"Se pensas que és pequeno para fazer a diferença... tenta dormir num quarto fechado com um mosquito."
Provérbio africano, no editorial da revista "Recicla"

6.5.07

Biocombustíveis relançam agricultura



NEGÓCIOS VERDES A chegada dos biocombustíveis aos depósitos dos nossos automóveis está a originar uma corrida à produção de cereais e oleaginosas. Os projectos inovadores sucedem-se

O discurso político em torno da emergência dos biocombustíveis ia subindo de tom, e Fernando Penha, 58 anos, engenheiro agrónomo de formação, sabia que corria contra o tempo para provar que em Portugal aquela planta também poderia vingar e ser rentável do ponto de vista da exploração em grande escala.

A colza, uma crucífera da família da couve e do nabo, produz uma vagem cujos grãos contêm um elevado teor de óleo e é considerada uma das matérias-primas mais adequadas à produção de biodiesel. No entanto, não havia (e ainda não há) tradição desta cultura em Portugal.

Fernando Penha decidiu que ia preencher essa lacuna e não perdeu tempo. Visitou vários países europeus onde a colza é cultivada com sucesso, marcou presença em algumas feiras e eventos ligados ao sector agrícola e, em 2005, regressou de Paris entusiasmado com certos resultados que acabara de ver.

texto completo em Expresso

3 comentários:

Anónimo disse...

Boas!
Ainda no outro dia estava na conversa com amigos sobre este tema...
É um assunto que pode ser encarado como uma oportunidade fantástica, e penso que Portugal (ainda por cima como sendo um país que não produz petróleo) pode abraçar esta oportunidade e assumir-se como um dos pioneiros nesta matéria. Falo de uma estratégia concertada a todos os níveis, que poderia ter elevados custos numa fase inicial, mas que se certamente se traduziria no Médio/Longo prazo como um sucesso. A estratégia poderia passar por incentivar não só produtores de combustível, mas também a criação de um automovel a biodiesel, preferencialmente em parceria com uma empresa detentora de know-how no ramo automovel (a criação de uma empresa portuguesa, mesmo que por iniciativa privada e apoiada pelo Estado, teria custos de "Setup" elevadíssimos). Pode-se também pensar apenas na produção de matéria prima, mas enquanto não houver procura suficiente...
É uma oportunidade excelente para empresários com espírito empreendedor, e o nosso Estado deve apoia-los ao máximo, pois resolveria em grande parte a dependencia de uma matéria prima que não temos!
Mas pronto... isto sou só eu falar apelando à minha ingenuidade!!! É claro que depois temos de pensar em lobby´s, interesses e outras coisas... mas isso já não faz parte da minha maneira de estar e pensar!

Abraço a todos!
VS

Frederico disse...

A balança comercial portuguesa é desfavorável à décadas. Logo, se reduzirmos as importações, nomeadamente de combustiveis, melhoramos os seus resultados!

avelana disse...

pois também me parece muito interessante forma de aproveitar solos abandonados , combater a desertificação, equilibrar a balança comercial e despoluir...