vereador na Câmara Municipal de Celorico da Beira, eleito como independente nas últimas eleições autárquicas, foi levado pela PJ da Guarda para o estabelecimento prisional daquela cidade.
Em 18 de junho de 2007, Júlio Santos foi condenado pelo Tribunal local a uma pena de cinco anos e dez meses de prisão, ficando ainda proibido de exercer cargos públicos num período de cinco anos, mas a pena foi, entretanto, agravada em seis anos e seis meses.
Dossier:
Dinheiros Públicos não são Privados
26.2.11
18.2.11
Rádio Local: Unir as ruas!
As rádios piratas foram a "internet" dos Filhos de Abril!
Entre adolescentes imberbes e técnicos (de correntes) fracas, nasceram muitas rádios locais na esteira de Abril.
Nesse tempo, procurava-se difundir novas tendências musicais e dar voz a quem não a tinha.
Tal como na internet, o aparecimento da infra estrutura foi anterior ao seu aproveitamento para a catalisação da economia.
Hoje, através das ondas hertezianas ou em Podcast, a geração multitasking tem neste meio a sua preferência para a recepção de conteúdos informativos.
O actual contexto de crise é em primeiro lugar uma oportunidade: Para a reflexão e para a acção.
Porque falhámos?
Quais as estratégias que revelaram ineficácia no actual contexto?
Qual o caminho?
A competitividade territorial ganhou destaque. O nosso concorrente já não está no outro lado da rua, mas sim, do outro lado do mundo.
E neste contexto, torna-se imperativo "unir as ruas"!
Fotografia: Emídio Rangel, O Sr. Rádio.
Entre adolescentes imberbes e técnicos (de correntes) fracas, nasceram muitas rádios locais na esteira de Abril.
Nesse tempo, procurava-se difundir novas tendências musicais e dar voz a quem não a tinha.
Tal como na internet, o aparecimento da infra estrutura foi anterior ao seu aproveitamento para a catalisação da economia.
Hoje, através das ondas hertezianas ou em Podcast, a geração multitasking tem neste meio a sua preferência para a recepção de conteúdos informativos.
O actual contexto de crise é em primeiro lugar uma oportunidade: Para a reflexão e para a acção.
Porque falhámos?
Quais as estratégias que revelaram ineficácia no actual contexto?
Qual o caminho?
A competitividade territorial ganhou destaque. O nosso concorrente já não está no outro lado da rua, mas sim, do outro lado do mundo.
E neste contexto, torna-se imperativo "unir as ruas"!
Fotografia: Emídio Rangel, O Sr. Rádio.
17.2.11
Será que para ir à guerra é preciso ir à guerra? Vídeo sobre sobre os crimes sexuais contra as mulheres como táctica de guerra
Dossier:
A liberdade não mora aqui,
Gentes e Factos
7.2.11
Parva que Sou
5.2.11
Entender a corrupção
Acabei de regressar da Índia, onde estive numa conferência como orador para o Parlamento indiano, na mesma sala em que o presidente norte-americano Barack Obama falou recentemente. O país foi atravessado por um escândalo: um gigantesco esquema a nível ministerial no sector das telecomunicações móveis tinha desviado muitos milhões de dólares para um político corrupto.
Mas muitos dos parlamentares foram surpreendidos ao descobrirem que quando Obama falou com eles, estava a ler a partir de um teleponto “invisível”. Na altura, ele levou a sua audiência a pensar que estava a comunicar de improviso, uma capacidade muito bem vista na Índia.
Ambos os episódios foram vistos como uma forma de corrupção: um envolvia dinheiro, o outro um engano. Obviamente que as duas transgressões não são comparáveis em termos de baixeza moral. Mas o episódio Obama reflecte uma importante diferença entre culturas na avaliação de quão corrupta uma sociedade é.
A Transparência Internacional e, também ocasionalmente o Banco Mundial, gosta de hierarquizar os países de acordo com o grau de corrupção, a que se segue a divulgação incessante pelos media sobre a posição detida por cada nação. Mas as diferenças culturais entre os países prejudicam a legitimidade de tais classificações – que são, no final de contas, baseadas em inquéritos realizados ao público. O que Obama fez foi uma prática bastante comum nos EUA (embora se possa esperar melhor vindo de um orador com a sua capacidade); contudo, não é tão vulgar na Índia, onde essa técnica é, na realidade, vista como repreensível.
