"Se pensas que és pequeno para fazer a diferença... tenta dormir num quarto fechado com um mosquito."
Provérbio africano, no editorial da revista "Recicla"

24.11.06

Habitantes de Trancoso protestam contra fecho do SAP

Cerca de 1500 habitantes do concelho de Trancoso manifestaram-se hoje pela continuidade do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) no centro de saúde local, com a câmara municipal a admitir que avançará com uma providência cautelar se o Ministério da Saúde decididir encerrar o serviço.
A concentração, promovida pela autarquia e pelas 29 juntas de freguesia do concelho, deveria decorrer ao ar livre, em frente às Portas d'El Rei, mas devido ao meu tempo foi realizada no interior do pavilhão multiusos da cidade.O presidente da autarquia foi o único a discursar no protesto, sob o lema "todos contra o encerramento das urgências de Trancoso", embora também tenham participado os restantes eleitos que fazem parte do executivo municipal — três vereadores do PSD e outros tantos do PS.Segundo Júlio Sarmento, os habitantes e os eleitos do concelho não aceitam a intenção do Ministério da Saúde de encerrar as urgências nocturnas partir de 4 de Dezembro, admitindo que aguarda com expectativa o resultado da reunião que terá na próxima segunda-feira com o presidente da Administração Regional de Saúde do Centro (ARS). O autarca disse esperar "sensibilizar o presidente da ARS e que o Estado recue na sua decisão".Se tal não acontecer, Júlio Sarmento advertiu que a autarquia avançará com uma providência cautelar para evitar a concretização da decisão, comunicada à câmara pela sub-região de saúde da Guarda. O edil indicou ainda que "mais tarde entrará a acção principal a contestar a decisão do relatório que define a rede de urgências que está em discussão até 30 de Novembro".O município vai avançar com "uma notificação judicial na pessoa do ministro da Saúde [Correia de Campos], presidente da Administração Regional de Saúde do Centro [Fernando Regateiro], e coordenadora da Sub-região de Saúde da Guarda [Isabel Coelho], no sentido de os responsabilizar politicamente pelo eventual encerramento do SAP de Trancoso", explicou."Se daqui a amanhã sobrevier, por atraso nos meios de socorro, por demora no atendimento, lesões graves em qualquer cidadão do concelho de Trancoso, a câmara patrocinará acções de responsabilidade civil e criminal contra aqueles que agora tomam uma decisão tão lesiva do interesse do cidadão", afirmou Júlio Sarmento.Com o encerramento do serviço de SAP, os casos urgentes passam a ser atendidos nas cidades da Guarda ou em Vila Nova de Foz Côa, situação que desagrada aos autarcas e à população."Trancoso tem onze mil habitantes e Foz Côa tem cerca de oito mil, tem mais médicos e enfermeiros e o Estado é o proprietário do edifício do centro de saúde de Trancoso, enquanto o de Foz Côa é da Misericórdia", justificou Júlio Sarmento, adiantando que o concelho também tem mais alunos nas escolas e regista um movimento rodoviário muito maior que o vizinho.Se a reunião de segunda-feira for inconclusiva, a população voltará a sair à rua no dia 2 de Dezembro, promovendo um buzinão na Guarda, em frente ao Governo Civil.
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in Publico
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1 comentário:

al cardoso disse...

Tudo esta muito bem, eu tambem sou em favor das emergencias em Trancoso, mas se o concelho tem cerca de 11000 habitantes onde estavam eles? porque so se juntaram 1500?
Esta mesma apatia noto-a tambem pela minha terra, nao admira que percamos valencias pois nao sabemos lutar por elas!!!

Bom fim de semana.

PS: Gostei de ver na televisao o Presidente de Trancoso dizer que iria pedir a todos os concelhos afectados para se juntarem neste protesto, faco votos que dem resultado estas movimentacoes,
embora ja nao espere milagres.