20.6.09

O que é que o #TGV tem?!


A discussão sobre o TGV está ao rubro.
Os socialistas defendem-no com unhas e dentes. Os social-democratas enchem o peito com a vitória das europeias e espirram a reavaliação.

O BE lembra que Augusto Mateus foi pago no âmbito do processo de Alcochete pelo que deveria abster-se de comentar.

Basílio Horta, Presidente do mais importante instituto da área económica, acha que está em causa a imagem de Portugal.

É pacífico pensar que os "sábios" economistas são pagos pelas avaliações e mais uma reavaliação traria novos contratos.

O que considero essencial:

a) Quantas pessoas vai transportar? Quantas são necessárias para a sua sustentabilidade?

b) Qual a vantagem que traz aos seus clientes sobre o meio aéreo?

c) Pode o TGV ser um meio relevante no transporte de mercadorias? É economicamente competitivo?


Até prova em contrário, acho que 5% do valor anunciado para o investimento no TGV seria muito mais útil num programa de dinamização de micro empresas em territórios de baixa densidade(*).


(*) Declaração de interesses: O autor é dinamizador de uma iniciativa de dinamização de TBD

26.5.09

Uma educação empreendedora

A Educação em Empreendedorismo pretende sensibilizar e motivar os alunos para a importância do empreendedorismo no mundo actual. Acreditamos que o empreeendedorismo pode ser aprendido e que é possível construir uma sociedade mais empreendedora explicando aos nossos jovens o que é o empreendedorismo e desmistificando o conceito.

A educação, ao longo do tempo, tem sido vista segundo uma dupla perspectiva.

Por um lado, uma educação que enriquecesse a pessoa em si, que a torne mais instruída e rica. Ou seja, todos deveríamos ser educados com o objectivo de podermos vir a tomar as nossas decisões, tendo por base todo o conhecimento que nos passaram.

Uma outra perspectiva relaciona-se com uma Educação mais pragmática que forma com o intuito de integrar os alunos nas sociedades e nos mercados de trabalho.

É nesta perspectiva que se insere a Educação em Empreendedorismo que permite fazer a ponte entre o campo educativo e o mercado de trabalho. A educação em empreendedorismo pretende dar aos alunos um vasto conjunto de ferramentas que lhes permitam, no futuro, tomar um conjunto de opções.

Estas duas perspectivas não são antagónicas, mas hoje sente-se uma enorme preocupação em dar sentido às aprendizagens que os alunos realizam, pois embora seja importante ter um vasto conjunto de conhecimentos, é essencial saber mobilizar esses conhecimentos para aquilo que será o futuro e esse passa pelo mundo laboral.

A educação em empreendedorismo pretende esbater a enorme barreira que ainda hoje separa a Escola das restantes organizações sociais. Assim, se a Escola tem como missão preparar para a vida, deve fazê-lo em conjunto com a sociedade e com as suas forças vivas.

Os estabelecimentos de educação e formação deverão estimular as competências e o espírito empreendedor dos alunos ao longo de toda a sua aprendizagem.

in Francisco Banha Weblog

10.5.09

Sustentabilidade da Segurança Social



Uma matéria em que ninguém se entende!
O motivo é simples: Quem tem 36 anos de "descontos" considera-se no direito de ter reforma. Foi uma expectativa que se criou.
Mas os pressupostos eram outros: A esperança média de vida coincidia com a idade da reforma.
Hoje não podemos desejar descontar 22% do ordenado durante 36 anos e beneficiar a seguir de 30 anos a 100%. São as contas óbvias da insustentabilidade.

Os argumentos de quem defende este modelo são retaliatórios: Apontam para os ABUTRES da nossa sociedade cujo expediente para cálculo da reforma revelam indícios de corrupção sobre o Estado.

Proponho uma fórmula simples, sustentável e creio que consensual: Uma elevada percentagem da nossa reforma ser calculada em função dos descontos nossos "descendentes". Entenda-se por descendentes não exclusivamente os filhos. (Porque não nomear como beneficiário uma professora ou um tutor na declaração de IRS?)

Em termos práticos a nossa reforma seria a recompensa da nossa contribuição para a geração "activa".

É a minha perspectiva de solidariedade inter geracional.

25.4.09

24 de Abril

Sabem o que foi o 25 de Abril? - Questiono um conjunto de crianças com 10 anos junto a um café.
- Foi a Implantação da República!

Não, não foi a Implantação da República. Foi a Implantação da Democracia em Portugal. Sabem, antes do 25 de Abril de 1974 existia um ditador de quem não podíamos discordar...
- Como o Presidente da Câmara?!

!?!?!?!

10.3.09

Estratégia para tempos de crise



Todos os dias somos confrontados com o encerramento de mais fábricas.
São TRABALHADORES MANUAIS que dificilmente reencontrarão lugar nesta economia do conhecimento.
Também sabemos que para além da grave crise que provoca nas economias das famílias envolvidas, o factor emocional tem um impacto igualmente pesado: Perdem o convívio com os colegas que durante várias décadas alicerçaram mutuamente.