Certamente que existe corrupção na Índia, como em quase todos os países. Mas a nação também tem uma cultura em que as pessoas assumem que toda a gente é corrupta na vida pública, a não ser que provem o contrário. Até mesmo um cego irá dizer à Transparência Internacional: “Eu vi-o a aceitar um suborno com os meus próprios olhos”. De facto, um distinto burocrata indiano, um homem de um carácter insuspeito, contou-me que a sua mãe lhe tinha contado o seguinte: “Só acredito que não és corrupto porque és meu filho!”
Por isso, se perguntarem se o poder executivo no país é exercido com corrupção generalizada, os indianos vão responder com prazer: “Sim!” Este preconceito acaba por influenciar negativamente a posição da Índia em relação a outras nações com um registo mais empírico.
Um preconceito similar deve-se à tendência de ver o clientelismo político em qualquer lado como mais corrupto do que aquele que é praticado pelo próprio país. Por exemplo, quando explodiu a crise financeira no este asiático, rapidamente se seguiu uma tentativa sistemática de culpabilizar os países afectados: “o capitalismo de favores” ou “de compadres” tinha, de alguma forma, prejudicado as suas economias. Por outras palavras, os conhecidos e os benfeitores dos líderes do este da Ásia eram “compadres favorecidos”, enquanto os dos líderes norte-americanos eram “amigos”?
Na realidade, ficou claro que os culpados foram o Fundo Monetário Internacional e o Tesouro norte-americano. Estes tinham encorajado uma mudança para uma conversibilidade da conta de capital, sem perceberem as diferenças entre os fluxos livres de capital e o comércio livre.
Mas tem de se reconhecer que os locais onde a corrupção pode ser inequivocamente encontrada não dependem de dados culturais. Pelo contrário, por vezes, resultam das políticas que os alimentaram.
Nos anos 50, a Índia tinha uma Administração Pública e uma classe política que eram invejadas no mundo. Se tal parece chocante nos dias de hoje, a perda de força deve-se às todas poderosas “autorizações de Raj”, com os seus requerimentos de licença para importar, produzir e investir, que cresceram para proporções gigantescas. Os oficiais administrativos do mais alto nível rapidamente descobriram que as licenças podiam ser trocadas por favores, enquanto os políticos viram neste sistema os meios para ajudar os mais importantes financiadores.
Uma vez enraizada no sistema, a corrupção infiltrou-se no sentido descendente, dos burocratas e políticos nos mais altos cargos, que podiam ser subornados para fazer o que não era suposto que fizessem, até às camadas de um nível inferior, que não faziam as coisas que deviam a não ser que fossem subornadas. Os empregados de balcão não iam buscar os ficheiros dos clientes, nem lhes davam o certificado de nascença ou o comprovativo de propriedade, caso não recebessem algo em troca.
Mas se as políticas podem criar corrupção, é igualmente verdade que o custo da corrupção varia consoante as especificidades concretas dessas mesmas políticas. Este custo tem sido particularmente elevado na Índia e na Indonésia. Criaram-se aí monopólios que recebiam uma renda que era, posteriormente, distribuída pelos familiares dos funcionários.
Essa corrupção de “criação de rendas” é bastante cara e corrói o crescimento. Pelo contrário, na China, a corrupção tem sido a de “participação nos lucros”, que consiste no facto de os familiares receberem uma participação numa empresa, sendo que, assim, vêem os seus ganhos aumentaram com os lucros da mesma – um tipo de corrupção que promove o crescimento.
Claro que, no longo prazo, ambos os tipos de corrupção são negativos para o respeito e para a confiança exigidos num bom desempenho da autoridade, o que pode acabar por minar o comportamento económico. Mas isso não nos absolve da responsabilidade de definir a corrupção de uma forma apropriada – e de saber as diferenças culturais importantes e evidentes na forma como ela é entendida.
Jagdish Bhagwati, professor de Economia e Direito na Universidade de Columbia e membro da International Economics no Conselho para as Relações Externas, é o autor de “Termites in the Trading System: How Preferential Trade Agreements Undermine Free Trade”.
