"Se pensas que és pequeno para fazer a diferença... tenta dormir num quarto fechado com um mosquito."
Provérbio africano, no editorial da revista "Recicla"

20.6.06

Inovação & Inclusão: "Roteiro para a Ciência"


O Presidente da República iniciou mais uma presidência aberta, desta vez dedicada à Ciência: Roteiro para a Ciência.

O Pedro escreveu em tempos algo que se aproxima à ideia que defendo:

"Acho mal, muito mal, que existam universidades em grandes centros urbanos, uma vez que são o melhor promotor da descentralização do território. Para além disso, polvilham centros de investigação e tecnológicos nas suas áreas limitrofes.

Como referiu Cavaco [Silva], o interior goza de uma qualidade de vida que o litoral desconhece, em clara oposição às CHAGAS URBANISTICAS!"

E a questão que se coloca é saber se fará sentido promover universidades públicas nos grandes centros urbanos, quando os exemplos de cidades universitárias como Braga, Bragança, Aveiro, Coimbra, Faro, Viseu e Covilhã demonstram a dinâmica que as mesmas são capazes de desenvolver autonomamente.

Além disso, os pólos de incubação de empresas que cada uma dessas universidades alberga, têm constituido interessantes iniciativas empresariais de reconhecido mérito europeu.

Dito isto, e em nome da racionalização dos recursos estatais, a dispersão dos polos universitários da Universidade de Lisboa e Porto seriam verdadeiros agentes para a EDUCAÇÃO TERRITORIAL, isto é, a sensibilização da população urbana para as vantagens competitivas das cidades do interior do território.

5 comentários:

Anónimo disse...

Os seus posts são cada vez melhores, espero que alguém neste país faça algo. As univ. no interior têm criado um know how e um conjunto de situações que só lhes tem favorecido, mas não tenhamos dúvidas é nos grandes centros urbanos que se tomam as grandes decisões... Mas para evitar a desertificação do interior e fixar quadros jovens as câmaras têm de ser inteligentes para saber atrair as empresas jovens e inovadoras.

Chuss

Ninive

P.S. Afinal às vezes falo bem de si

Frederico disse...

:-)


As Câmaras têm que assumir-se mais competitivas, tal como já acontece com as embaixadas de Portugal que promovem o investimento em Portugal nos países onde estão localizadas.

Quanto à localização das "grandes decisões" diria que "ainda é nos grandes centros urbanos que são tomadas..."

al cardoso disse...

Ja o mesmo Cavaco afirmou no Alentejo, que as camaras tendo terminado o ciclo de infraestruturas, compete-lhes agora a tarefa de estar a frente na promocao de trabalhos para os seus municipios. Que as suas palavras sejam ouvidas, pois as pequenas vilas e cidades estao a necessitar desses trabalhos, como de pao para a boca, pois a assim nao ser, para que tanto investimento em infraestructuras?

Frederico disse...

Totalmente de acordo.
E foi claro: "Terminou a fase das infraestruturas"
Este é o momento de as rentabilizar...

Anónimo disse...

O que acabou foi a fase do chupismo, e isto nada tem a ver a Chupas e Morrão, mas sim com a conivência entre as câmaras e empresas de obras públicas. É necessa´rio acabar. Mas enfim, não sou assim tão ingénua que acredite que vai acabar...
Os presidentes só o são quando tratam dos seus municipes, mas eles preferem os que lhe enchem os bolsos. Com isto não faço nehuma acusação, nem crio suspeição, apenas relato um sentimento generalizado que a população portuguesa sente. Afinal de contas estamos cá para sentir...

Chuss

Ninive