Por outro lado, AS EMPRESAS E AS ORGANIZAÇÕES NACIONAIS desperdiçam tempo e energia à procura de documentos e processos que “nadam” no meio do oceano que são muitas vezes os seus ARQUIVOS.

Porque não transformar essas fábricas de têxteis e calçado que chegam ao fim do seu ciclo em centros de digitalização de documentos para os organismos públicos, num programa ocupacional para os seus ex trabalhadores?
Será que esses trabalhadores não ganharão uma nova e promissora actividade profissional?
Será difícil encontrar arquivistas e documentalistas para coordenarem localmente esses processos?

Será que essas organizações beneficiárias não prestarão com isso um melhor serviço à comunidade optimizando com esta iniciativa os seus recursos humanos?

16.2.09

A utilidade do Twitter

12.2.09

Se não os pode vencer, junte-se a eles


Para assinalar a abertura do Ano Europeu para a Inovação e a Criatividade, Don Tapscott, o mais acérrimo defensor dos benefícios da Web 2.0, esteve em Lisboa para apresentar a geração dos “nativos digitais”. Descansem os pais que se preocupam com a navegação contínua dos filhos em mares para muitos ainda desconhecidos, mas preocupem-se gestores, educadores e profissionais do marketing. A geração net vai mudar o mundo tal como o conhecemos
“A recessão é uma oportunidade demasiado boa para se perder”. Em tradução livre, foi assim que Don Tapscott, o canadiano casado com uma portuguesa, amante de pastéis de nata e visionário da Internet, abriu a sua intervenção no âmbito da inauguração do Ano Europeu para a Inovação e a Criatividade. Para o consultor e autor, a presente crise é a altura ideal para se inovar e apurar a criatividade. Mas foi com base no seu último livro, Grown Up Digital, uma “sequela” da obra que escreveu há 10 anos – Growing Up Digital – que Tapscott centrou a sua apresentação. Para os que não conhecem o seu trabalho, poder-se-á afirmar que Don Tapscott é um “tradutor e intérprete” da geração net, aquela que muitos de nós não compreende e com a qual temos de aprender a conviver no interior das nossas casas e também já no local de trabalho.

Um excelente trabalho da jornalista Helena Oliveira, Portal VER.PT

9.2.09

A Era da Democratização Territorial


As áreas metropolitanas perderam há muito o seu esplendor. Foram durante décadas o epicentro de talentos de nível nacional onde residiam as oportunidades de participação profissional que gravitavam em redor dos mesmos.

Hoje, a economia do conhecimento traz consigo a democratização territorial. E os territórios rurais, outrora desconectados dessa economia, têm hoje atractivos de relevo para proporcionar o êxodo metropolitano: A qualidade ambiental, social e económica dos territórios rurbanos respondem ao novo estilo de vida dos empreendedores.

A consequência mais interessante do êxodo metropolitano será a polinização de conhecimento protagonizado pelos Novos Povoadores nos territórios de baixa densidade. As redes e a Internet trouxeram consigo a possibilidade de acesso e difusão de informação a nível global, e-learning e trabalho com equipas geograficamente distribuídas (groupware), para citar algumas possibilidades. Facilitarão deste modo a dinamização em seu redor de pequenos alvéolos sociais, com vista a respostas mais actuais à economia que estamos a construir.

O modelo de vida tradicional, onde a população metropolitana adquiria no campo/praia a segunda habitação que lhe permitia respirar, é no actual modelo a sua morada de eleição: Quebraram-se as barreiras geográficas e a falta de competitividade provocada pelos excessivos custos de produção nas áreas metropolitanas - que eram suprimidos por uma procura sucessivamente crescente de uma economia que agora sabemos sobreaquecida - tem hoje uma resposta no território interior conectado.

Por outro lado, os territórios com vontade de atrair Novos Povoadores - gente empreendedora, capaz de gerar dinâmicas de emprego e com vontade de adoptar um estilo de vida mais familiar - são chamados a posicionar-se de uma forma pró-activa, isto é, facilitar a integração dos novos residentes e das suas famílias. Essa tem sido a grande diferença no desenvolvimento dos territórios de baixa densidade. Quando os diversos actores territoriais se mobilizam em torno de um mesmo projecto - Networking Territorial - o sucesso torna-se alcançável. Os Novos Povoadores deixam de o ser, para fazerem parte de uma comunidade que luta para uma maior afirmação territorial, um acto de cidadania activa que os torna actores do desenvolvimento económico e social dessas regiões.

Será esta uma visão utópica?

Segundo um estudo da ONU, em 2015, 69% da população portuguesa viverá nas áreas metropolitanas, acentuado a ausência de qualidade de vida nesses centros populacionais.

Por seu turno, só o Município de Sintra acolhe mensalmente 1000 novas famílias de acordo com os últimos censos do INE.
Estando a sociedade globalizada assente cada vez mais numa economia sem geografia, facto que permite olhar para o território de uma forma mais inclusiva, é possível reduzir o fosso das assimetrias regionais com vantagens para os novos residentes dos territórios de baixa densidade. Assim, além do inegável incremento da qualidade de vida, promover-se-á a quebra de um ciclo de sangria demográfica.