Copyright: Project Syndicate, 2010.
www.project-syndicate.org
in Jornal de Negócios
Mas muitos dos parlamentares foram surpreendidos ao descobrirem que quando Obama falou com eles, estava a ler a partir de um teleponto “invisível”. Na altura, ele levou a sua audiência a pensar que estava a comunicar de improviso, uma capacidade muito bem vista na Índia.
Ambos os episódios foram vistos como uma forma de corrupção: um envolvia dinheiro, o outro um engano. Obviamente que as duas transgressões não são comparáveis em termos de baixeza moral. Mas o episódio Obama reflecte uma importante diferença entre culturas na avaliação de quão corrupta uma sociedade é.
A Transparência Internacional e, também ocasionalmente o Banco Mundial, gosta de hierarquizar os países de acordo com o grau de corrupção, a que se segue a divulgação incessante pelos media sobre a posição detida por cada nação. Mas as diferenças culturais entre os países prejudicam a legitimidade de tais classificações – que são, no final de contas, baseadas em inquéritos realizados ao público. O que Obama fez foi uma prática bastante comum nos EUA (embora se possa esperar melhor vindo de um orador com a sua capacidade); contudo, não é tão vulgar na Índia, onde essa técnica é, na realidade, vista como repreensível.
Certamente que existe corrupção na Índia, como em quase todos os países. Mas a nação também tem uma cultura em que as pessoas assumem que toda a gente é corrupta na vida pública, a não ser que provem o contrário. Até mesmo um cego irá dizer à Transparência Internacional: “Eu vi-o a aceitar um suborno com os meus próprios olhos”. De facto, um distinto burocrata indiano, um homem de um carácter insuspeito, contou-me que a sua mãe lhe tinha contado o seguinte: “Só acredito que não és corrupto porque és meu filho!”
Por isso, se perguntarem se o poder executivo no país é exercido com corrupção generalizada, os indianos vão responder com prazer: “Sim!” Este preconceito acaba por influenciar negativamente a posição da Índia em relação a outras nações com um registo mais empírico.
Um preconceito similar deve-se à tendência de ver o clientelismo político em qualquer lado como mais corrupto do que aquele que é praticado pelo próprio país. Por exemplo, quando explodiu a crise financeira no este asiático, rapidamente se seguiu uma tentativa sistemática de culpabilizar os países afectados: “o capitalismo de favores” ou “de compadres” tinha, de alguma forma, prejudicado as suas economias. Por outras palavras, os conhecidos e os benfeitores dos líderes do este da Ásia eram “compadres favorecidos”, enquanto os dos líderes norte-americanos eram “amigos”?
Na realidade, ficou claro que os culpados foram o Fundo Monetário Internacional e o Tesouro norte-americano. Estes tinham encorajado uma mudança para uma conversibilidade da conta de capital, sem perceberem as diferenças entre os fluxos livres de capital e o comércio livre.
Mas tem de se reconhecer que os locais onde a corrupção pode ser inequivocamente encontrada não dependem de dados culturais. Pelo contrário, por vezes, resultam das políticas que os alimentaram.
Nos anos 50, a Índia tinha uma Administração Pública e uma classe política que eram invejadas no mundo. Se tal parece chocante nos dias de hoje, a perda de força deve-se às todas poderosas “autorizações de Raj”, com os seus requerimentos de licença para importar, produzir e investir, que cresceram para proporções gigantescas. Os oficiais administrativos do mais alto nível rapidamente descobriram que as licenças podiam ser trocadas por favores, enquanto os políticos viram neste sistema os meios para ajudar os mais importantes financiadores.
Uma vez enraizada no sistema, a corrupção infiltrou-se no sentido descendente, dos burocratas e políticos nos mais altos cargos, que podiam ser subornados para fazer o que não era suposto que fizessem, até às camadas de um nível inferior, que não faziam as coisas que deviam a não ser que fossem subornadas. Os empregados de balcão não iam buscar os ficheiros dos clientes, nem lhes davam o certificado de nascença ou o comprovativo de propriedade, caso não recebessem algo em troca.
Mas se as políticas podem criar corrupção, é igualmente verdade que o custo da corrupção varia consoante as especificidades concretas dessas mesmas políticas. Este custo tem sido particularmente elevado na Índia e na Indonésia. Criaram-se aí monopólios que recebiam uma renda que era, posteriormente, distribuída pelos familiares dos funcionários.
Essa corrupção de “criação de rendas” é bastante cara e corrói o crescimento. Pelo contrário, na China, a corrupção tem sido a de “participação nos lucros”, que consiste no facto de os familiares receberem uma participação numa empresa, sendo que, assim, vêem os seus ganhos aumentaram com os lucros da mesma – um tipo de corrupção que promove o crescimento.
Claro que, no longo prazo, ambos os tipos de corrupção são negativos para o respeito e para a confiança exigidos num bom desempenho da autoridade, o que pode acabar por minar o comportamento económico. Mas isso não nos absolve da responsabilidade de definir a corrupção de uma forma apropriada – e de saber as diferenças culturais importantes e evidentes na forma como ela é entendida.
Jagdish Bhagwati, professor de Economia e Direito na Universidade de Columbia e membro da International Economics no Conselho para as Relações Externas, é o autor de “Termites in the Trading System: How Preferential Trade Agreements Undermine Free Trade”.
Copyright: Project Syndicate, 2010.
www.project-syndicate.org
in Jornal de Negócios
Dossier:
Dinheiros Públicos não são Privados
3.2.11
Governo pondera reduzir número de autarquias
Executivo socialista inspira-se na recente redução do número de freguesias no concelho de Lisboa para retomar proposta de 2005 para a reforma administrativa do País.
O Governo vai relançar nos próximos meses a proposta de revisão do mapa autárquico, que resultaria numa diminuição do número de autarquias, que tem vindo a crescer desde 1985 e empregam actualmente perto de 132 mil funcionários.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, há 308 municípios e 4.260 freguesias no País, sendo que metade destas não contava sequer um milhar de eleitores.
Segundo explicou ao "Diário de Notícias" o secretário de Estado da Administração Local, o Governo pretende “lançar a discussão” para encontrar “um modo de organização administrativa mais eficiente”. Para este debate, acrescenta José Junqueiro, vai-se partir “sem pressupostos ou ideias preconcebidas”.
Os deputado do PS foram os primeiros a serem informados da recuperação desta ideia, que chegou a estar em cima da mesa no início da governação de José Sócrates. Em 2005, o então ministro da Administração Interna, António Costa, defendeu a fusão de concelhos e freguesias num “esforço de racionalização”.
A ideia é agora retomada precisamente depois do mesmo António Costa, agora presidente da Câmara de Lisboa, ter apresentado uma proposta que reduz para menos metade (53 para 24) o número de freguesias da capital.
Depois de contactado o Parlamento, escreve o mesmo jornal, o Governo vai alargar os contactos aos autarcas para que apresentem os seus representantes nesta negociação. A oposição da Associação Nacional de Municípios Portugueses é certa. “Não são os loucos de Lisboa que nos dizem onde vamos viver”, respondeu recentemente o líder dos autarcas, Fernando Ruas.
in Jornal de Negócios
1.2.11
Novos Desafios do Poder Local
Portugal é um dos países mais centralistas da Europa. Por razões várias, nas primeiras quatro décadas de democracia, consolidámos um modelo de organização do Estado que, até por razões financeiras, deve ser reflectido e corrigido. Constata-se também que a proximidade reforça a participação e a exigência, como consequência do escrutínio contínuo do exercício do cargo político. Neste enquadramento, as autarquias têm enormes desafios pela frente e podem ser os motores locais da agenda reformista que Portugal necessita.
1 - O associativismo intermunicipal deve ser reforçado de competências. A gestão de equipamentos desportivos e culturais, a definição de linhas estratégicas territoriais, a identificação de sectores estratégicos de desenvolvimento local, como por exemplo, a floresta ou a agricultura, entre outras matérias, podem ser alinhadas em estruturas intermunicipais, libertando recursos para investimento.
2 – A valorização do território, através do património natural ou histórico deve ser encarada como estratégica em cada célula municipal. Os centros históricos e as baixas das cidades deverão ganhar prioridade política, conjugando valorização do património, turismo, comércio e indústrias criativas, com incentivos fiscais à fixação de pessoas e empresas.
3 –A criação de ecossistemas empreendedores, o foco político local na atracção de investimentos privados, através de gabinetes de apoio ao empreendedorismo, a participação em projectos de inovação territorial de abrangência europeia, a criação de uma rede de estruturas de alojamento de empresas e a ligação ao sistema científico e tecnológico, deverão ser acções a implementar em todas as cidades e vilas de Portugal.