Passar horas a fio no trânsito - que se retiram directamente ao tempo em família - não é uma inevitabilidade para ninguém.

in Criar 2009

Encostado ou não?


Já pensou no número de pessoas que a sua empresa tem e que estão rigorosamente “encostadas”, desaproveitadas e desmotivadas ?

Ouvimos diariamente que são tempos de grandes restrições aqueles que vêm aí.

Aliás, já o sentimos desde o ano que passou. E, por isso, é compreensível que as decisões de gestão das empresas estejam em harmonia com a conjuntura económica e com as perspectivas de futuro. Não digo nada de novo. Mas já pensou no número de pessoas que a sua empresa tem e que estão rigorosamente "encostadas", desaproveitadas e desmotivadas ? Tem noção que está a pagar salários a pessoas que "estão a contar carneirinhos", apenas porque lhes são negadas oportunidades por mesquinhos interesses e jogos de poder? Tem conhecimento destas situações ? Já mediu o valor que a sua empresa perde ? Senão o fez e se tem responsabilidades de gestão seria interessante fazê-lo, não ? Certamente chegará à conclusão que o custo de oportunidade é muito elevado. E, portanto, mudanças têm que ser promovidas no modelo de gestão organizacional e sobretudo nas práticas de gestão das pessoas. A título ilustrativo saliento um estudo desenvolvido por uma equipa sueca, que acompanhou durante uma década mais de três mil trabalhadores homens (dos 18 aos 70 anos), e conclui que o efeito de "chefes incompetentes, irascíveis e injustos" sobre os subordinados é muito negativo, podendo mesmo revelar-se mortal.

Ao mesmo tempo ouvimos também várias noticias de despedimentos ou reformas antecipadas, o que em muitos casos é inevitável, mas já pensou que os chamados "trabalhadores seniores" podem aumentar em muito o valor da sua empresa ?

Obviamente que terão que ter uma situação laboral ajustada às suas necessidades e mais flexível. O que está a fazer a este nível ? Numa época em que está na moda sugerir corte de custos e despedimentos, eu digo corte nos desperdícios sim, mas invista nas pessoas. Incentive a gestão do talento e prove verdadeiramente que os seus recursos humanos são a vantagem competitiva da sua empresa. Não chega dizer que aposta nas pessoas, que os seus colaboradores são o recurso estratégico mais importante, é necessário que a gestão de talentos esteja instituída na sua empresa e que seja incorporada num sistema de incentivos e objectivos. Que seja incorporada no próprio modelo de negócio. Que faça parte da cultura da empresa.

Um estudo recente da McKinsey identifica como principais obstáculos a uma boa gestão de talentos a falta de tempo (de elevada qualidade) dedicado ao tema, o défice de encorajamento de trabalho em colaboração construtiva e partilha de recursos, a falta de envolvimento dos gestores no desenvolvimento de competências e na gestão de carreiras dos elementos da equipa e um défice de envolvimento das administrações na implementação de um processo estratégico de gestão de talentos.

Um outro estudo da "Society for Human Resource Management" conclui que 1/3 das empresas não têm sido proactivas na gestão das pessoas. São muito reactivas e adoptam posturas de gestão de recursos humanos burocráticas e administrativas. Isto precisa de mudar! Em tempo de crise é fundamental eleger o talento como prioridade. E a todos os níveis hierárquicos, em especial nas pessoas do ‘front-line'.

Eu diria que o actual sistema de gestão de recursos humanos, implementado na generalidade das empresas portuguesas, precisa de uma revolução. Foi concebido e desenvolvido para outros tempos. O novo tempo requer uma abordagem ajustada aos diferentes públicos internos. Tem que ser feita uma segmentação e deverão ser identificadas as necessidades, comportamentos e perfil dos diferentes grupos funcionais. A dificuldade a meu ver está na escolha do critério de segmentação, que deverá dar origem a grupos de colaboradores (segmentos) mensuráveis, com potencial, heterogéneos e operacionais, ou seja, uma empresa tem que ser capaz de gerar programas eficazes para atrair, fidelizar e atender segmentos diferentes de colaboradores. Assim, este processo de segmentação, que terá que anteceder a implementação de um sistema de gestão de talentos, deverá pôr em relevo as oportunidades de carreira existentes, permitir a definição de prioridades, facilitar a análise do contexto laboral e facilitar o aumento da produtividade dos colaboradores. Crie diferentes propostas de valor internas. Promova o talento. Do que está à espera?


Bruno Valverde Cota, Doutorado em gestão de empresas

in Diário Económico

7.2.09

Mudança

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas ...
Que já têm a forma do nosso corpo ...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares ...
É o tempo da travessia ...
E se não ousarmos fazê-la ...
Teremos ficado ... para sempre ...
À margem de nós mesmos...

Fernando Pessoa