4 – A educação é um pilar essencial que deve ser descentralizado, no mínimo no ensino básico, através da criação de um modelo educacional centrado no aluno e, no qual, a definição de políticas educativas deve ter participação activa do poder local. A abertura da escola à comunidade e a transparência do seu funcionamento, enquanto conceito, só serão verdadeiramente concretizadas quando os municípios assumirem novas competências e poderes de decisão.
5 – A modernização administrativa e a certificação de qualidade dos serviços locais é outro desafio fundamental. A utilização de novos suportes tecnológicos, como sejam portais interactivos ou redes sociais são ferramentas importantes para a qualidade de atendimento. Ainda neste âmbito, a execução de orçamentos com a participação activa dos cidadãos é outra acção política em que o poder local poderá ser referência no progresso da democracia.
6– A inclusão dos cidadãos mais desprotegidos e a definição de políticas sociais devem ser, cada vez mais, integradas em rede e formatadas estrategicamente através de cartas sociais, à semelhança do que já foi feito na educação, com as cartas educativas. Em conclusão, a complexidade de gestão do poder local é muito mais do que a análise de variáveis demográficas. Estes são os desafios do poder local.
Assumir uma nova agenda, num Estado que precisa de descentralizar para ser mais eficaz e gastar menos.
Paulo Júlio, autarca do Município de Penela
1 - O associativismo intermunicipal deve ser reforçado de competências. A gestão de equipamentos desportivos e culturais, a definição de linhas estratégicas territoriais, a identificação de sectores estratégicos de desenvolvimento local, como por exemplo, a floresta ou a agricultura, entre outras matérias, podem ser alinhadas em estruturas intermunicipais, libertando recursos para investimento.
2 – A valorização do território, através do património natural ou histórico deve ser encarada como estratégica em cada célula municipal. Os centros históricos e as baixas das cidades deverão ganhar prioridade política, conjugando valorização do património, turismo, comércio e indústrias criativas, com incentivos fiscais à fixação de pessoas e empresas.
3 –A criação de ecossistemas empreendedores, o foco político local na atracção de investimentos privados, através de gabinetes de apoio ao empreendedorismo, a participação em projectos de inovação territorial de abrangência europeia, a criação de uma rede de estruturas de alojamento de empresas e a ligação ao sistema científico e tecnológico, deverão ser acções a implementar em todas as cidades e vilas de Portugal.
4 – A educação é um pilar essencial que deve ser descentralizado, no mínimo no ensino básico, através da criação de um modelo educacional centrado no aluno e, no qual, a definição de políticas educativas deve ter participação activa do poder local. A abertura da escola à comunidade e a transparência do seu funcionamento, enquanto conceito, só serão verdadeiramente concretizadas quando os municípios assumirem novas competências e poderes de decisão.
5 – A modernização administrativa e a certificação de qualidade dos serviços locais é outro desafio fundamental. A utilização de novos suportes tecnológicos, como sejam portais interactivos ou redes sociais são ferramentas importantes para a qualidade de atendimento. Ainda neste âmbito, a execução de orçamentos com a participação activa dos cidadãos é outra acção política em que o poder local poderá ser referência no progresso da democracia.
6– A inclusão dos cidadãos mais desprotegidos e a definição de políticas sociais devem ser, cada vez mais, integradas em rede e formatadas estrategicamente através de cartas sociais, à semelhança do que já foi feito na educação, com as cartas educativas. Em conclusão, a complexidade de gestão do poder local é muito mais do que a análise de variáveis demográficas. Estes são os desafios do poder local.
Assumir uma nova agenda, num Estado que precisa de descentralizar para ser mais eficaz e gastar menos.
Paulo Júlio, autarca do Município de Penela
31.1.11
"Não há dinheiro" para obras públicas de proximidade
A ex-presidente do PSD defendeu hoje que é tarde para Portugal apostar nas obras públicas de proximidade, porque já não há dinheiro.
"Tal como um tratamento de um doente que, ou bem que vai a tempo, ou bem que é tarde, neste momento, do meu ponto de vista, isso é absolutamente tarde, não funciona. E não funciona por um motivo simples: não há dinheiro", declarou a deputada social-democrata, durante as jornadas parlamentares do PSD, em Braga.
Manuela Ferreira Leite assumiu esta posição em reacção à intervenção do presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário, Reis Campos, que num debate sobre crescimento económico apontou este sector como estratégico, defendendo uma aposta na requalificação urbana.
A anterior presidente do PSD pediu a palavra para discordar de Reis Campos: "Eu compreendo perfeitamente o que disse, mas, neste momento, do meu ponto de vista, está fora de tempo."
"Eu acho que haveria um grande engano se disséssemos que íamos, afinal, apostar novamente em bens não transaccionáveis. Nós temos de apostar nos transaccionáveis e um dos motivos pelos quais nós perdemos competitividade ao longo dos anos teve a ver com a aposta forte nos não transaccionáveis. Portanto, nós agora ao querermos inverter a situação irmos outra vez para o mesmo penso que seria desajustado", acrescentou.
Manuela Ferreira Leite recordou que "há dois anos e tal", em campanha eleitoral como presidente do PSD, "no eclodir da crise", defendeu "uma redução de impostos para as pequenas e médias empresas" e "uma aposta no investimento de proximidade, nomeadamente a reabilitação urbana".
"Neste momento, é tarde para tomar determinadas medidas que são essenciais e que foram essenciais e que podiam ter sido feitas a tempo", considerou.
A antiga ministra das Finanças referiu que "as famílias estão endividas, as empresas estão endividadas, o Estado não tem hipótese de fazer" investimentos, "para que necessitam de crédito e precisavam de não estar endividados". "É evidente que não é exequível", reforçou.
Manuela Ferreira Leite assinalou que "talvez há mais de dez anos" vem dizendo que o sector das obras públicas tem de se reorganizar, "porque as obras públicas vão ter um limite e esse limite está atingido porque não há crédito, não há dinheiro".
Reis Campos respondeu que apenas defende para o sector que representa "as obras públicas de que o país necessite e que sejam rentáveis" e que seria preferível canalizar o dinheiro gasto com os desempregados deste sector "para a reabilitação urbana".
in Diário Económico
"Tal como um tratamento de um doente que, ou bem que vai a tempo, ou bem que é tarde, neste momento, do meu ponto de vista, isso é absolutamente tarde, não funciona. E não funciona por um motivo simples: não há dinheiro", declarou a deputada social-democrata, durante as jornadas parlamentares do PSD, em Braga.
Manuela Ferreira Leite assumiu esta posição em reacção à intervenção do presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário, Reis Campos, que num debate sobre crescimento económico apontou este sector como estratégico, defendendo uma aposta na requalificação urbana.
A anterior presidente do PSD pediu a palavra para discordar de Reis Campos: "Eu compreendo perfeitamente o que disse, mas, neste momento, do meu ponto de vista, está fora de tempo."
"Eu acho que haveria um grande engano se disséssemos que íamos, afinal, apostar novamente em bens não transaccionáveis. Nós temos de apostar nos transaccionáveis e um dos motivos pelos quais nós perdemos competitividade ao longo dos anos teve a ver com a aposta forte nos não transaccionáveis. Portanto, nós agora ao querermos inverter a situação irmos outra vez para o mesmo penso que seria desajustado", acrescentou.
Manuela Ferreira Leite recordou que "há dois anos e tal", em campanha eleitoral como presidente do PSD, "no eclodir da crise", defendeu "uma redução de impostos para as pequenas e médias empresas" e "uma aposta no investimento de proximidade, nomeadamente a reabilitação urbana".
"Neste momento, é tarde para tomar determinadas medidas que são essenciais e que foram essenciais e que podiam ter sido feitas a tempo", considerou.
A antiga ministra das Finanças referiu que "as famílias estão endividas, as empresas estão endividadas, o Estado não tem hipótese de fazer" investimentos, "para que necessitam de crédito e precisavam de não estar endividados". "É evidente que não é exequível", reforçou.
Manuela Ferreira Leite assinalou que "talvez há mais de dez anos" vem dizendo que o sector das obras públicas tem de se reorganizar, "porque as obras públicas vão ter um limite e esse limite está atingido porque não há crédito, não há dinheiro".
Reis Campos respondeu que apenas defende para o sector que representa "as obras públicas de que o país necessite e que sejam rentáveis" e que seria preferível canalizar o dinheiro gasto com os desempregados deste sector "para a reabilitação urbana".
in Diário Económico
28.1.11
Repórter TVI: «Abutres» retrata a corrupção no seio do Estado
O Estado perdeu 104 milhões de euros com as empresas da holding PARPÚBLICA no primeiro semestre de 2010. Reportagem de investigação de Rui Araújo, Rui Pereira e Carlos Lopes
Em tempo de crise económica, financeira e de valores, o debate sobre a criminalização do enriquecimento ilícito está na ordem do dia.
A moralização da vida pública é cada vez mais uma necessidade que ninguém contesta. A corrupção, a fraude, o branqueamento, o tráfico de influências e a gestão danosa no seio do sector público minam qualquer estado de direito. E criam, por outro lado, pobreza e desde logo mais desigualdade.
«Abutres» é uma reportagem de investigação de Rui Araújo, Rui Pereira e Carlos Lopes, que retrata o caos vigente no seio de algumas empresas do Estado. No final, quem paga a factura é sempre o contribuinte.
O Estado perdeu 104 milhões de euros com as empresas da holding PARPÚBLICA no primeiro semestre de 2010.
Em tempo de crise económica, financeira e de valores, o debate sobre a criminalização do enriquecimento ilícito está na ordem do dia.
A moralização da vida pública é cada vez mais uma necessidade que ninguém contesta. A corrupção, a fraude, o branqueamento, o tráfico de influências e a gestão danosa no seio do sector público minam qualquer estado de direito. E criam, por outro lado, pobreza e desde logo mais desigualdade.
«Abutres» é uma reportagem de investigação de Rui Araújo, Rui Pereira e Carlos Lopes, que retrata o caos vigente no seio de algumas empresas do Estado. No final, quem paga a factura é sempre o contribuinte.
O Estado perdeu 104 milhões de euros com as empresas da holding PARPÚBLICA no primeiro semestre de 2010.
Dossier:
Corrupção,
Dinheiros Públicos não são Privados
25.1.11
Baixo auto-controlo na infância resulta em pobreza, menos saúde e criminalidade
As crianças com baixo auto-controlo têm tendência a serem adultos mais pobres, com menos saúde e maior propensão para cometer crimes e consumirem substâncias que causam dependência. O estudo publicado hoje na edição online da revista Proceedings of the National Academy of Sciences analisou mil pessoas durante mais de 30 anos.
A equipa de Terrie Moffitt e Avshalom Caspi, da Universidade de Duke, em Durham, na Inglaterra, analisou o auto-controlo de 1037 indivíduos nascidos em 1972 e1973 em Dunedin, na Nova Zelândia quando tinham entre três e cinco anos. Os dados foram recolhidos a partir de observações junto de professores, pais e cientistas. Depois, os investigadores voltaram a verificar os comportamentos daquelas 1037 pessoas já durante a adolescência e vida adulta, quando tinham 32 anos.
“O nosso estudo, mostra pela primeira vez, que a força de vontade que se tem quando se é uma criança influencia as probabilidades de se ser saudável e rico durante a vida adulta”, disse, citada pela Reuters, Terrie Moffit, primeira autora.
Segundo o artigo, as crianças com pouco auto-controlo tinham mais tendência a ter problemas de saúde durante a vida adulta (27 por cento contra as crianças com mais auto-controlo que tinham só onze por cento), como pressão arterial elevada, obesidade, problemas de respiração ou doenças sexualmente transmitidas. Além disso, era mais provável serem dependentes de substâncias (dez por cento contra três por cento) como o tabaco, o álcool e as drogas, tornarem-se pais solteiros (58 por cento contra 26 por cento), terem dificuldade em gerir dinheiro e terem um registo criminal aos 32 anos (43 por cento contra 13 por cento).
“Conseguir ter auto-controlo e gerir os impulsos é uma das exigências que as sociedades pedem mais cedo às crianças”, explicou a cientista.
Os cientistas confirmaram ainda estes resultados com a análise de comportamento entre 500 gémeos ingleses em que compararam a evolução do irmão com menos auto-controlo. Os resultados confirmaram o que se tinha achado com o estudo neozelandês.
Em ambos os casos, os comportamentos eram independentes do nível de QI. O comportamento de cada indivíduo reflectiu-se na adolescência. As crianças com menos auto-controlo tinham uma maior tendência para cometer actos com um risco potencial maior.
“A tentativa e o erro são uma parte saudável da vida quando se é adolescente”, explicou a cientista à Time. “Mas os adolescentes com um bom auto-controlo fazem tentativas e erros estrategicamente, e apreciam a diferença entre uma experiência com uma aprendizagem útil e um perigo real. Estou convencida que os adolescentes podem ser ajudados para fazerem esta distinção.”
in Público
A equipa de Terrie Moffitt e Avshalom Caspi, da Universidade de Duke, em Durham, na Inglaterra, analisou o auto-controlo de 1037 indivíduos nascidos em 1972 e1973 em Dunedin, na Nova Zelândia quando tinham entre três e cinco anos. Os dados foram recolhidos a partir de observações junto de professores, pais e cientistas. Depois, os investigadores voltaram a verificar os comportamentos daquelas 1037 pessoas já durante a adolescência e vida adulta, quando tinham 32 anos.
“O nosso estudo, mostra pela primeira vez, que a força de vontade que se tem quando se é uma criança influencia as probabilidades de se ser saudável e rico durante a vida adulta”, disse, citada pela Reuters, Terrie Moffit, primeira autora.
Segundo o artigo, as crianças com pouco auto-controlo tinham mais tendência a ter problemas de saúde durante a vida adulta (27 por cento contra as crianças com mais auto-controlo que tinham só onze por cento), como pressão arterial elevada, obesidade, problemas de respiração ou doenças sexualmente transmitidas. Além disso, era mais provável serem dependentes de substâncias (dez por cento contra três por cento) como o tabaco, o álcool e as drogas, tornarem-se pais solteiros (58 por cento contra 26 por cento), terem dificuldade em gerir dinheiro e terem um registo criminal aos 32 anos (43 por cento contra 13 por cento).
“Conseguir ter auto-controlo e gerir os impulsos é uma das exigências que as sociedades pedem mais cedo às crianças”, explicou a cientista.
Os cientistas confirmaram ainda estes resultados com a análise de comportamento entre 500 gémeos ingleses em que compararam a evolução do irmão com menos auto-controlo. Os resultados confirmaram o que se tinha achado com o estudo neozelandês.
Em ambos os casos, os comportamentos eram independentes do nível de QI. O comportamento de cada indivíduo reflectiu-se na adolescência. As crianças com menos auto-controlo tinham uma maior tendência para cometer actos com um risco potencial maior.
“A tentativa e o erro são uma parte saudável da vida quando se é adolescente”, explicou a cientista à Time. “Mas os adolescentes com um bom auto-controlo fazem tentativas e erros estrategicamente, e apreciam a diferença entre uma experiência com uma aprendizagem útil e um perigo real. Estou convencida que os adolescentes podem ser ajudados para fazerem esta distinção.”
in Público
21.1.11
20.1.11
Luís Vaz de Camões
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Dossier:
Actualidade,
Corrupção,
Crítica Social,
Cultura,
Recordar é Viver
14.1.11
Carlos Moreno "Os cortes cegos nos salários da FP são injustos. O Estado deveria PUNIR quem gasta a mais" #TSF #DN
Dossier:
Dinheiros Públicos não são Privados
11.1.11
Enriquecimento ilícito: Leia a petição CM
"O titular de cargo político ou equiparado que, durante o período de exercício das suas funções ou nos três anos seguintes à respectiva cessação, adquirir, por si ou por interposta pessoa, quaisquer bens cujo valor esteja em manifesta desproporção com o seu rendimento declarado para efeitos de liquidação do imposto sobre o rendimento de pessoas singulares e com os bens e seu rendimento constantes da declaração, aditamentos e renovações, apresentados no Tribunal Constitucional, nos termos e prazos legalmente estabelecidos, é punido com pena de prisão de 1 a 5 anos. O infractor será isento de pena se for feita prova da proveniência lícita do meio de aquisição dos bens e de que a omissão da sua comunicação ao Tribunal Constitucional se deveu a negligência."
ASSINAR ONLINE
Assinatura Presencial:
Correio da Manhã, Delegação Viseu
Rua Formosa 50, 2º andar
Viseu (Junto à Câmara Municipal)
Horário: 9:30 às 13:00 e 14:00 às 17:30
Telefone: 232 415 170
Dossier:
Corrupção,
Dinheiros Públicos não são Privados
Subscrever:
Mensagens (Atom)








